Professor Belluzzo

“Eu gostaria que desse uma melhorada. Espero que a torcida trate bem do time, esqueça do incidente. O bate-boca não é bom para o clube. Pensei em armar um slogan: ‘Quem ama não xinga e nem grita’. Mas isso é do futebol”.Luiz Gonzaga Belluzzo – Presidente do Palmeiras.

Nessa o senhor se equivocou. O bom pai, aquele que ama; o bom irmão, aquele que defende; critica nos erros, xinga e grita, sim.

Somente aqueles que bajulam só afagam. Aqueles que verdadeiramente amam apontam os erros, cobram providências e criticam quando acreditam que as medidas tomadas não estão no ritmo correto, ou mesmo na direção correta.

Os inimigos não estão aqui. Eles estão aí. Estão naqueles que ao bajularem não contribuem com as críticas necessárias; estão naqueles que criticam apenas para desastibilizar; mas estão – também, naqueles que não criticam para se locupletarem.

Aqui, sempre quando não concordarmos, criticaremos – mesmo quando não formos compreendidos por nossas críticas. Inclusive, tenha em mente que sempre – repito, sempre – o Palmeiras estará acima de tudo e de todos.

Por isso, rechaçamos o oportunismo de uma oposição que somente aparece para tumultuar o clube. Da mesma forma, criticamos os bajuladores que como embusteiros se aproximam do poder apenas para se beneficiar dele.

Professor, cuidado com as cobras. As que se mostram perigosas e venenosas, e as que – sob uma aparência de inocência – também picam e ferem de morte. Ambas são perigosas. Talvez, a segunda seja mais letal, pois não esperamos seu bote. A primeira, por a conhecermos, estamos mais preparados.

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Em tempo: FORA LUXEMBURGO!

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4 Respostas to “Professor Belluzzo”

  1. Thiago Says:

    Pra mim, faltou interpretação de texto. Ele disse que criaria este slogan e, só não criou, porquê gritar e xingar é normal quando se ama no futebol.Sérião, entendi isso mesmo, não é pra colocar panos quentes nem nada…

  2. MarcosHulk Says:

    Concordo contigo, sobre o Fora Luxemburgo, vc leu a revista Placar desse mês?, sobre os salários dos jogadores e técnicos, cara fiquei pasmo ao saber q o Palmeiras/Traffic com o salário q paga ao Luxemburgo mais o salario q paga ao Mozart, nós pagamos com sobra o salário do Alex Fergunson,técnico do Manchester. O salário do Luxemburgo paga do Muricy e do Autuori juntos.

  3. Ademir Castellari Says:

    Thiago, não faltou interpretação de texto não. Li e entendi tudo o que o professor disse. Acontece que eu aprendi em minha vida que tudo que dissermos para desdizer algo anteriormente dito minimiza o dito a priori, mas não invalida totalmente o já dito. Assim, se eu hoje pedir a renuncia do Belluzzo por exemplo – coisa que eu já fiz – e depois disser que foi em um momento de fúria, que eu me arrependi e coisa e tal, posso minimizar os efeitos de minhas palavras, mas não invalida o que eu disse, mesmo que eu tenha me arrependido disso. Da mesma forma, se um jornalista disse que o aumento no preço dos ingressos servirá para evitar a violência, pois com preços altos somente os abastados iriam ao estádio, como já fez Juca Kfouri, e depois voltar atrás e disser que se arrependeu, pois sua posição era elitista e que também os abastados brigam e promovem confusão – seja em estádios, seja em boates, seja em paradas de ônibus ateando fogo em índios, não invalida o que ele disse a priori, e que sua posição seja reacionária.Ontem, o professor disse – mesmo depois dizendo que isso faz parte do futebol – que quem ama não xinga e não grita. Eu, respeitosamente por sinal, o alertei que isso não é verdade, pois invariavelmente, aqueles que amam – pais, irmãos, torcedores – xingam, gritam, mas não são menos apaixonados por isso. Pelo contrário, como pai (sou pai de duas filhas) na maioria das vezes preciso chamar a atenção delas para que sigam o caminho que o meu, do alto de seus 70 anos, me ensinou como sendo correto. Lembra-se a história do Lenny ser criado pela avó? Isso é uma máxima lá no interior: os pais dizem não para educar, os avós sempre dizem sim, por isso estragam a educação que é dada pelos pais. Foi mais ou menos isso que tentei argumentar, não com todas essas palavras – mas no sentido, com o professor Belluzzo, pessoa que respeito, tenho estima (mesmo não o conhecendo pessoalmente) e no qual deposito toda a minha fé em um Palmeiras cada dia mais gigante. Por isso, sempre que não concordar com ele o criticarei. Não o farei mais de maneira desrespeitosa (como fiz quando pedi sua renuncia, mas não me desculpei, pois como eu disse nada invalida aquilo que eu disse primeiro: o pedido da renúncia, mesmo que isso esteja até hoje dentre as piores besteiras que eu já disse em toda minha vida), mas continuarei as críticas, pois sei que ele tem o discernimento para saber que eu não sou nem mais nem menos Palmeirense que ninguém, sou apenas um TORCEDOR apaixonado e esse blogue, seus defeitos e qualidades, são reflexos disso. Um abraço. Valeu por me chamar a atenção, pois da mesma maneira que acredito estar tentando construir algo com minhas críticas e espero que elas sejam aceitas, também aceito, assimilo e procuro incorporar em meu dia-a-dia aquelas que recebo.

  4. Ademir Castellari Says:

    Marcos, se o retorno fosse na mesma proporção que os salários, e se ele se dignasse a aceitar quando erra, não o estaria criticando, mas dizer que a torcida não apoia o time (coisa que nosso histórico de arquibancada desmente) e tentar compará-la – ou melhor – colocaá-la em um patamar inferior à do Sport, por exemplo, é imperdoável. Aliás, naquele jogo em específico a torcida não vaiou ninguém, aliás vaiou sim, e chamou de burro, o treinador, mas ao final da partida. Valeu pelo comentário.

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