Pobre Palmeiras, pobre torcedor Palmeirense

Não fosse o fato de estarmos há anos – o que se chama de tabu – sem vencer naquele privadão na A Lôca, não fosse o fato daquele time covarde não ter vencido clássico algum há sete meses, nada me faria crer que o Verdão ontem venceria o “clássico” no Morumbi na boate A Lôca. Nada! Mas, eu acreditei. Fui enganado novamente. Mas, é que sou um crédulo, pois os fatos – todos eles – apontavam para mais uma derrota de nosso time. Vejamos.

Como esperar uma vitória de um time que insiste – e insiste, vale ressaltar – em perder pênaltis. Me parece que são apenas dois certos nos últimos nove cobrados?

Como esperar a vitória de uma equipe que tem um único armador no elenco – sim, único, pois Lincoln é meia/atacante – e ele vive se machucando, e quando isso acontece temos que ver o técnico – aquele que disse gostar de futebol ofensivo – colocar em seu lugar um volante que tem no passe errado a sua maior virtude? Quando entra um armador no time, para substituir o que se machucou, ele atende pelo nome de Ivo. Convenhamos que é muito pouco para crer em uma vitória mesmo contra o Grêmio Barueri.

Como esperar a vitória de uma equipe que não conta no elenco com nenhum centroavante de ofício? Conta sim, pois lá está o Paulo Henrique. O problema é que como ele nunca é utilizado parece que não contamos com esse ‘homem gol’. Se é para não usar porque veio?

Como esperar a vitória de uma equipe que por falta de planejamento lança mão de um garoto das categorias de base, que não tem nem dezessete anos ainda, como esperança de gols, esses que andam tão raros – exceção do último sábado – para o nosso lado ultimamente? Não que eu seja contra aproveitar garotos da base, pelo contrário, mas é que em momentos como o que vivemos – de seca de gols, de ruindade, de elenco fraco – não dou o direito da comissão técnica e da diretoria de ‘jogar o garoto às feras’ e queimar quem possa vir a ser um bom jogador no futuro. Eles não têm esse direito.

Como esperar a vitória de uma equipe que não tem um técnico em seu banco de reservas. Sim, não tem, pois com todo respeito ao Parraga, que pode ter lá suas qualidades, não é o Palmeiras uma “Santa Casa da Misericórdia”, onde interinos se firmarão, mesmo que aos cinqüenta e nove anos de idade, como treinadores que nunca foram. Não é o Palmeiras uma “instituição de caridade” onde treinadores estagiários ganharão experiência para se firmarem no ‘profissional’ mundo do futebol.

Como esperar a vitória de uma equipe que não tem uma diretoria. Aliás, equipe que tem um amontoado de diretores que mostram sua incompetência diuturnamente, que não se entendem e não entendem a grandeza da instituição que dirigem. Apenas pensam em galgar postos mais altos na hierarquia Palestrina. O problema é que daqui a pouco estes mesmo apequenaram tanto essa instituição que nem mesmo eles vão querer dirigir a “Lusa das Perdizes” em que vem transformando o Palmeiras.

Enfim, apenas nós – os torcedores – de novo presentes ontem, como sempre fazemos, naquele ambiente inóspito, de novo sob chuva, para acreditar em uma vitória. Creio até que muitos dos que lá estavam também não acreditavam na vitória, estavam lá por uma missão, aquele de que já tratei aqui, uma missão que foi nos passada por nossos antepassados, a missão de continuar a mística – que essa diretoria vem jogando na lata do lixo – do time dos “italianinhos”.

Por falar nisso, somente mais dois comentários.

O primeiro é o desencontro de informações vindos dessa diretoria. Cipullo descarta, Del Grande confirma, Beluzzo se cala. Felipão não vem; pode vir; quem é Felipão? Kléber não virá; vem; Kléber?

O segundo é sobre a bomba que explodiu no meio da torcida do Palmeiras e que nossa diretoria de ‘gentlemen’ disse não ser culpa ‘dos donos da casa’. Só para refrescar a memória de nossa dileta diretoria, desses signori que nos dirigem, vale lembrar que a pouco tempo atrás, no famoso caso do gás, ameaçaram nosso estádio de interdição, a polícia interveio, a imprensa nos condenou antecipadamente, os Leonores nos humilharam. Agora, nossos excelentes dirigentes, deixarão passar mais esse ato de hostilidade vindo do inimigo.

Estão ou não se rebaixando – e nos rebaixando? Mas, só para lembrar de novo, lá no interior, os italianos – não tão excelentes como os daqui, mas mais talhados em reconhecer quem lhes humilha, pois foram forjados nas lavouras de cafés, humilhados por esses mesmos que nos humilham aqui: os barões do café – sempre disseram, e educaram os seus (eu um deles), que quem muito se abaixa mostra os fundilhos!

Pobre Palmeiras!

Pobre torcedor Palmeirense!

Queremos jogador!

Queremos técnico!

Queremos uma diretoria que honre nossas tradições!

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6 Respostas to “Pobre Palmeiras, pobre torcedor Palmeirense”

  1. Aleardo Says:

    Te dou inteira razão, pena que nos enganamos com o que parecia ser uma luz no fim do túnel. Mas a realidade está aí e os dirigentes não tem nem a menor percepção que devem jogar a toalha.

  2. Irineu Curtulo Says:

    Boa tarde!

    Você saberia o valor e o prazo que ainda falta em relação aos pagamentos que essa diretoria medíocre efetua para os três últimos técnicos? E se existem outros profissionais na mesma situação.

    Creio que isso daria um excelente texto, polêmico e esclarecedor.

    Obrigado

    Irineu Curtulo

  3. careca Says:

    sinceramente não tenho esperança quer com a vinda de um Abelão, Tite ou qq outro do naipe o Palmeiras começará à jogar bola……

    não sei, mas estive pensando……será que a falta de bola que o Palmeiras vem demonstrando não teria à ver com a demissão do Luxa nas circunstancias que ocorreram? Porra é foda pensar isso……mas a solução seria trazer o “estategista” de volta?

    não sei mais o que pensar de um time que não quer mais jogar bola….nos deu ilusão no jogo contra os lambarís…..no ultimo do gremio tb…..mas na maioria das vezes só nos deu raiva !!!

    abs,..

  4. raul Says:

    Vou ser sincero, pela limitação do time não achei que tenha ido mal, nosso time é fraco mesmo. Não creio que possamos esperar muito além do que vimos ontem. Precisamos de jogador, técnico e competencia na direção.
    Abração Ademir.

  5. Joel Diego Alves Says:

    Grande texto, fantástica demonstração do que é o sentimento do palmeirense nessa ocasião!!
    Parabéns! Abrass

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