E se foi Pierre…

Esse texto irá tratar de algo muito caro para todo Palmeirense, falarei sobre a saída de um ídolo da torcida. Isso em outros clubes é rotina, aqui é tratado como crime lesa-torcida. Por isso, peço que antes de me achincalharem leiam o texto até o final, depois podem descer o malho.

Como eu disse, a torcida do Palmeiras tem uma dependência de ídolos que é até prejudicial. Provavelmente a falta de títulos é que faça com que aqui o passado, os ídolos sejam sempre relembrados e ex-jogadores – mesmo aqueles só com status de ídolo – sejam relembrados a cada novo fracasso. Não é à toa que o Judas30, o Valdívia e o Henrique, que atuaram na campanha vitoriosa do campeonato paulista de 2008 – último título conquistado pelo Verdão – estejam de volta. A torcida os queria, a diretoria os trouxe de volta.

Pierre é um desses casos. Vindo do Paraná, ainda com o time comandado por Caio Júnior, nunca foi um primor de técnica (desarma como ninguém, mas não dá um passe correto com mais de 2 metros de distância), mas sua entrega o fez cair nas graças da torcida. Teve proposta para sair, mas recebeu um aumento de salário, dentro da política da antiga diretoria de manter os ídolos da torcida em casa (não questiono se certa ou errada, é só uma constatação), e permaneceu. Desafortunadamente se contundiu e quando voltou o elenco já contava com um caminhão de volantes.

Felipão, pelo que estamos vendo, não o tem como uma de suas opções. Segundo informações Pierre vem treinando bem. Porém, segue sendo a última opção dentre os volantes da equipe (não faço aqui, novamente, nenhum juízo de valor, só constato).

Hoje, pelas informações, o Guerreiro (como é chamado pela torcida) está fazendo exames médicos e atuará até o final do ano (empréstimo) no Atlético Mineiro. Pensando do ponto de vista do Palmeiras e de nossas carências acho uma decisão acertada da diretoria. Me explico.

Do ponto de vista técnico não será Pierre que melhorará nosso passe, nosso posicionamento e resolverá nossa carência de gols. Nosso problema não está na cabeça de área, mas no ataque. Do ponto de vista ‘econômico’ é um salário a menos no clube que poderá ser usado para resolvermos as posições carentes. Se a diretoria contratará e corretamente é outra questão.

Além disso, um ídolo da torcida e um jogador como ele, que sempre se dedicou com garra ao clube (como vários outros), não merece ficar no ostracismo sendo a quarta ou quinta opção. É até uma questão de respeito com ele. Além disso, como estamos com essa carência de títulos e nossa torcida preza seus ídolos, poderia (isso já vem acontecendo) causar focos de descontentamento no elenco e na torcida.

Espero que ele seja muito feliz no Galo Mineiro, menos nas partidas contra a gente, e que recupere aquele futebol de pegada que o fez ser idolatrado por nossa torcida. Por enquanto é até logo e seja feliz. A vida e o Palmeiras seguem.

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Uma resposta to “E se foi Pierre…”

  1. Marcus "Robinho" Says:

    Plenamente de acordo

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