Drops: Palmeiras x Vitória

Primeiro me desculpando por escrever o nome dessa imundície por aqui, mas é que não dá para postar algo sobre um jogo e não escrever o nome do adversário.

Depois, dizendo que o Drops será longo. Mas, é para isso que estamos por aqui. Vamos lá:

As arquibancadas

Mais um espetáculo da torcida do Palmeiras. Dezoito mil Palestrinos presentes que apesar da chuva (dilúvio), do jogo ser em um meio de semana (aguardem postagem sobre isso) e do preço dos ingressos, mais uma vez prestigiaram e empurraram a equipe para mais uma vitória e para a estabilização na briga pelo título de 2008.

Assisti, mais uma vez, o jogo ao lado de meu amigo Marcos Kleine. Ele me disse que segue firme a campanha “SEJA SÓCIO DO PALMEIRAS”. Além disso, em breve teremos novidades, pois a ‘rapaziada’ está se movimentando e haverá surpresas para as eleições do Conselho Deliberativo do Palmeiras. Chapa nova a vista!

Fome

Há uma coisa que me incomoda sempre que vou a um jogo de futebol, principalmente no Palestra, pois é lá a minha casa: o preço e a qualidade daquilo que nos oferecem(?) para consumir. Pagar R$ 4,00 por um pedaço de pão com algo que se parece com carne dentro; cobrarem R$ 3,00 por um picolé que em qualquer boteco custa no máximo R$ 1,50; oferecer(?) por R$ 4,00 um churros que não custa mais que R$ 2,00 em qualquer ‘barraquinha’ fora do estádio é um absurdo. Além disso, não temos nenhuma certeza de que as condições de manipulação (higiene) desses produtos são – no mínimo – razoáveis. Gostaria de saber quem comercializa isso, quem fiscaliza isso, quem lucra com isso.

Cheguei tarde ao estádio ontem (chuva, trânsito…), estava com fome e comprei algo (dentro do estádio) parecido com um ‘X burguer’: um pão partido ao meio, algo como um pedaço de carne, uma bisnaga de catchup, preço? R$ 4,00. O vendedor não tinha troco, mas me prometeu voltar com o real que me era devido. Espero até agora. Dirão vocês: trouxa! Acontece que costumo, ainda, acreditar nos seres humanos… Sei lá, acho que também nisso há gente ‘levando bola’.

O jogo

Apesar da chuva torrencial e do sistema de drenagem que parece ter falhado de novo o jogo foi bom. Disputado em alta velocidade, com as equipes mostrando que tem jogadores de qualidade e de boa técnica. Foi superior a aquilo que se esperava de uma partida disputada em uma piscina. Além disso, o elenco do Palmeiras parece que incorporou o espírito de campeão, pois a cada disputa de bola parece que buscam por um ‘prato de comida’. As exceções vocês perceberão no item seguinte.

A diretoria do Palmeiras precisa cobrar da empresa responsável pela reforma do gramado que resolva esse problema da drenagem. O fato de ter chovido aos cântaros (gosto desta expressão) não justifica que a cada imprevisto como este não funcione o sistema. Choveu muito, mas já vi jogos no Palestra antes da reforma, com chuva na mesma intensidade, e o gramado não alagou.

O time

Tem goleiro por ai que a-do-ra ajoelhar. O nosso não, até de líbero anda jogando. Seja pelo alto, dando carrinhos, São Marcos – a cada dia – parece que retornou aos bons tempos. É o espírito desse time. Defende, dá bronca, sai do gol e ainda pratica dos seus milagres. Deveria pensar em pleitear uma vaga na seleção novamente, pois não há no Brasil, quiçá no mundo, goleiro com a capacidade e qualidade dele.

Nossa zaga é ‘emoção garantida ou seu dinheiro de volta’. Como sempre temos emoções ainda não me devolveram nada. O Gladstone é uma no ‘cravo outra na ferradura’. Vinha fazendo uma partida correta até que resolveu dar um chutão para cima e o Marcos precisou mostrar que joga vôlei, pois deu uma cortada para tirar a bola da área. Jogada simples, mas o Becão se complicou. Cruzamento na área é – invariavelmente – perigo de gol do adversário.

O Jéci é um caso à parte. Pensei que ele era melhor que o outro, mas ele entrega todas, na mais simples jogada ele falha. Vamos ver como se comporta fazendo dupla com o Gustavo (já que o Gladstone tomou o terceiro amarelo).

Os laterais alternam bons e maus momentos. O Leandro como é mais técnico – e usa da velocidade para chegar à linha de fundo – ontem sofreu com o campo encharcado, mas fez uma partida razoável. O Granja parecia que estava com sono. No primeiro tempo, quando defendeu do lado onde eu estava no estádio, não ganhou uma disputa com os adversários. Conheço vários avantes ‘cabeça de bagre’ (aqueles que têm técnica, mas não pensam e fazem tudo errado); lateral eu ainda não conhecia. Olha que já tivemos o Lúcio defendendo nossas cores.

A dupla de volantes é a grata surpresa desse primeiro turno. Ganharam a posição; e o Pierre, por exemplo, mesmo sendo um ótimo cabeça de área, vai ter que ‘ralar’ para voltar ao time. Ainda tem gente que questiona a capacidade do ‘professor’.

Nosso matador, apesar de ter perdido um gol cara-a-cara ao tentar driblar o goleiro adversário, continua deixando a sua marca. Não dá para prescindir de um ‘nove-nove’ como esse. São onze (11) gols em dezoito (18) jogos, média de 0,61 gols por jogo. Olha que não descontei os que não jogou por cumprir suspensaõ.

O Diego vem jogando bem. Ontem abriu espaços, tentou dribles, arranques, lançamentos, enfiadas de bola. Fez uma boa partida, mas poderia ser uma ótima partida caso ele não tivesse perdido dois gols incríveis. A torcida começa a perder a paciência com ele. Eu entendo isso, pois torcedor não é técnico, quer ver gols, jogadas de efeito, lances agudos, e que resultam em gols. Nenhum torcedor tem a obrigação de saber observar as nuances e sutilezas de um jogo, não tem a obrigação de saber que um jogador é útil ao time, que quando ele se desloca sem bola para um dos lados está abrindo espaço para um companheiro. Para o torcedor errou na cara do gol é ‘perna de pau’. Por isso, começo a entende o porquê o Diego ainda não caiu nas graças da torcida do Palmeiras.

Por falar em jogador que caiu nas graças da torcida que partida fez o Valdívia ontem! Mesmo com o campo alagado fez de suas magias. Chute no vácuo, passe de calcanhar, dribles desconcertantes, enfim, o ‘bom e velho’ Valdívia do Campeonato Paulista. Ainda por cima não tomou o terceiro amarelo e fez o primeiro gol do jogo. Partida de craque.

A boa surpresa foi o Evandro. Em sua primeira partida como titular ele mostrou boa técnica e que pode, aos poucos, ir entrando no time. Dizem que foi contratado para substituir o Mago (vai sair cedo ou tarde). O Evandro ainda é cru, mas nas mãos do ‘professor’ tenho certeza que vai evoluir muito.

Aqueles que entram no decorrer da partida o fizeram para garantir que aqueles que lá estavam (os ‘pendurados’) não tomassem o terceiro amarelo. Cumpriram o seu papel. O fato engraçado, somente porque o jogo já estava ganho, foi o Léo Lima ter confundido e comunicado o quarto árbitro que deveria sair o Leandro. Na verdade deveria sair o Evandro (lambança). O Luxemburgo quase precisou de um cardiologista à beira do gramado. O problema é que minutos antes o mesmo já havia acontecido com o time adversário. Nunca vi isso em minha vida ‘futebolística’.

O campeonato

Está aberto. Somos o terceiro colocado e estamos a apenas quatro (04) pontos do líder e com o mesmo número de pontos de distância quinto colocado. Isso nos garante, mesmo que aconteça um desastre domingo no Rio, a permanência na zona da libertadores ao final do primeiro turno.

Agora é manter a média em casa, consolidar a reação nos jogos fora e atingir uma média de pontos de aproximadamente 65/70 por cento; aí é erguer a taça.

Eu poderia dizer como fazem os comentaristas da imprensinha que “SE O PALMEIRAS JOGAR O QUE JOGOU ONTEM DIFICILMENTE PERDE O TÍTULO”. Mas, não farei isso, pois aqui é Mídia Palestrina e a coisa é séria. Não dá para afirmar isso. Primeiro, porque ainda não tenho a certeza de como esse time se comportará nos jogos fora de casa, domingo poderemos ter um primeiro sinal sobre isso; segundo, porque é fácil falar na condicional (e ainda ganhar para isso); terceiro, porque não sabemos como se comportará o time caso o Valdívia seja negociado; além disso, as outras equipes estão se reforçando (Inter, SPFW, etc.).

O que posso dizer é que esse time incorporou o espírito que gosto de ver nas equipes do Palmeiras: tem jogadores com boa técnica, é um grupo equilibrado (ontem estavam no banco Lê Lima, Martinez, Pierre…), tem padrão de jogo. Espero que o ‘professor’ saiba como escalar o time para os próximos jogos, pois o time, aparentemente, flui mais quando o Alex joga com o Valdívia como companheiro de ataque. Vocês perguntarão, mas e o Kleber? Eu respondo: o mesmo acontece quando o Kleber joga com o Valdívia como companheiro de ataque. O problema está no posicionamento do Valdívia, pois ele rende mais como o segundo homem do ataque. Sei, vocês querem os três! Tá, então o Diego dança, o Kleber recua um pouco mais, o Alex joga enfiado e o Valdívia como segundo atacante; mas aí, pode ser – preciso ver como o time se comporta assim – que os espaços para o Valdívia não apareçam, que o Kleber não funcione mais recuado, que o meio perca em combatividade. Sair o Mineiro e Jogar o Kleber com o Valdívia e manter o Diego? Quem tem coragem de deixar um artilheiro (11 gols e 18 jogos) no banco?

Bem, não sou pago para isso. Aliás, eu pago – muito caro, por sinal – para ver como resolvem isso.

Forza Palestra!

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Obs: Por falta de tempo o texto está sem revisão.

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4 Respostas to “Drops: Palmeiras x Vitória”

  1. Felipe Giocondo Says:

    Bello Ademir, mto bom o relato!!

  2. Forza Palestra Says:

    Ademir, caro amigo albanês,Grande relato o seu. Concordo com quase tudo.Faço apenas uma retificação: o tal picolé (chocolate, coco ou limão) custava R$ 3, mas agora custa R$ 4.E o copo d’água a R$ 2 é também um absurdo completo.Abraços

  3. Catedraldeluz Says:

    Beleza Castellari!Imagem bem construída. Esperamos por melhores dias.”Construir para poder conquistar! Acreditar sempre!”

  4. Alezinha Says:

    concordo com a revolta dos preços… é um absurdo pagarmos caro pra entrar e ainda passarmos fome la dentro rs.Mto caro pagar por um sanduiche tão pequeno… compensa passar no bourbon pra comer, se num der tempo, passemos fome até o fim do jogo… Torcer de pança vazia é duro!!!

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