Orgulho!

Não escreverei sobre o jogo de quarta-feira no Olímpico, sobre nossa vitória, sobre a superação de nosso elenco, sobre a jornada de Felipão do nosso técnico. Tampouco falarei sobre a minha saga pessoal ou de tantos outros que lá estiveram para empurrar o time e o fizeram de maneira heróica. Tudo isso já foi dito e escrito aqui, aqui, aqui

Quero falar para a diretoria do Palmeiras, essa que tanto judia de nossa torcida, não sobre mais uma sacanagem com a torcida que, apenas dois dias após nossa heróica vitória (em campo e na arquibancada) lá no Olímpico, é presenteada com um aumento de 100% no valor dos ingressos no setor azul. Quero dizer que – como no filme – ‘basta construir o campo que eles (nós) virão’. E se não construírem não destruam (atrapalhem).

Fazia tempo que não via o Palestrino com essa expressão vencedora, de esperança, mobilizado. Fazia tempo que não via a torcida a fim de apenas apoiar o seu time e deixar de lado qualquer outro sentimento (raiva, ressentimento, disputas internas, cornetagem) que não seja o de alcançar o objetivo maior: ganharmos (isso mesmo, no coletivo – time e torcida) mais um título. E não é qualquer título é o segundo em importância dentro de nosso país.

Isso mostra a grandeza do Palmeiras que, infelizmente, nossos dirigentes ainda não perceberam, ou se perceberam fingem ignorar, ou se não ignoram tentam destruir através do pensamento pequeno, da picuinha, do jogo político mesquinho (não o da grande política, essa sim legítima). A grandeza do Palmeiras reside em sua torcida, seu maior patrimônio, não em dirigentes que só pensam em seus egos e em seus bolsos.

Mas, nem sobre isso quero falar também, esses pobres diabos que dirigem o Palmeiras não merecem nem serem citados em dias gloriosos.

O que quero falar é sobre algo singelo. O que quero falar é que hoje vi um garoto na rua, deve ter no máximo uns 13 anos de idade. Ele estava com a camisa do Palmeiras. O que há de estranho nisso, já que eu estou com a camisa do Palmeiras, que todos os dias encontramos diversas pessoas, de diversas idades, trajando o manto sagrado? A expressão, a alegria estampada nos olhos, o orgulho de trajar essa camisa. Não que o orgulho de ser Palestrino tenha desaparecido, muito pelo contrário, porém ele (o orgulho) andava meio em baixa, somente aparecendo em momentos históricos. Desde quarta-feira ele voltou a ser estampado no sorriso, nos olhos, na face de cada Palestrino.

Como eu disse no começo da semana, antes da vitória, o importante para a gente não é ganhar sempre, mas sempre estar disputando, brigando com os grandes, chegar sempre, ganhar um – perder outro – mas, repito, freqüentar o banquete dos gigantes.

Quarta-feira resgatamos um pouco desse orgulho adormecido, mostramos o peso de nossa camisa e revivemos nossos grandes momentos. Não sei se ganharemos ou perderemos na próxima quinta, se ganharemos ou perderemos um título aqui e outro acolá, o que quero é disputá-los feito gente grande – como sempre fizemos.

Que festa bonita em “porco alegre”, torcida que canta e vibra.

Forza Palestra!

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3 Respostas to “Orgulho!”

  1. Gerson Guarino Says:

    Ótimo texto texto Ademir , Diretoria vagabunda ,mas se o Gigante acordar…..fudeu ! #AvantiPalestra

  2. Guilherme Awesome Dude Says:

    Ótimo post. #dalheporco

  3. Edson Marques Says:

    muito bom e pura verdade

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