Sociedade dos Eternos Palestrinos

Como eu já havia escrito aqui a união de todos os Palmeirenses se faz necessária para tentarmos modificar esse estado de imobilismo – aliás, de retrocesso – que aflige nosso amado clube. Como eu já havia dito é a união ou a derrota.

Sendo assim, publico na íntegra o manifesto do grupo Eternos Palestrinos que versa sobre o mesmo tema: a união dos Palmeirenses para sairmos desse ‘buraco’ para onde fomos empurrados.

À NAÇÃO PALMEIRENSE

A Associação dos Eternos Palestrinos é um grupo composto por sócios da Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP) e tem como principal objetivo a colaboração para o engrandecimento, profissionalização e modernização de nosso clube.

A atual realidade exige que diversas ações sejam implantadas de imediato ou que se iniciem os processos para que, em breve, outras possam se tornar realidade.

Desde a sua fundação (2010) até os dias atuais, a Associação teve tempo suficiente para conhecer minimamente a estrutura do clube através dos conselheiros eleitos, do apoio financeiro já concedido e dos contatos/reuniões realizados com ambas as gestões, já que nossa atuação é apartidária e não política. Além disso, entendemos que o diálogo é a melhor forma para encontrar soluções e caminhos seguros.

Em razão dos últimos fatos e também do que idealizamos para o futuro do nosso clube, a Associação dos Eternos Palestrinos vai atuar fortemente, em busca das metas a seguir indicadas no projeto que, certamente, só poderá ser atingido com o engajamento de todos, sócios e torcedores.

Como muitos já desconfiam, o Palmeiras vem apresentando ao longo de sua história, e principalmente nos últimos anos, uma acirrada disputa pelo poder por meio de grupos que se revezam. Há um continuísmo e um imobilismo que estão arraigados e será difícil qualquer gestão, por melhores que sejam suas intenções, conseguir mudar de forma rápida; pequenos feudos se formaram, assim, decisões nos órgãos administrativos internos, muitas vezes só têm objetivo de manutenção no poder.

Para piorar, existem aqueles que só querem tumultuar, plantam notícias, desestabilizam o elenco do time de futebol, criam atritos com a comissão técnica, e ainda se dizem palmeirenses! Isso está tornando o Palmeiras um clube cada vez menor, com prejuízos patrimoniais a todos os sócios, e desilusão aos torcedores.

Não bastassem estes focos internos, infelizmente, alguns setores da mídia, em busca de “furos” ou de promoção, aceitam e divulgam estas falsas notícias.

Estes fatos não refletem a imagem dos 13 milhões de torcedores espalhados pelo país. Por isso, é necessária a união de todos, a convergência de ideais e a aglutinação de forças.

Unidos os Eternos já demonstraram que são capazes de alterar a realidade dos fatos. Com apoio de outros grupos progressistas, com participação dos sócios do clube e dos torcedores, agregaremos um batalhão que não permitirá que vozes isoladas consigam tumultuar o clima e o ambiente do clube, nem que grupos políticos comandem o clube ao seu bel prazer.

Somos – os verdadeiros palmeirenses – milhões de pessoas que estão adormecidas deixando que vozes isoladas mantenham a situação. Uma minoria faz muito barulho, desestabiliza, e a maioria, desorganizada, fica inerte.

O Palmeiras está refém deste tipo de ação e isso não pode continuar.

Por isso, nossa luta – e esperamos de todos palmeirenses – será pelos três pontos para atuação incisiva:

1. Profissionalização dos departamentos de futebol e marketing.

O futebol moderno, envolvido em altas transações financeiras, interesses nem sempre éticos, relacionamentos com empresários profissionais, atletas cada vez mais cientes da vulnerabilidade dos clubes, interesses comerciais, cifras altíssimas de patrocínio, de televisão, etc., não pode ser administrado de forma amadora.

Não é admissível que estes setores continuem comandados por dirigentes que, por mais boa vontade e sucesso na vida profissional, trabalhem somente no tempo livre, haja vista as atividades pessoais. São áreas vitais para que o clube progrida. O melhor momento da história do Palmeiras foi quando a administração do futebol estava com a Parmalat, porque havia um executivo cuidando do futebol, isso evita gastos com contratações esdrúxulas e comissões exorbitantes, verba que poderia ser canalizada para pagamento destes profissionais.

2. Atualização do estatuto: eleições diretas para presidente e reorganização da composição do conselho deliberativo.

A eleição direta se impõe. É um princípio democrático e participativo.

Hoje só podem concorrer à presidência associados que sejam conselheiros e que tenham cumprido dois mandatos (art. 113 do estatuto). Ou seja, o universo é muito restrito e não permite qualquer renovação: o candidato terá que estar, devido às datas das eleições, no mínimo, há dez anos no Conselho.

Não se justifica que doze mil associados sejam representados por 152 conselheiros eleitos (art. 78) e mais até 148 vitalícios (art. 80) cabendo a estes todos os destinos do clube e a eleição do mandatário.

Este modelo faz com que os grupos que estão no Conselho há décadas comandem o sistema e se mantenham no poder por alianças ocasionais, com raros revezamentos que, quando ocorrem, são frutos de desavenças destes mesmos agrupamentos. Com isso, o Presidente fica refém destes grupos, pequenos ou grandes, e o Palmeiras fica em segundo plano.

Os clubes que adotaram a eleição direta estão flagrantemente em posição mais avançada que a nossa, são casos do Corinthians, Santos, Flamengo, Vasco da Gama e, paradoxalmente, em situação inversa, o São Paulo, que mudou o estatuto para permitir reeleições, a cargo do conselho e, seguramente, apresenta estagnação, ou o Cruzeiro administrado por uma mesma família há anos.

Mas os dirigentes precisam entender que não basta estar no poder. Os clubes mais bem sucedidos, em termos de mídia, de negócios e de marketing, adotaram estratégias de manter grupos de apoio ao Presidente (Santos e Corinthians), justamente pessoas ligadas às áreas sensíveis indicadas no item anterior.

Em relação ao Conselho Deliberativo, há de se repensar o papel do Conselheiro vitalício.

Embora possam integrar até metade do Conselho, não representam, necessariamente, a vontade do associado; muitos não se preocupam em resolver as questões do clube, mas sim interesses pessoais; alguns estão desatualizados desta nova forma de gerir o futebol; são os que freqüentemente estão na mídia tumultuando o ambiente; são os que, rotineiramente, conseguem se eleger para cargos da Diretoria.

Não conseguiremos modernizar o clube se não houver diminuição significativa do número de vitalícios (para não dizer a extinção num segundo momento).

Há uma contradição: se toda a concepção do estatuto é de eleição indireta, de modo que o associado seja representado, coletivamente, por meio do Conselho Deliberativo (art.77), não se sustenta a manutenção de metade do Conselho só por vitalícios.

O sócio outorga o voto para alguém representá-lo no Conselho, este voto não pode servir para que o mandatário se valha dele para indicar outro representante para o próprio Conselho e, também, para conseguir cargos na administração, exigíveis para se tornar vitalício.

Pior, para se tornar conselheiro vitalício, os requisitos exigem, além de tudo, a realização de alianças porque é necessário obter-se metade dos votos, conforme previsto no artigo 80,§1º, do estatuto. E mais, é preciso ser sócio benemérito, ou ter sido presidente, vice da Diretoria, do Conselho ou do COF (art. 80§2º, letras a e b) e, para ser sócio benemérito, é necessário, segundo o inciso I do art. 80§4º, ter 12 anos como associado e ainda: a) 3 mandatos como diretor de departamento ou 6 mandatos como diretor adjunto ou 2 como titular e dois como adjunto; b) 2 mandatos como membro do COF e c) 4 mandatos como conselheiro.

Ou seja, para se alcançar a condição de sócio benemérito e, via de conseqüência, se candidatar a conselheiro vitalício, é necessário estar nesse meio por vários períodos, já viciado com o sistema e apoiando-o em busca de atingir tais cargos e condições.

Com isso forma-se um círculo vicioso e são mantidas as pessoas ou os mesmos grupos no poder.

É preciso quebrar este elo. É preciso dar oportunidade a que o associado se manifeste e diga o que quer para o clube. Essa oportunidade não pode ser tolhida.

3. Defesa dos interesses do clube, esclarecimento da verdade ao associado e ao torcedor e responsabilização dos que atuarem contra o clube.

Como associado do clube precisamos exigir dos conselheiros e dirigentes, responsabilidade em seus atos.

Os Conselhos – Deliberativo e de Orientação e Fiscalização – atuam, às vezes, de forma política e sem técnica. Essa conduta representa sérios problemas à imagem do clube, com reflexos financeiros que atingem a todos nós sócios.

Isso é muito prejudicial à imagem do clube, ao patrimônio do sócio e a estima do torcedor.

A falta de cobrança permite que membros do COF e do CD atuem livremente, rejeitem contas, sem qualquer fundamentação.

A transparência das deliberações é a arma que os palmeirenses possuem para frear estas ações.

Cabe a todos nós fiscalizarmos e, quando verificarmos estas ocorrências, adotarmos medidas para coibir e exigir explicação, e até reparação de danos, sem prejuízo de medidas administrativas no próprio clube. Exigiremos uma atuação técnica.

Para atingir estes objetivos atuaremos, sempre em conjunto com os sócios e torcedores, e vamos:

1. Cobrar de forma permanente a diretoria por melhorias e profissionalização do clube.

2. Expor à comunidade palmeirense, rotineiramente, os principais fatos, verdades e contradições, toda vez que qualquer notícia tenha o simples interesse de desestabilizar o clube ou o time de futebol, via imprensa, redes sociais, site, comunicações eletrônicas, etc.

3. Organizar uma rede de contatos para que as idéias sejam difundidas: o interesse é de todos os palmeirenses e eles têm direito de se manifestar e acompanhar as atividades do clube e do time.
4. Instituir um boletim informativo àqueles que se cadastrarem e quiserem receber notícias.

5. Participar da mídia – séria e honesta – de forma mais agressiva, marcando presença deste pontos.

6. Aglutinar forças com os grupos progressistas.

7. Tentar instituir no Conselho Deliberativo um bloco que possa tomar medidas para a mudança desta situação e apoiar a direção – seja qual for a ideologia política – nas medidas que engrandeçam nosso clube

É hora desta maioria se manifestar. Os torcedores precisam saber o que está ocorrendo, os sócios têm que entender a responsabilidade quando do voto, e exigirem mudanças. Os grupos progressistas precisam se unir; os conselheiros com visão de futuro precisam constituir um grupo suprapartidário de apoio a estas e outras idéias.

Teremos em breve um dos melhores estádios do mundo e um clube totalmente remodelado.

Não podemos deixar que a administração do clube não acompanhe esta evolução.

Não temos a pretensão de sermos os donos da verdade, mas temos certeza que o associado do clube e o torcedor estão precisando de uma voz para representá-los.

Junte-se a essa luta que é, na verdade, do Palmeiras.

Entre em contato e dê a sua opinião através do email eternospalestrinos@gmail.com ou
contato@eternospalestrinos.com. Ou através dos telefones: (11) 3289 2014 ou (11) 7424 6931

Vamos juntos mudar o Palmeiras.

Sem Mais

Associação dos Eternos Palestrinos

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Uma resposta to “Sociedade dos Eternos Palestrinos”

  1. Paulo Marcio Says:

    Apoio total aos Eternos Palestrinos nessa luta contra esse grupelho q acha q pode tratar um dos maoires clubes do mundo, como se fosse um qualquer.
    Sem mais..apoio total.

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