270 dias ou nove meses!

270 dias é a punição recebida pelo professor Beluzzo. 270 dias – a partir de agora – é a punição por se falar a verdade.

Sua filha, de agora em diante, ao dizer que não concorda com a maneira com que você decidiu o imbróglio com a irmã mais nova – ou a mais velha – deve ser alijada por 270 dias do uso do computador, da TV, quiçá, do cinema no domingo à tarde. A pena é de 270 dias, mesmo que ela tenha razão. Você errou, foi injusto, mas a pena é de 270 dias. Não são 365 nem 30, são 270 dias. Pelas contas são nove (09) meses.

Nove meses é o tempo de um parto. Nove meses é o tempo que – segundo a conta popular – leva uma criança para nascer. Esperemos que esse tempo seja o necessário para que nasça um novo futebol no Brasil. Um futebol sem hipócritas, sem covardes e sem corruptos.

Os hipócritas são aqueles que por aqui vivem e abundam na imprensa esportiva. Esses que saudaram Beluzzo como presidente, mas que quando foram apresentados à realidade só tiveram voz para dizer que a reação do presidente do Palmeiras foi intempestiva. Queriam o quê? Virgens na zona. Kfouris e afins, bando de hipócritas. Querem mudança, mas não encaram uma batalha de verdade. Preferem acreditar na ingenuidade que não existe.

Covardes são aqueles que se omitiram durante esses últimos dias. Aqueles que nos momentos da bonança bajulam, mas na tempestade se calam, se escondem, não se pronunciam.

Corruptos, os de sempre, são aqueles que se perpetuam, se locupletam, esperam uma brecha para levar vantagem. Os daqui e os de lá.

Hoje, perdeu o futebol brasileiro, esse que poderia – fosse verdade a tal indignação dos Kfouris, e não apenas retórica – ter renascido para uma nova era. Bastava um mínimo de coragem, de vontade, de verdade; um mínimo de uma verdadeira indignação.

Na realidade, nessa sociedade ‘pós-sei-lá-o-quê’ ninguém se importa com nada que não seja ganho pessoal, lucro. Os hipócritas querem furos, leitores, reconhecimento, dinheiro. Os covardes a chance para na calada da noite dar um golpe. Os corruptos contam com isso tudo, pois se alimentam dessa gente e dessas situações.

Beluzzo, um Palmeirense de verdade, se viu sozinho em sua luta e pregou no deserto – feito esse blogueiro que é arcaico e ainda sonha com um futebol das antigas, onde torcedor externa suas opiniões, sofre, teima, ama, reclama; é torcedor, não consumidor – e pagou por isso. 270 dias.

Nesse momento, só há uma coisa a ser dita: perdeu o futebol brasileiro. Uma pena.

270 dias, nove (09) meses. Não é nada. É um parto. Enquanto isso, Simon vai a mais uma copa do mundo (assim, com letra minúscula). Mas, todos sabemos quem é Simon e quem são aqueles que julgaram o Presidente do Palmeiras. Sabemos também como funciona o futebol brasileiro.

Amanhã, acordaremos todos pensando em um novo jogo, um novo campeonato e uma nova matéria bombástica sobre os bastidores do futebol nacional. Mas, se alguém ousar dizer que a estrutura é corrupta, arcaica, carcomida e ousar denunciar isso, será condenado… Por 270 dias!

Por fim, Beluzzo, para quem enfrentou a ditadura militar o que é enfrentar pequenos ditadores? Essa tiraremos juntos; queiram eles ou não.

Estamos com você; para o que der e vier!

Forza Beluzzo!

Forza Palestra!

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