Uma brisa no Palestra!

O time do Palmeiras fez ontem aquilo que esperávamos dele. Vitória justa, em ambos os sentidos da expressão. Justa porque fomos melhores em campo, a brisa paranaense apenas vive de cruzamentos de Paulo Baier; e justa no sentido daquilo que se precisa fazer em um torneio como a Copa do Brasil: não sofre gol em casa.

Também a torcida agiu da maneira que se espera de uma torcida apaixonada como a do Palmeiras. Mesmo em outro horário pornográfico, lá estava ela, e em um bom número, aproximadamente 21 mil. É impressionante como os nossos dirigentes se superam a cada dia na arte de tentar afastar os torcedores dos estádios. Se 21h50 dificulta a volta do torcedor à sua residência, o horário das 19h30 dificulta a chegada do torcedor ao estádio, mas por conta da televisão é oito ou oitenta, o meio termo, o horário das 20 ou 20h30 nem pensar. Por mais esse crime de lesa torcedor impetrado por nossos ‘modernos’ dirigentes não estranhei muita gente me perguntando quanto estava o jogo, pois mais da metade daqueles que acompanharam o jogo ao meu lado entraram no estádio depois dos 25 minutos do primeiro tempo, não vendo o gol do jogo.

Além disso, já me cansei de falar sobre isso, mas não desisto, o setor Visa (câncer) estava às moscas (veja a foto ao final do post). Ou seja, o centro do estádio, aquele que foi surrupiado aos freqüentadores assíduos do Palestra – os que lá estão faça chuva ou sol, esteja bem ou mal o time – estava com pouco menos que a metade de sua capacidade tomada. São os ‘diferenciados’ mostrando que só ‘vão na boa’, quando o time está bem. A diretoria do Palmeiras – ela não é a única a tomar essa atitude, sejamos justos – está promovendo uma “saopaulinização” de nossa torcida, aderindo ao ‘padrão’ Leonor de torcedores. Nós, os da arquibancada, estamos cada vez mais espremidos atrás do gol de entrada.

Além disso, pelo que li lá no Forza-Palestra, parece que surrupiaram mais um espaço aos torcedores. O antigo setor família parece que foi alugado, cedido, vendido, emprestado, ou sei lá o que, para uma empresa. Em breve, a nós torcedores, só restará a televisão. Anote aí, o futebol brasileiro (o europeu já está assim há muito tempo) está sendo devolvido para a elite, agora representado por aqueles que têm condições de consumir.

Quanto ao jogo não tenho muito que falar, pois não consigo – já disse isso – torcer e fazer análises táticas do time. Só sei que achei o lado direito do time, com M. Araújo e Figueroa, bem no ataque, mas expôs por demais a defesa. Achei o Lincoln bem no jogo, mas ainda fora de forma, e que Diego Souza já está há muito jogando – pelo menos psicologicamente – na Europa. Paulo Henrique estreou e pouco participou, o que não permite uma análise se ele é o Homem gol que tanto ansiamos, mas o Robert, novamente, estava lá e deixou o seu. Sinceramente não sei o que pensar de Robert.

Sobre o tal “ato de racismo” de Danilo escreverei texto específico sobre isso, e o publicarei no domingo. Por enquanto, ao contrário da imprensa que só repercute isso hoje, prefiro saborear a vitória. Estávamos precisando dela, pelo menos eu estava.

No mais, muito fraco esse time do Paraná. Para quem viria aqui fazer um treino de luxo, e nos atropelar, estão mais para brisa do que para furacão. Lá na Arena basta um gol e sacramentamos nossa classificação.

Apesar de tudo, e de todos, Forza Palestra!

Fotos do Setor Visa, às moscas – Fotos: Hiran
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Uma resposta to “Uma brisa no Palestra!”

  1. Barneschi Says:

    Pois é, meu caro, concordamos em toda a essência da argumentação: sobre a vitória, sobre o Setor Câncer e tudo mais. Não sei se você partilha da minha visão sobre o caso do suposto racismo, mas a verdade mesmo é que a Brisa/PR conseguiu criar um clima de guerra pro outro jogo. Deixe estar; é disso mesmo que gostamos. Vamos pra cima lá dentro!
    Abraços.

    Pois é, concordamos mesmo. Quanto ao tal ‘ato de racismo’ vou escrever amanhã, hoje quero saborear a vitória. Mas, por enquanto, refletindo, separo as coisas em várias partes. 1) há racismo e atos de racismo. São diferentes, devem ser tratados de forma diferente. Para mim, o caso do Danilo, se insere em ato de racismo, não em racismo. Explico isso no texto de amanhã; 2) me lembro de um ‘mea culpa’ do Grafite, porque entrou na pilha da diretoria Leonor no caso com o Desabato. Se disse arrependido do que fez, a denúncia. Pelé, por exemplo, disse que as coisas tem que ser resolvidas dentro de campo; 3) O caso do Danilo é diferente do caso do Antonio Carlos, que para mim – há época – se inseria em caso de racismo não de ato de racismo; 4) Não tenho dúvida que a diretoria da Brisa está armando um clima de guerra, justo a diretoria de um time de Curitiba, a cidade com o povo mais racista que conheci em todo o Brasil. Mas, amanhã, como eu disse, escrevo sobre isso. Hoje é saborear uma vitória com ‘espírito’ de Copa (mata-mata). Abraço.

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