Futebol, um detalhe – continuação

“Em cadeiras acolchoadas, aperitivos e drinques, as pessoas aproveitam para fazer contatos – e, claro, dar uma olhada na partida que acontece dentro de campo”. [Istoé Dinheiro]

A frase acima é extraída de uma matéria da revista Istoé Dinheiro, que tem como título: “Campos de negócios – De olho na Copa 2014, os principais estádios brasileiros viram pólos comerciais, atraem empresas e geram receitas para investidores“.

A frase é simbólica, traduz fielmente no que estão tentando transformar o futebol, em apenas um mote para que executivos, gerentes e funcionários de empresas tenham um lugar a mais para ‘fecharem negócios’, “… e, claro, dar uma olhada na partida”. Ou seja, a partida de futebol e o amor a um time, aquilo que alguns de nós temos de sobra, é apenas um detalhe. A palavra torcedor, aos poucos vai sendo banida do dicionário, assim como nós – os torcedores – a cada dia somos empurrados para fora dos estádios e das arquibancadas.

Eu, de minha parte, lutarei contra isso todos os dias – até o último deles – da minha vida. Mesmo que para isso tenha que cobrar fortemente até pessoas que tenho em alta no meu conceito.

É o que fiz ontem, no post anterior, cobrei a renuncia do professor Belluzo, não por que o considero um dos FILHOS DA PUTA da diretoria, como escrevi, mas justamente por não considerá-lo dessa forma e por ter um grande apreço e consideração por ele, é que reitero que ele deva renunciar, pois ele – apesar de sua imensa capacidade – não está forjado para esse meio, repleto de gente que pouca importância dá ao torcedor, em minha análise, a razão última de ser de qualquer equipe de futebol.

Escrevi também que não iria ao jogo, em protesto ao novo aumento no preço dos ingressos e porque aqueles que comandam o Palmeiras haviam vencido.

Mas, hoje, pensando melhor, não vou dar-lhes esse gosto, resistirei. Irei sim ao jogo na quinta, como irei no domingo em Barueri, e em todos os outros que o Palmeiras fizer em casa, pois – mesmo sendo roubado por um bando de CARCAMANOS – meu amor ao Palmeiras, e minha resistência a esse processo de elitização nazi/fascista a que estão submetendo o futebol, será – como sempre foi – dentro do estádio, ao lado do Palmeiras, na arquibancada, mesmo que esse bando de sem caráter tentem de todas as formas me afastar de lá.

Em tempo
: Belluzzo, salve o seu currículo e afaste-se dessa gente. Renuncie já!

_____________
texto sem revisão.

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