Bola cheia

Vocês sabem que não costumo colocar links da grande imprensa por aqui. Aliás, não há nos meus favoritos nenhum espaço para a grande mídia, que por aqui – como na maioria dos ‘Blogs de torcedores’ Palmeirenses – é tratada de imprensinha, imprenÇinha, etc.

Hoje vou abrir uma exceção, pois este que postarei aqui se trata de um Blog que acompanho diariamente, do qual discordo muitas vezes, concordo em algumas, mas na maioria das opiniões de seu autor trata todos os clubes de maneira isonômica; além, de escrever corretamente, que é o mínimo que se exige de um profissional que trabalha com a escrita.

Além disso, o que por lá está escrito hoje sobre o processo de elitização de nosso futebol, é tudo o que penso sobre o assunto. Além disso, aponta que o Palmeiras mesmo sendo um dos líderes de arrecadação no campeonato, tem contra si o fato de ter um público médio muito baixo.

Vocês sabem que por aqui publiquei – já na quarta rodada – que o preço médio dos ingressos ‘praticado’ pelo Palmeiras é o maior dentre todos os clubes do Brasil. No início era mais que R$ 30,00; hoje gira em torno de R$ 28,00. Quanto ao Barneschi já perdi a conta de quantas vezes ele protestou contra isso, o mesmo valendo para o Raphael.

Mas, vocês perguntarão como pode isso? Como que com esse preço exorbitante a nossa torcida ainda comparece? Como nos últimos jogos o Palestra estava cheio? Em termos meus caros, em termos. Passou a comparecer empurrado pelo time e porque é uma torcida apaixonada. Sei que vou ‘tomar pau’, mas queria ver o time mau e o Palestra cheio. O público tem comparecido porque o time está bem, mas – mesmo assim – por conta dessa aberração temos um público médio de pouco mais de 14.000 pessoas.

Fosse essa diretoria um pouco mais esperta, e – principalmente – tivesse ela a comunhão que essa torcida mostra com se time, mesmo nos momentos mais difíceis, como na campanha da serie B, e cobrariam um preço menor, teríamos um público médio maior, e o valor arrecadado com bilhetes estaria muito próximo do atual.

É falta de visão, mas acima de tudo é um tremendo desrespeito com aqueles que nunca abandonaram o time. Já escrevi sobre isso, continuarei a escrever e, ao final do primeiro turno, mostro com números o quanto essa política é burra do ponto de vista mercadológico.

No mais, sem delongas, aí vai o Link (e o texto na íntegra mais abaixo) do Blog do André Rizek (Carta Bomba), da postagem onde ele defende um retumbante NÃO à elitização de nossos estádios. Vale uma leitura.

Link: Carta Bomba

NÃO EXPULSEM O POVÃO

O Diáro Lance! desta quarta-feira traz uma matéria muito interessante sobre a arrecadação em jogos do Palmeiras no Brasileiro. O clube tem a décima melhor média de público como mandante, mas ocupa a terceira posição em arrecadação.

Palmas para o Palmeiras por buscar maneiras de melhorar a fatia da bilheteria em seu orçamento. Louvo medidas como a criação do Setor Visa, espaço reservado que oferece mais conforto e comodidade e custa 50 reais a entrada (uma paulada, que muita gente pode pagar).

Mas… Criar espaços caros, para a elite, não exclui manter o povão na arquibancada (com conforto e segurança aceitáveis). O Palmeiras cobra 30 reais a arquibancada – o lugar mais barato em seu estádio. O São Paulo, por exemplo, cobra 20 reais. E lucra mais alto com seus camarotes e o setor de cativas Premium.

Não quero dizer aqui que o São Paulo seja modelo. Só quero dizer que, embora o Palmeiras esteja de parabéns, enquanto eu tiver meu espacinho para dizer o que penso, vou gritar contra a elitização dos nossos estádios. O Verdão tem o ingresso mais caro do país.

Em um estádio de futebol cabem todas as classes sociais. Cobrem caro de quem possa pagar. Cobrem menos de quem é apaixonado pelo clube, mas não tem renda para bancar o conforto de uma Cativa Premium ou um Setor Visa. O futebol sempre foi o único espaço neste país onde ricos e pobres riem e sofrem juntos. Não acabem com isso.

30 reais pelo ingresso mais barato do estádio, sinceramente, é um abuso (principalmente pelos serviços que a arquibancada oferece). É a elitização silenciosa dos estádios brasileiros. “Ah, mas na Europa os preços dos ingressos são caríssimos também”, dirão alguns. E daí? Somos um país pobre, de gente pobre. Não dá para copiar tudo o que acontece do outro lado do Atlântico. Não precisamos expulsar a favela do estádio.

Êxodo de jogadores? Mudanças na legislação? Pontos Corridos? Que nada! A maior bandeira do Carta-Bomba, a partir de agora, é contra a elitização silenciosa dos nossos estádios. Não acabem com um dos poucos programas que o pobre ainda tem neste país.

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2 Respostas to “Bola cheia”

  1. Raphaello Says:

    Perfeito, Carca, perfeito!!! e que achado essa carta-bomba que, se vdc permitir (e já permitindo, né?) vou deixar tb em forma de post lá no Cruz, junto com teu link. Valeu, Ademir!!!

  2. Catedraldeluz Says:

    Castellari:É hora de reestudar a estratégia no tocante à venda de ingressos, conforto aos torcedores, preços justos …A Mídia Palestrina vem abordando o tema a muito tempo. Alguém que administra o futebol, uma hora terá que enxergar.Por que não agora?”Construir para poder conquistar! Acreditar sempre!”

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