Archive for the ‘Torcida’ Category

Retornando à velha casa…

27/07/2016

Como eu disse no último post, há algum tempo, era apenas um até breve. Então, retomando as atividades do blog, vamos iniciar com um post sobre torcida.

Não passarão!

Nos últimos tempos algumas torcidas organizadas resolveram se manifestar politicamente nas arquibancadas. Ressalte-se que algumas delas já o faziam no passado, mas do que falamos aqui é dos protestos recentes nos estádios e em manifestações de rua.

Falamos dos protestos das torcidas contra o roubo da verba da merenda em São Paulo – o acusado foi promotor antes de ser político e era perseguidor, um verdadeiro algoz das organizadas, inclusive propondo e levando a cabo o fechamento de algumas delas. Trata-se de críticas e protestos pela forma como o futebol brasileiro foi, e é, entregue e controlado pela Rede Globo – sim, a rede de televisão que paga pelo campeonato faz o que quer com transmissão, horário e dia de jogos. A última da Rede Globo é uma rodada de segunda-feira que mais se parece com um quadro do programa de debates do canal fechado da emissora. O jogo em si é um detalhe. Enfim, as torcidas resolveram se manifestar politicamente e cobrar as autoridades. Resolveram se manifestar por melhorias no futebol brasileiro e no Brasil.

Torcidas organizadas são compostas em sua maioria por gente pobre, de periferia, negros, trabalhadores, jovens. São jovens que se agrupam por identificação a um clube de futebol, mas que buscam ali o seu igual, o que lhes foi negado na sociedade, a saber, um espaço de pertencimento. Por esse grupo matam e morrem (figurado e literalmente).

Dessa forma, esses agrupamentos juvenis são – e deveriam assim ser enxergados e tratados – movimentos de caráter social, que acolhem esses jovens pobres e de periferia. Esses, inclusive, realizam diversas ações de cunho social, na periferia, para os seus iguais de classe (independente do time que torcem).

Cabe ressaltar que depois que as torcidas resolveram se manifestar contra o status quo, a reação do poder constituído foi imediata. Em São Paulo, a repressão a esses agrupamentos recrudesceu, e a Polícia Militar, historicamente violenta contra esses grupos, e em geral, sempre agindo de forma desproporcional, resolveu reprimir os torcedores antes, durante e após os jogos. Tudo sob o comando e os “olhos moucos” do Ministério público e do promotor Paulo Castilho.

O Ministério Público resolveu instituir, inclusive, os clássicos com torcida única, sob o argumento de que a violência diminuiria. Não se deram nem ao trabalho de olhar para a vizinha Argentina que tomou a mesma medida e não resolveu o problema. Paulo Castilho, em recente “debate” sobre o tema, de forma autoritária e sem apresentar dados e fatos para embasar sua avaliação, disse que a medida é um sucesso e que agora o próximo passo é livrar o entorno dos estádios (o entorno do Palestra Itália, segundo ele, é “terra de ninguém”) dos torcedores. Esses, os excluídos das Arenas da Copa, agora serão, segundo a vontade do promotor, expulsos também das ruas.

O que o Ministério Público, parte da imprensa e de significativa parcela da população não enxerga, é que movimentos sociais têm as suas demandas, sua forma da organização, de atuação, se organizam de forma legítima e, inclusive, tem a garantia constitucional para funcionar.

Respeitar suas reivindicações, entender o contexto social no qual estão inseridos, dialogar, negociar com esses grupos é a forma mais eficaz de enfrentar o problema da violência – claro que se houver realmente a vontade de resolver o problema e não apenas apelar para ações pirotécnicas visando dar uma resposta fácil para a sociedade.

São Paulo, infelizmente, resolveu optar pelo caminho mais fácil: a repressão policial. Aqui se combate violência com violência. A polícia, com o apoio do MP, despeja bombas, gás de pimenta, e “baixa o porrete” (e a repressão é ‘democrática’, pois daí apanham organizados e não organizados) em quem estiver em sua frente, para na semana seguinte inventar uma nova teoria. A do momento é a cobrança de “pedágio” de ambulantes por parte dos organizados. A mídia, é claro, encampa o discurso repressor e excludente. O ciclo recomeça, a repressão aumenta, e o diálogo segue inexistente.

A violência? Ela existe, é claro. Não se nega isso. Porém, ela está em nosso dia-a-dia, em nossa sociedade, e está – inclusive – na PM, que é organizada para reprimir a população pobre, de periferia, negros, trabalhadores, jovens, movimentos sociais e torcidas organizadas. Não é com violência que se combate violência. Está no hora de testarmos a fórmula do diálogo, de ouvir o que esses jovens têm a dizer.

De qualquer forma uma coisa precisa ficar clara: haverá resistência contra a repressão, a falta de diálogo e essa política higienista e excludente. Não passarão.

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O pesadelo do “ano que vem”!

18/03/2013
Por: Vinicius Borghese (@viniborghese)
Recuso-me a escrever qualquer coisa sobre o jogo, o time ou o treinador. Apenas lembrar que cobraram R$ 80 o ingresso para a torcida visitante em um dos piores estádios que existe e nossa Diretoria nada fez a respeito… segue o jogo…O que me motiva a escrever são 15 milhões de torcedores da SEP.

Somos poucos os envolvidos no clube politicamente ou que tem contatos para saber a REAL situação financeira do clube, os demais torcedores buscam informações na imprensa em geral. O que se lê é o mesmo conteúdo em palavras diferente:

A SEP NAO TEM DINHEIRO, vamos conter despesas, montar um time dentro das possibilidades e no ano seguinte… aliás este termo “ano seguinte” é o pesadelo de todo Palestrino. É a certeza de que mais um ano irá passar e nada vai acontecer.

Assistimos calado ás primeiras decisões da Diretoria, demissões, empréstimo de jogadores e a venda do ex-camisa 9. A venda do ex-9, seria um ótimo negocio desde que fosse concluído como o prometido, vai ele, vem cinco, caso o 5º não venha uma bela quantia em dinheiro e parte do passe do ex-9… não veio outro 9, nem dinheiro e não se fala mais no assunto. O resultado assistimos ontem, o ZAGUEIRO cobrando pênalti.

A política do “bom e barato” parece só funcionar para o Palmeiras, vemos clubes falidos contratarem jogadores de nível e a SEP sempre no “ano seguinte…”.

Quem vive o dia a dia do clube pode até entender e assimilar atitudes e contratações, mas somos muito maiores que isso, somos 15 milhões que não ligam para a dívida, para a obra, para o déficit do tênis, basquete ou qualquer outro esporte amador.

Somos 15 milhões que queremos um time descente, atitudes descentes, e o RESPEITO de volta!

RESPEITO com o torcedor que comparece todo jogo, organizado ou não, sendo o jogo em casa ou não. O TORCEDOR é seu MAIOR PATRIMONIO, não crie mais brigas ou intrigas:

COLOQUE UM TIME Á ALTURA DA SEP EM CAMPO!

A ficha da serie B ainda não caiu, não saiu à tabela, estamos disputando todos os campeonatos, quando só nos restar este time medíocre e a serie B… ah é verdade….”ano seguinte….”.

Nostra Forza!

O futebol dos gerentes

01/03/2013

Esse é um dos textos que eu gostaria de ter escrito em minha vida. Por isso o reproduzo aqui, é exatamente disso que se trata.

 

O Futebol dos Gerentes – por: Leandro Begoci (via: VIP)

O Maracanã morreu. O Mineirão também. O Palestra Itália já não está mais entre nós. Até o imortal Olímpico nos deixou numa tarde ensolarada de domingo. Aliás, para falar a verdade, eu mesmo não estou me sentindo muito bem… Os últimos meses têm levantado um cheiro suave de coroa de flores e, sabe como é, sou altamente influenciado por esse clima de velório. Quando morre uma parte do futebol, uma parte (grande) de mim também se vai.

Alguns desses estádios vão ser inaugurados com os mesmos nomes, é verdade. Outros vão se chamar arena mais o nome do time ou do antigo estádio. Provavelmente vão ser inaugurados por CEOs (o novo nome do velho cartola) que vão fazer de tudo para convencer os stakeholders (acostume-se: esse será o novo nome do velho torcedor) de que, afinal, o espírito do estádio foi apenas transposto para uma nova estrutura.

Mas, da mesma forma que você não ressuscita o seu avô quando coloca o nome dele no seu filho, manter o velho nome em um novo estádio é apenas uma homenagem. Bonita, é verdade. Bonita e inútil.

O que tem acontecido nos estádios, sob o pretexto da Copa do Mundo, é apenas a última parada de um caminho longo. O futebol, no Brasil, não é apenas um esporte. Já seria bastante, aliás, se fosse apenas um esporte imensamente popular. O futebol, nesta parte da América do Sul, é uma manifestação cultural poderosa, tão intensamente ligada à identidade do Brasil quanto a língua portuguesa. É pelo futebol que organizamos nosso tempo, nossas relações familiares e, em muitos casos, julgamos o caráter de outra pessoa.

É diferente dos Estados Unidos, por exemplo, onde os times se chamam franquias e mudam de cidade ou de cores como uma rede de lanchonete. Também é diferente do vôlei jogado no Brasil, onde os times têm nomes de empresas. Nos dois casos, a única ligação passional entre o time e o torcedor é o lugar onde os dois estão. O futebol transcende a localização. Um gremista, ao se mudar para o Recife, não passa a torcer para o Sport.

Isso acontece porque o futebol disseminou por toda a sociedade o estilo de vida dos trabalhadores das fábricas, que se espalhavam por amplas áreas das maiores cidades do país. Ir a um estádio de futebol, alguns anos atrás, era uma experiência semelhante a começar o dia em uma indústria. A comida na porta, as longas filas para entrar, a simplicidade do concreto armado, o desconforto das arquibancadas, o companheirismo de quem compartilha o mesmo destino difícil e suado.

À medida que o país mudou, o futebol também se transformou. Agora, quem vai aos estádios são as pessoas que trabalham em escritórios com ar condicionado, janelas amplas, em áreas próximas a shopping centers e usam palavras em inglês, mesmo com um belo similar em português – espero, aliás, que partida nunca seja chamada de “match” por aqui. Essas pessoas, filhas dos trabalhadores que frequentavam os estádios, agora querem que as arenas sejam mais parecidas com o mundo em que elas vivem. Com a Copa do Mundo, isso foi possível. É o fim do churrasquinho. É o começo do espaço gourmet.

Esse processo não aconteceu apenas no Brasil. A Inglaterra passou por isso na década anterior. A partir da experiência inglesa, é possível concluir que não são apenas os estádios que mudaram, mas a própria forma de amar o time. O torcedor que frequenta essas novas arenas dificilmente vai arrumar confusões violentas ou arremessar objetos no gramado. Esse novo torcedor quer conforto e segurança. Por outro lado, a relação dele com o time é muito mais de consumidor do que de amante. Ele fica decepcionado com o resultado como fica triste quando compra um carro novo que começa a dar defeito. Tem vontade de reclamar para o SAC do departamento de futebol. Ele não está preocupado apenas com quem fez o gol mais bonito ou qual time tem mais craques, mas quem tem o melhor departamento de marketing e quem lidera o ranking de venda de camisas. Talvez, no futuro, esteja disposto a gritar o nome do time mais o nome do patrocinador.

Não é uma questão de julgar, agora, se essas mudanças são boas ou ruins. O fato é que o futebol brasileiro morreu. E outro está começando a nascer em seu lugar. As arenas são apenas a forma em concreto e vidro que materializam essa mudança. Resta saber o quanto de paixão vai restar neste futebol dos naming rights.

Três pontos

Beatles e o Liverpool
Um dos momentos mais emocionantes do futebol inglês aconteceu em 1964, num Liverpool x Arsenal. O estádio, cheio muito além da capacidade, começou a cantar She Loves You, um dos maiores sucessos dos Beatles.

Heysel Stadium
Por outro lado, o Liverpool foi protagonista do desastre no Heysel Stadium, na Bélgica. Em 1985, na final da Champions League, contra a Juventus, 39 pessoas morreram e cerca de 600 ficaram feridas numa briga que traumatizou uma geração de torcedores.

Racismo
Os novos estádios ingleses são mais modernos, limpos e confortáveis. Sempre cheios, especialmente com pessoas das classes média e alta. Supostamente, mais educadas e tolerantes. Mas os casos de racismo na Premier League são comuns, ano após ano. A casa nova não acaba com todos os problemas, afinal.

 

Republicando: Não vivo de vitórias, vivo o Palmeiras

19/11/2012

Um dia publiquei isso. Resume bem o que penso sobre ser Palmeirense para mim…

Me perguntaram porque irei ao jogo hoje. Acho que isso responde a pergunta…

Me reconheço como Palmeirense desde sempre, mas foi com aproximadamente 10 anos de idade que comecei a viver a Palestrinidade em sua plenitude. Como tenho 45 anos, descontados os dez primeiros de minha vida, então, são 35 anos acompanhando diuturnamente o Palmeiras.

Considerando que nasci em 1966 tinha 10 anos exatamente no último título antes da fila: 1976. Depois disso, somente fui ver o Palmeiras ganhar algo em 1993, ou seja, dezesseis anos depois; tinha eu 27 anos de idade.

Arquibancada, apenas a partir dos 23 anos de idade, quando vim morar em São Paulo, antes uma ou duas vezes por ano, em Bauru, Araraquara ou Jaú. Depois dessa fase afortunadamente o Palmeiras passa por um ciclo virtuoso: 94 (28 anos), 96 (30 anos), 98 (32 anos), 2000 (34 anos).

Em 2002 o desastre e a volta em 2003, em 2008 o último título importante.

Como percebem, em quarenta e cinco anos de vida, somente vi uma fase de glórias do Palmeiras, a da década de 90, entre os meus 25 a 35 anos, digamos. São apenas 10 anos de vitórias tendo muito boa vontade.

O que quero dizer é que não vivo de vitórias, vivo o Palmeiras. Claro que gosto de ser campeão; afinal, esse é o objetivo do jogo.

Aos que me perguntam por que estarei no estádio hoje, aí está a resposta…

Torço para um time, uma camisa, não apenas por vitórias, por times vitoriosos.

Força Palestra!!!

Eles não aprenderam nada

14/09/2012

Coluna do amigo e Palestrino (pode ser também Palestrino e amigo; ou Amigo Palestrino) Adriano Pessini no jornal Agora (14/09)

Eles não aprenderam nada

Há cerca de 70 anos, muitos sócios, torcedores e simpatizantes do Palestra Itália chegaram a fazer barricadas para que não perdessem seu clube para o próprio governo brasileiro ou para algum rival mais interesseiro, já que o Brasil estava em guerra com o Eixo _formado por Alemanha, Itália e Japão_ e qualquer coisa que lembrasse esses países inimigos era alvo de execração.

Esses bravos homens não defendiam apenas um terreno, eles lutavam para manter seu orgulho, sua dignidade e sua coletividade. E venceram!

É certo que tiveram de mudar o nome de Palestra Itália para Sociedade Esportiva Palmeiras, mas não abriram mão do que, para muitos, era seu ideal de vida. “O Palestra morre líder, e o Palmeiras nasce campeão”, foi dito à época, quando o clube recém-batizado conquistou o Paulista de 1942.

Setenta anos depois, o presidente é Arnaldo Tirone, eleito com o apoio do ex-presidente Mustafá Contursi, que ficou 12 anos no poder e derrubou o Palmeiras para a Série B, é contestado por tudo e por todos, ficou conhecido dentro do clube pela alcunha de “Banana”, devido à sua inoperância, e não sabe o que fazer para tirar o clube do limbo da degola. Demitiu Felipão e usou pela última vez seu melhor escudo.

Ao seu lado, o diretor de futebol, Roberto Frizzo, faz piadas infames, como “o Palmeiras não é a Marinha para ter Barcos”, e o diretor do jurídico, Piraci Oliveira, acredita que seja melhor “virar a página” e que o clube tenha um elenco de primeira.

Não aprenderam com o rebaixamento de 2002, não aprenderam com aqueles que um dia defenderam o clube, até com a vida se preciso fosse, não se dão conta da grandeza do Palmeiras.

Que sobrevive, mas já espera o próximo golpe.

Concentração

10/07/2012

Não estranhem meu silêncio, ele se deve ao momento que é dos mais importantes.

Futebol não é entretenimento, diversão; futebol é guerra, e antes das batalhas o silêncio é o melhor conselheiro.

Pra cima deles Verdão, forza Palestra, todo dia eu sou campeão.

Na quinta nos falamos.

Orgulho!

15/06/2012

Não escreverei sobre o jogo de quarta-feira no Olímpico, sobre nossa vitória, sobre a superação de nosso elenco, sobre a jornada de Felipão do nosso técnico. Tampouco falarei sobre a minha saga pessoal ou de tantos outros que lá estiveram para empurrar o time e o fizeram de maneira heróica. Tudo isso já foi dito e escrito aqui, aqui, aqui

Quero falar para a diretoria do Palmeiras, essa que tanto judia de nossa torcida, não sobre mais uma sacanagem com a torcida que, apenas dois dias após nossa heróica vitória (em campo e na arquibancada) lá no Olímpico, é presenteada com um aumento de 100% no valor dos ingressos no setor azul. Quero dizer que – como no filme – ‘basta construir o campo que eles (nós) virão’. E se não construírem não destruam (atrapalhem).

Fazia tempo que não via o Palestrino com essa expressão vencedora, de esperança, mobilizado. Fazia tempo que não via a torcida a fim de apenas apoiar o seu time e deixar de lado qualquer outro sentimento (raiva, ressentimento, disputas internas, cornetagem) que não seja o de alcançar o objetivo maior: ganharmos (isso mesmo, no coletivo – time e torcida) mais um título. E não é qualquer título é o segundo em importância dentro de nosso país.

Isso mostra a grandeza do Palmeiras que, infelizmente, nossos dirigentes ainda não perceberam, ou se perceberam fingem ignorar, ou se não ignoram tentam destruir através do pensamento pequeno, da picuinha, do jogo político mesquinho (não o da grande política, essa sim legítima). A grandeza do Palmeiras reside em sua torcida, seu maior patrimônio, não em dirigentes que só pensam em seus egos e em seus bolsos.

Mas, nem sobre isso quero falar também, esses pobres diabos que dirigem o Palmeiras não merecem nem serem citados em dias gloriosos.

O que quero falar é sobre algo singelo. O que quero falar é que hoje vi um garoto na rua, deve ter no máximo uns 13 anos de idade. Ele estava com a camisa do Palmeiras. O que há de estranho nisso, já que eu estou com a camisa do Palmeiras, que todos os dias encontramos diversas pessoas, de diversas idades, trajando o manto sagrado? A expressão, a alegria estampada nos olhos, o orgulho de trajar essa camisa. Não que o orgulho de ser Palestrino tenha desaparecido, muito pelo contrário, porém ele (o orgulho) andava meio em baixa, somente aparecendo em momentos históricos. Desde quarta-feira ele voltou a ser estampado no sorriso, nos olhos, na face de cada Palestrino.

Como eu disse no começo da semana, antes da vitória, o importante para a gente não é ganhar sempre, mas sempre estar disputando, brigando com os grandes, chegar sempre, ganhar um – perder outro – mas, repito, freqüentar o banquete dos gigantes.

Quarta-feira resgatamos um pouco desse orgulho adormecido, mostramos o peso de nossa camisa e revivemos nossos grandes momentos. Não sei se ganharemos ou perderemos na próxima quinta, se ganharemos ou perderemos um título aqui e outro acolá, o que quero é disputá-los feito gente grande – como sempre fizemos.

Que festa bonita em “porco alegre”, torcida que canta e vibra.

Forza Palestra!

Chega!

07/05/2012

Não sei o que pensa a maioria da torcida Palestrina, mas eu não me conformo com o que a diretoria vem fazendo com a nossa torcida. É Presidente Prudente, é Canindé, é Barueri…

A mais nova e brilhante iniciativa é que seis jogos que seriam no Pacaembu foram transferidos para a Arena Barueri, dois deles clássicos (SPFC e SFC), alguns deles no horário das 18h30, seja de domingo ou em algum sábado.

Dizem que foi pedido do nosso técnico e dos jogadores, pois eles não se sentem bem no Pacaembu (fato, aliás, já confirmado de própria voz por nosso técnico). Eu já disse que “quem não se sente bem no Pacaembu, aliás, quem não se sente bem em cancha alguma ultimamente é a torcida do Palmeiras, por conta desses jogadores e dessa comissão técnica”.

O fato é que nossa paciência com essa falta de respeito está começando a ter reações. Gente que vejo na arquibancada há 5, 6, 10 anos, faça chuva ou sol, seja no Pacaembu, em Barueri, no Canindé ou alguns outros estádio por aí, começam a ser cansar com o desrespeito e já cogitam abandonar por algum  tempo a arquibancada. É triste, mas compreensivo, pois eu mesmo começo a pensar nisso.

Hoje à tarde o diretor jurídico do Palmeiras (Piraci) disse que os jogos foram mudados por conta de coincidências de datas e horários com outros jogos no estádio da municipalidade e/ou na cidade, no que foi veemente contraditado pelo amigo @pepereale (é só ir lá no twitter e conferir).

A verdade é que seja pedido de nosso técnico e/ou desse grupo de jogadores, a diretoria deveria dizer que o importante para o Palmeiras é sua torcida,  e que quem veste o manto alvi-verde tem que jogar para vencer e sem medo em qualquer estádio, principalmente naquele onde conquistamos grandes títulos de nossa história. Chega de ser itinerante por conta de superstição (nunca perdemos aqui!), de conveniência financeira e de covardia de jogadores meia-boca. O Palmeiras tem história e é grande para submeter – e se submeter – a sua torcida a isso.

O que está claro nessa história toda é que temos uma direção fraca, que se submete a todos os caprichos do treinador, sejam eles na contratação de jogadores de qualidade duvidosa ou nessa insistência em desrespeitar a torcida e nos tornar um time itinerante, sem que a torcida saiba onde o time vai jogar, e que é “empurrada” sempre para onde ela menos aprecia.

Isso, esse desrespeito com a torcida, em um momento de (re)lançamento de programa de sócio torcedor é, no mínimo, uma estratégia pouco inteligente. Até parece de propósito.

Amanhã, em Barueri, pela Copa do Brasil será meu último jogo naquele local, até porque o ingresso já está comprado e o FutebolCard cobra R$ 6,00 só para cancelar pedidos. Nos demais jogos lá farei, sem pedir que ninguém me acompanhe, um protesto solitário e não irei ao jogo.

Sei que o maior penalizado com isso serei eu mesmo, pois me privarei daquilo que se tornou quase que uma religião: frequentar a arquibancada em jogo do Palestra. Mas, isso é uma maneira – mesmo sabedor que sou que não surtirá efeito – de ficar bem comigo mesmo e com o time (a camisa, a mística, a história) que amo. Os dirigentes, a comissão técnica e os jogadores (os atuais e vários de um passado recente) não merecem meu esforço.

É com o coração partido que escrevo isso, mas a incompetência e a má vontade estão me esgotando e me vencendo.

Chega de pregar no deserto!

Festa da Gaveta!

09/02/2012

Atualizado, com local e data, e com Turiassu com dois ‘esses’, me recuso a usar com cedilha!

Viva Ariano Suassuna!!!

A primeira de muitas batalhas

25/10/2011

Caros amigos Palestrinos,

Fazia tempo que não ia para a cama com tamanha sensação de dever cumprido. Ontem foi assim, o sono dos justos. Hoje acordei com as esperanças renovadas.

Nem a chuva, que resolveu nos castigar – ou seria um sinal de limpeza, de que os males do Palmeiras começaram a ser lavados? – e torrencialmente caiu durante mais de meia hora, foi capaz de afastar e arrefecer o ânimo de aproximadamente 500 Palmeirenses que estiveram na Academia de Futebol para protestar e exigir eleições diretas para a presidência de nosso amado clube.

Presentes lá estiveram todo tipo de torcedor, dos chamados comuns aos organizados; dos grupos políticos internos do clube a grupos que não fazem parte da luta política interna. Representantes da chamada mídia Palestrina também lá estiveram, rádio, blogues, sites… Todos unidos no intuito de resgatar o Palmeiras das mãos daqueles que há anos estão nos apequenando.

Estivemos lá para dizer a todos, inclusive à imprensa (a Folha de SP, por exemplo, disse há uma semana que seríamos 25 pessoas), que não aceitamos mais essa situação, que queremos eleger nosso presidente, que queremos ser  a partir de agora co-partícipes de nossa história. Não que antes não fôssemos, mas nossa parte fazíamos nas arquibancadas, porém chegou a hora de nós – aqueles que realmente amam o Palmeiras – tomarmos os destinos de nosso clube em nossas mãos.

De forma pacífica estivemos na Academia de futebol junto com aproximadamente 80 conselheiros que tem o mesmo entendimento que nós, os torcedores, que Conselho Gestor é golpe, que engessamento do Estatuto por 6 anos é ditadura, que só as eleições diretas podem tirar o Palmeiras dessa trilha de atraso e retrocesso.

No final a explosão, como no momento de um gol, a boa notícia de que as propostas (Conselho Gestor e Eleições Diretas) não serão votadas em um único ‘pacote’, mas sim de forma separada, da maneira que entendíamos – e o estatuto reza.

Pouco, quase nada, mas uma primeira vitória, porque não fosse nossa mobilização teríamos que engolir mais uma manobra para a perpetuação no poder de grupos políticos que só querem se beneficiar DO Palmeiras e não lutar PELO Palmeiras.

O importante ressaltar nessa vitória foi o espírito altruísta dos que lá estiveram, de todos os homens, mulheres e grupos políticos. Ali não estava João, Pedro, José… Ali não estavam grupos políticos. Ali estavam 500 Palestrinos representando 15 milhões de torcedores, ali estavam minhas filhas, meus netos. O futuro do Palmeiras, aquele mesmo que foi idealizado por nossos fundadores, começou a ser retomado por quem de direito.

Cabe ressaltar que tudo isso somente foi possível graças a UNIÃO de todos os Palmeirenses, independente de divergências outras, que estão preocupados, mas esperançosos em fazer renascer o gigante que tentam adormecer.

Nessa primeira batalha nossa pressão surtiu efeito, outras virão, e a UNIÃO demonstrada ontem é o nosso maior trunfo. Eles (as forças do obscurantismo) não esperavam por isso, mas tiveram que nos ouvir. Os enfrentaremos em outras batalhas.

O Palmeiras ainda respira, graças à sua torcida.

Parabéns a todos que de uma forma ou de outra colaboraram para esse momento. Parabéns aos que lá estiveram. Hoje sinto meu orgulho de ser Palestrino renovado.

FORZA PALESTRA!

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1) Apesar de conhecer grande número de pessoas e grupos políticos que lá estiveram, e poder nomear muitos aqui, preferi não fazê-lo, pois o importante para além dos nomes é a instituição, é a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS.

2) Algumas fotos que consegui tirar, apesar do dilúvio, estão no meu perfil no FB (clique aqui).