Forza Pelestra!

De grandes e pequenos

Ontem, um amigo – nem vou dizer para que time torce – me ofereceu uma aposta e me dava o empate ‘de lambuja’. Eu recusei. Sabem por quê? Porque eu já imaginava a postura do time de Recife, afinal para eles o empate era um excelente resultado, porque é um time pequeno e porque o Palmeiras sempre que joga – em casa – com equipes desse porte se complica, ainda mais com o adversário jogando com um a menos. É sempre assim, não sabemos – e não é de hoje – furar retrancas de times nitidamente inferiores – na história e no futebol; enfim, sabemos jogar com quem é grande, se faz grande e atua como grande. O Sport, definitivamente, não se encaixa no quesito grandeza. Então, sofremos mais uma vez.

Nada está perdido

Apesar da matemática mostrar que temos apenas 29% de chances de classificação para a próxima fase isso pode mudar já na próxima rodada. Basta vencermos a LDU jogando em nossa casa, na próxima terça-feira. O Sport recebe o Colo-Colo lá no Recife, e ambos tem 7 pontos. Caso haja um vencedor e vençamos a LDU poderemos terminar a rodada já em segundo lugar. Se houver um empate (ainda contando com a vitória contra a LDU) terminamos a rodada em terceiro, mas a um ponto do líder. De toda a forma, com empate no jogo de Recife ou com vitória de um dos contendores por lá, vamos ao Chile em busca dos três pontos, e acredito que podemos sim vencer o Colo-Colo por lá. O melhor dos mundos seria uma vitória do Colo-Colo em Recife, pois o time do Chile alcançaria os 10 pontos e já estaria classificado para a próxima fase, jogaríamos com eles nessa situação, que convenhamos, é muito mais confortável, e o Sport teria que enfrentar a altitude, a LDU e a possibilidade da desclassificação. Mas tudo isso são conjecturas. O que precisamos mesmo é vencer nossos próximos dois jogos.

Não jogamos mal

O time não foi mal, até o Capixaba não comprometeu ontem, mas o ‘professor’ está ficando muito previsível. Essa mudança do Evandro no Capixaba está tão manjada quantos às mexidas do Caio Junior ano retrasado. O problema é que o Sport jogou muito fechado, com marcação serrada no K9 (esse merecerá um tópico especial), fechado como convém a todo time pequeno que enfrenta um grande, e contou com a falta de inspiração do CX10. Lenny, também não foi bem, e nossa defesa, bem, foi nossa defesa, pois vacilou de novo e tomamos um gol nos acréscimos do primeiro tempo. Marcos? Nem jogou, é só ver as estatísticas e constatar que não tocou na bola, ficou com ela 22 segundos (o tempo das reposições de bola).

Keirrison

O que mais vem irritando a torcida não é a quantidade de gols que perde, afinal ontem fez um de pênalti – muito bem cobrado – e não perdeu nenhum. Mas, aí é que está o problema; vejam – de novo as estatísticas – e reparem que finalizou apenas uma vez, muito pouco para um centroavante. O K9 esta muito apático, não se entrega, chega sempre atrasado nos lances, é disperso: um verdadeiro ‘sangue de barata’. Tudo o que não se pode ser em uma libertadores, mas principalmente, tudo o que a torcida do Palmeiras não perdoa em um jogador. As atuações dos últimos jogos vem corroborar com aqueles que achavam que deveríamos ter segurado o gladiador. Sei não, mas acho que um banco iria fazer muito bem, afinal se quer ir para a Europa tem que fazer por onde.

De grandes e pequenos

Inicie o post com esse título e terminarei com ele. Faço isso para reforçar que a ‘história’ não perdoa os medíocres e o dia-a-dia mostra quem são os verdadeiros grandes. Há 23 anos, no ano de 1986, durante o longo jejum de títulos do Palmeiras, surgiu uma equipe no interior de São Paulo que nos deixou mais um ao na fila ao ganhar o campeonato paulista daquele ano. Era a Inter de Limeira. Me lembro da tristeza que senti naquele dia, me lembro da gozação, me lembro que puseram em dúvida a grandeza do Palmeiras, falaram em ‘freguesia’, tudo muito parecido com o que a torcida bambi de Recife vem fazendo desde que nos venceu três vezes no ano passado, mesmo que os números mostrem uma imensa vantagem do verdadeiro grande sobre o pequeno. Pois bem, hoje o Estadão dá nota (isso mesmo, nota!) dando conta que a grande Inter de Limeira caiu para a quarta divisão do futebol paulista. Pois bem, perdemos aquele jogo e aquele título, mas seguimos nossa história de conquistas e glórias, a Inter de Limeira teve seus ‘quinze minutos de fama’ e voltou para o ostracismo. A vida é assim, aos pequenos estão reservados apenas momentos efêmeros de alegrias, pois vencem algumas batalhas; aos grandes estão reservadas as grandes páginas da história, pois esses vencem as batalhas.

Paulistão

O jogo da vez é esse. É esquecer, por enquanto, a libertadores e focar no jogo que nos levará à final contra o time da marginal sem número. Simples assim.

FORZA PALESTRA!

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