Essa história do gás ainda continua a cheirar mal

O desfecho – espero que parcial – da história do gás de pimenta que foi espargido (adorei o termo) nos vestiários do visitante (SPFW) do Palestra Itália, na final do Campeonato Paulista, ainda continua a cheirar, e em meu entender, muito mal.

Desde domingo sabe-se que o relatório parcial do Instituto de Criminalística da Polícia Civil aponta ser impossível o gás ter sido atirado de fora para dentro do vestiário são-paulino, ou seja, se houve gás ele foi espargido (de novo o belo termo) de dentro do vestiário.

Pois bem, se o vestiário é do visitante e esse se achando intimidado pelo local contrata uma equipe de seguranças, há de se perguntar como é que alguém adentrou ao vestiário para espargir o tal gás.

A não se que haja uma passagem secreta que ligue o tal vestiário a algum setor não menos secreto, isso ainda está – como já disse – a cheirar mal, pois essa alternativa sequer foi cogitada. A outra possibilidade (alguém ter conseguido entrar no vestiário, espargido o tal gás, saído e não ser visto) parece ser improvável pelo aparato de segurança montado pela equipe Leonor (é só ver o vídeo). Sobra a possibilidade de um acidente (o relatório aponta para essa possibilidade): um dos seguranças do próprio SPFW ter (repito, acidente) deixado escapar o gás.

Como a primeira e a segunda possibilidades parecem ser inverossímeis, vamos tentar analisar a última, a que nos parece mais plausível. Neste caso, há duas alternativas possíveis; a primeira é que o desatento protetor tenha omitido o fato a seus superiores (a diretoria contratante, ou seja, a diretoria Leonor), e o contratante somente agora fará uma investigação, e ao final desta passará uma reprimenda no distraído segurança e pedirá desculpas públicas ao Palmeiras, à FPF e ao TJD, à imprensa e às torcidas (a sua e a do Palmeiras). Neste caso, mostrar-se-á que a tão profissional diretoria Leonor não é tão profissional assim, pois, apenas depois do relatório se movimentou e deixou o caso tomar essas proporções.

A segunda alternativa é que a diretoria Leonor soube imediatamente do ocorrido, mas como estava em pugna com o Palmeiras ‘deixou o fato rolar’. Deixou que os profissionais de seu departamento de futebol sofressem os efeitos do tal gás para, quem sabe, ‘punir’ o Palmeiras por tentar fazer valer o seu direito de mandar um dos jogos da semifinal em seu estádio. Neste caso o problema é mais sério, pois além de falsa comunicação de crime, induziu os seus profissionais (o técnico do SPFW até boletim de ocorrências fez) a cometer o ‘mesmo erro’, a falsa de comunicação de um crime.

Em todo o caso essa história não pode, como o gás, evaporar. Nós – os torcedores – temos que ter uma resposta. Para preservar os seus direitos e os nossos, pois fomos – todos que estávamos lá – tratados como suspeitos, o Palmeiras deve exigir a continuidade das investigações, além de tentar reverter a punição de dois jogos e dez mil reais de multa aplicada pelo TJD. Aliás, esse é um caso a parte, pois me parece que mais uma vez o que menos prevaleceu no julgamento foi a verdade.

Se o relatório é parcial, as investigações continuam, se estas continuam e o julgamento foi por duas vezes adiado para esperar esse resultado, porque ontem, em posse do relatório, que mostra que o Palmeiras – até agora – não pode ser culpado de nada, saiu uma sentença que o condena? Só pode ser por dois motivos: o primeiro, para dar um basta no caso e nas especulações; o segundo, para dar uma satisfação a algum público interno de algum clube interessado.

No caso do Palmeiras se optou por uma pena mínima, assim o clube se cala e aqueles que acharam a pena branda deixam ‘pra lá’ e o assunto morre. No caso do SPFW, que exigia indignado uma punição, a pena – apesar de branda – também calará os que pediam a punição e deixará as coisas como estão. No último caso, vale a pena dar uma olhada em quem foi o ‘julgador’ que pediu uma pena maior. Ganha um doce quem adivinhar ao conselho deliberativo de qual clube o ‘julgador’ pertence. Ou seja, jogou para a sua própria torcida e amealhou alguns votos nas próximas eleições internas de seu clube do coração.

Não estranhem o fato de a todo momento eu apontar somente duas alternativas. Foi de propósito. Essa foi para aqueles que apenas enxergam o mundo dividido em bons e ruins, em os ‘do bem’ e os ‘do mal’. Isso tem endereço. Essa análise é endereçada a um sujeito que se diz do bem, apregoa a ética, a moral e os bons costumes como sendo a sua seara, mas que a partir de hoje (há algum tempo já desconfiava) tenho certeza que recebe jabá do time do jardim Leonor. Só pode ser isso, pois há algum tempo denunciamos que o tribunal é composto por torcedores, ele se calou, mas hoje – com o relatório – ele se indignou, pois – segundo ele – o delegado é Palmeirense, e da atual situação. O parentesco com a família Aidar pesa, e muito.

Quanto à diretoria do Palmeiras, especialmente o senhor Sevério Orlandi que disse taxativamente que não acredita em dolo da diretoria Leonor, um recado: aliás, recado nenhum. As eleições para Conselheiros Vitalícios, que ocorreram ontem no Palmeiras, já são um recado mais que suficiente.

A omissão, a falta de combatividade, o se abaixar demais, podem custar caro. Torço para que o Palmeiras e os diretores que sabem que nossos inimigos estão sempre entrincheirados não esmoreçam. Precisamos saber da verdade, pois essa história do gás continua cheirando mal; e o mal cheiro vem da direção da zonal sul, mais precisamente do Jardim Leonor (nada a ver com a falta de tratamento de esgoto de que são acusados).

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Relembrem o que já foi escrito sobre o caso do gás. No Cruz de Savóia há um manual de como age a Madame.

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2 Respostas to “Essa história do gás ainda continua a cheirar mal”

  1. Forza Palestra Says:

    Quando tudo parecia estar no caminho certo, eis que chegamos à situação atual, em que os problemas todos são criados pela nossa diretoria. É tudo lamentável e eu infelizmente sinto que todo esse nosso esforço vale pouco para essa gente. É uma pena…Abraços

  2. Coruja Says:

    Concordo plenamente: o Palmeiras começou a se auto-sabotar na antevéspera da segunda final do Paulistão, no episódio da venda dos ingressos. Houve ganho ali em cima da nossa paixão; o cambista recolheu esse dinheiro.Quem lucrou naquele dia?

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