Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Utopia versus distopia

27/10/2016

Publicando texto do amigo Palestrino Raphael Sanz.

Por Raphael Sanz

Finalmente chegou o grande dia em que vamos ser novamente campeões brasileiros. A última vez foi contra nosso maior rival e tínhamos na linha de ataque Edmundo, Evair e Rivaldo, três gênios já aposentados. Eu era uma criança feliz naquela época. Hoje temos uns tantos outros gênios tentando provar seu valor como os de ontem provaram. E estão conseguindo.

Chego à rua Turiaçu, esquina com a Caraibas, atrasado, e sou recebido pelos meus amigos. Parceiros de sofrimento em tempos de vacas magras que agora prometem uma festa e tanto. Bianchi teve um coma alcóolico no jogo de volta da semi-final, em casa, contra o Flamengo, que vencemos por 4×2 de virada após estarmos por duas vezes atrás do placar. Foi uma catarse coletiva, como todo bom jogo do Palmeiras é. Tudo bem que o empate era nosso, mas a vitória estonteante melhorou nossa semana. E muito. O grande Leandro Iamin está lá degustando um espetinho e me cumprimenta com um abraço fervoroso. Daqueles que o mundo poderia acabar ali mesmo, afinal seremos campeões. Ademir mal consegue conversar de tanta emoção. Gabriel Santoro já está em algum canto gravando seu vídeo e os irmãos Sciarra distribuem seu zine palmeirista por aí. O Tito, como sempre, se posta atrás do bar do Dissidenti que agora tem uma mesa de pebolin nos fundos, tornando-o o melhor bar do mundo. Leo AD e Del Vecchio discutem a escalação da grande final que se jogará dentre instantes nesse domingo de sol. Pedro e Drips chegam com um isopor cheio de cerveja e estão há dias sem dormir esperando o apito inicial. A derrota por 1 a 0 no Mineirão no jogo de ida não nos abalou nem um pouco.

O estádio é nosso, a rua é nossa, o bairro e a cidade são nossos. É verde por toda parte. Até a prefeitura zerou a tarifa do busão neste dia pra facilitar nossa ida a este momento grandioso. Não tem como a taça também não ser nossa. E não foi por acaso que perdi um dia de trabalho na terça-feira enquanto estava na fila da bilheteria para pagar 20 reais no meu ingresso. 20 mangos e 1 dia ganhos na minha vida. Depois compenso no banco de horas ou arrumo um atestado. Vai valer a pena.

Entrando pelo fosso da Turiaçu, ergue-se um jardim suspenso à nossa frente. Uma verdadeira maravilha da humanidade. A coisa mais linda em termos arquitetônicos que o futebol pôde proporcionar à humanidade. Após reforma que durou 3 anos, o gol das piscinas ganhou um grande paredão de arquibancada que aumentou nossa capacidade em 20 mil lugares sem que para isso precise ter medo da imensidão azul chamada céu, como as tais arenas que existem na longínqua Europa. O pessoal do prédio ali de trás hasteia sua bandeira alviverde enquanto os bandeirões, fogos, papeis picados e corações saltam de nossa arquibancada de cimento, recebendo e empurrando o time que vai mostrar que de fato é o campeão.

O gol do Atlético Mineiro aos 8 minutos não nos desanima e antes de acabar o primeiro tempo já viramos o jogo. A alegria se mistura aos bandeirões e rojões enquanto uma multidão do lado de fora comemora. Na segunda etapa, o terceiro gol era questão de tempo para matar o jogo. Nosso volante rouba a bola, abre para o lateral esquerdo que ensaia uma corrida pra linha de fundo mas recua para o meia armador que, num passe de mágica, ou melhor, num passe mágico, deixa nosso centro avante cara-a-cara com o goleiro do Galo e…

Acordo meio desnorteado na cama. É dia de Palmeiras e Sport pela 32a rodada do Brasileirão de pontos corridos. O Palmeiras tem grandes chances de ser campeão, mas sem uma semi-final épica, nem tampouco uma final eletrizante. Precisa ganhar mais 4 jogos, dos 7 que faltam. E pronto.

Pego o ônibus para a rua Palestra Itália. Chegando lá não encontro meus amigos, mas a polícia militar que bloqueou todas as entradas de todas as ruas ao redor do estádio: Palestra Itália, Caraibas, Diana e Kayowaa. Só entra quem tem ingresso. Eu tenho, mas estou sem o comprovante de compra. O policial “embaça na minha” e quando consigo convencê-lo que meu cartão de sócio torcedor é verdadeiro entro e me deparo com dois tanques de guerra da tropa de choque e um torcedor palmeirense, negro, sendo duramente “enquadrado” por policiais. Fizeram o rapaz tirar a camisa e disseram palavras de baixo calão para o mesmo ali mesmo, na frente do estádio inteiro.

Sem churrasco e sem cerveja, dou a volta no quarteirão para adentrar um estádio que tem medo do céu e da luz do sol. Que tem ojeriza a bandeiras, fogos, papel picado e vizinhos. Que tem nojo de gente e de festa. Os telões dividem a atenção com o campo de jogo. A grama está ruim, afinal, a luz do sol não atravessa a cobertura que colocaram ali e para piorar qualquer show destrói o gramado. A solução mágica dos tecnocratas é limar essa arcaica grama natural e por uma sintética no lugar. As arenas nos afastam da imensidão do que restou de natureza em São Paulo. Policiais e seguranças do clube filmam a torcida em busca do menor delito. Afinal, são trabalhadores e precisam bater metas.

Meus amigos estão divididos. Felizes pela vitória e pela iminência de comemorar um título nacional. E tristes, mesmo com o time brigando de fato pelo título, por tudo o que perdemos enquanto povo futeboleiro em meio a uma modernidade artificial e sem coração. Especialmente tristes por não poderem ver o jogo juntos. Alguns, com condições de bancar os ingressos de 100 reais em média foram autorizados pela PM a frequentar a rua que há 96 anos é do Palmeiras. Outros não.

Trocamos palavras, gestos e votos de vitória à distância. Como à distância se posta cada vez mais o futebol daqueles que o fizeram grande.

Casa nova

17/05/2013

Não é uma despedida, pois esse espaço não acaba, fica suspenso.

Desde agora parto, junto com muitos outros, para um projeto na tentativa de resgatar o Palmeiras da inércia.

Quem sabe volte a escrever aqui um dia, é muito provável. Porém, quem quiser me ler, e comigo debater o Palmeiras, o faça por outro endereço ===>  http://www.turiassu1840.com.br/. Lá será espaço plural, com muitos amigos Palestrinos.

Desde já agradeço a todos que aqui estiveram e me prestigiaram.

Palmeiras, minha vida é você!

 

Acorda Palmeirense!

22/02/2013

Quando vejo – leio – os apoiadores da atual administração tentando justificar mais uma comida de bola de nossa diretoria eu entendo o porquê de estarmos no fundo do poço. Muda-se de oposição a situação e cometem-se os mesmos erros no Palmeiras.

Quando vejo – leio – os novos Palestrinos, a meninada, achando que está tudo bem, pregando que devemos dar um voto de confiança, de que no futuro tudo se resolve, é justamente aí que eu me preocupo com o futuro do Palmeiras.

Não vou aqui ficar mostrando a injustiça e mais essa sacanagem (essa é a palavra) que a FPF e a PM estão fazendo com o Palmeiras, isso o Barneschi já fez e com brilhantismo, se quiser ler é só clicar aqui.

Não há, senhoras e senhores, justificativa alguma para que o Palmeiras se apequene (ir jogar em Barueri é aceitar que somos minúsculos da maneira como nos tratam), ou que sua diretoria o torne pequeno, nem mesmo a tão propalada culpa do ex-presidente por não ter ido à reunião que definiu o regulamento da competição. Há diferença, amigos, entre o regulamento (que é – vejam só – quem regula o campeonato) e uma medida administrativa, essa tomada quando algo que não consta do regulamento acontece.

Acreditar que a culpa é do Tirone é dar poderes sobrenaturais a quem fez o regulamento, pois esse teria que prever que a torcida do Santos iria jogar moedas em campo, que o clube praiano perderia seu mando de jogo, e que o Palmeiras é que teria que jogar em Barueri, tudo isso colocado no regulamento, que foi escrito, ora vejam, durante o mandato de Arnaldo Tirone. Portanto, senhores, a César o que é de César.

Estive refletindo sobre esse cheque em branco que querem que a gente dê a atual diretoria e tudo que me vem à mente é o compromisso que tenho com o Palmeiras. Me explico.

Nos últimos anos, e botemos anos nisso, a torcida é quem tem resgatado o Palmeiras de suas piores crises. Não foram diretorias, CEO’s, presidentes… quem carregou o time nas costas fomos nós, repito. Foi assim na série B, foi assim no título da Copa do Brasil quando fomos arrancar o título lá em Porto Alegre, foi assim quando saímos da fila, foi na campanha pelas diretas, foi na procissão de São Marcos…

O que quero dizer é que a nós, a torcida, temos um papel histórico de carregar esse time nas costas, ou vocês se esquecem de onde viemos, das dificuldades que sempre tivemos, de que não somos o time da mídia, das federações e confederações, dos governos e dos governantes? O Palmeiras tem somente a nós, sua torcida.

Sendo assim, me assusta e me dá medo quando a torcida, ou parte dela, assume esse papel de inércia, de justificar a diretoria e não cobrá-la, porque quando as diferentes direções do Palmeiras estiveram na zona de conforto fizeram coisas erradas. Ou cobramos ou eles se acomodam.

De mim vocês podem esperar tudo, menos omissão. Podem me acusar de tudo, até de corneta (para desqualificar minhas posições), mas não será vendo os erros dos dirigentes e não os apontando que estarei contribuindo com o Palmeiras, minha contribuição é na crítica. E a sua?

Acorda Palmeirense!

Idéias e ações fora do lugar

19/02/2013

Escrevi esse artigo para uma revista da PUC, a Ponto e Vírgula, no ano de 2008, ainda durante a fase de estudos que culminou com a minha dissertação de mestrado “O tradicional e o moderno no futebol brasileiro: do moderno e de elite a uma moderna elitização” no ano de 2010.

Vou reproduzir o artigo por conta de uma entrevista do CEO do Palmeiras, J. C. Brunoro, que diz querer “clientes”. Quem preferir pode lê-lo na própria revista clicando aqui, senão pode lê-lo aqui mesmo, abaixo.

De lá para cá muita coisa mudou, mas basicamente é o que penso sobre o tema.

Idéias e ações fora do lugar

Recentemente a Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de São Paulo realizou um seminário intitulado “Futebol, direito ao lazer e tutela jurídica do meio ambiente cultural”. Estiveram palestrando pessoas ligadas ao ‘jogo da bola’, de advogados esportivos e até professores universitários que estudam o tema.

No último dia 23 de outubro o jornal “O Estado de São Paulo” publicou reportagem dando conta – com o seguinte título: “Crise gera pânico no futebol da Inglaterra” – de que o futebol entrou no olho do furacão da crise mundial.

Fora o fato de os temas terem ligações por tratarem do futebol e, mais precisamente, de fatores econômicos que envolvem esse esporte, os dois acontecimentos, separados por uma semana, se ligam de maneira contraditória, pois mostram que as idéias e as ações propostas pelos dirigentes e profissionais ligados ao futebol brasileiro estão em flagrante contradição com os últimos acontecimentos (crise econômica), e as saídas propostas para uma pretensa ‘modernização’ do ‘negócio futebol’ no Brasil podem aprofundar o afastamento dos torcedores dos estádios e o remédio, ao invés de curar, poderá matar o “doente”.

Durante a palestra da OAB, Marco Aurélio Klein, professor da FGV e Presidente da Comissão Paz no Esporte para o Combate à Violência nos Estádios da FPF, nos mostra que aqueles que resistem ou que criticam a forma que vem sendo discutida as mudanças em curso (modernização é o termo utilizado pelos que a defendem) no modo de gestão dos clubes brasileiros, seja no campo da organização do evento, na forma de se administrar os clubes, mas – principalmente – na forma dos clubes se relacionarem com os torcedores, ‘pregam no deserto’.

Segundo o palestrante, não há mais lugar para um futebol que não seja aquele voltado para os consumidores; hoje, não deve se oferecer mais apenas um jogo, mas um espetáculo. Deve-se modernizar os estádios, oferecer conforto e atrativos outros que não seja apenas o jogo em si.

Além disso, os clubes devem incrementar suas receitas com ações de marketing que busquem atrair ainda mais estes ‘consumidores’ (novos, inclusive), facilitando o acesso aos bilhetes, incrementando os produtos relacionados à paixão dos torcedores/consumidores etc. Até aqui nada de novo, e dificilmente alguém se dirá contrário a tais ações. O grande problema está em como isso se dará, pois, segundo o palestrante, para isso deve-se cobrar preços compatíveis com o que é oferecido; os nossos não são – em  absoluto – desse quilate, mesmo porque os estádios brasileiros, por exemplo, ainda são de padrão ‘africano’ (ainda segundo palavras do palestrante).

Entretanto, o problema se torna mais complexo com a continuidade do discurso, a partir do diagnóstico e das soluções propostas para essa, digamos, modernização do espetáculo, do ‘jogo da bola’. Senão, vejamos: se por um lado há uma crescente pressão para que a organização do espetáculo, o local dos espetáculos e o espetáculo em si tenham uma qualidade que atraia consumidores, não apenas torcedores, não há como não se cobrar preços compatíveis a isso. Segundo o diretor da FPF há uma marcha inexorável rumo à mudança do perfil daqueles que ‘consomem’ o espetáculo futebol. Chama atenção os termos que ora passam a ser utilizados para se falar do mundo do futebol e seus aficionados: consumidores, espetáculo, por exemplo. Eles, invariavelmente, utilizados em substituição a futebol, torcedores…

Na mesma linha Juan Rafael Brito, do departamento de marketing da Sociedade Esportiva Palmeiras, que se disse “torcedor” do clube pelo qual atua profissionalmente (vejam a ironia do destino) disse que – apesar de acreditar que há espaço para abrigar os torcedores menos abastados no espetáculo que deve ser oferecido – também vê os preços por aqui praticados como baixos. Ou seja, com outras palavras, de uma maneira mais branda, mas propondo as mesmas medidas, disse ser necessário que os clubes se organizem para ‘faturar’ mais com os consumidores do espetáculo (aí está a ironia novamente).

Se vislumbra aqui uma contradição entre espetáculo, consumidores, torcedores, preços. O professor Marcos Alvito, em artigo para a Revista Piauí, “O esporte que vendeu a sua alma” (ALVITO, 2007), nos mostra como essa aritmética espetáculo/preços transformou o futebol europeu em uma soma de resultado zero, onde os torcedores perderam, mas – principalmente – onde o futebol deixou de ser paixão para ser simplesmente business.

O importante aqui é perceber que está em curso um processo que está tomando contornos de um consenso entre aqueles que atuam nos bastidores do mundo do futebol, consenso esse que diz que há a necessidade de se criar uma nova relação entre os clubes e seus aficionados, que não será mais a tradicional relação clube/torcedores, mas uma relação empresa/consumidores.

Essas são idéias que vem hegemonizando o futebol atual, fruto de uma cópia mecânica – e sem relativizações, necessárias em meu entendimento – daquilo que ocorreu e ocorre – com o futebol nos países europeus, como por exemplo a Inglaterra. Fruto ainda de uma visão – subjacente – de que o torcedor é o ruído, aquele que deixa o ambiente poluído, feio, impróprio para a freqüência e para o consumo dos ‘diferenciados’: os consumidores.

A relativização deve ser levada em conta por vários motivos. Um deles, é que por aqui os níveis de salário são muito menores que os de lá. Se lá, onde os níveis salariais são muito maiores, houve um processo de elitização e aqueles que sempre foram os freqüentadores das arquibancadas foram afastados dos estádios, e hoje são empurrados para as transmissões dos canais de TV´s pagas (que praticam preços muito inferiores aos praticados no Brasil), o que acontecerá por aqui?

Talvez sejamos impelidos (os torcedores) a outras formas de lazer; aquelas que ainda não são consideradas rentáveis, aquelas destinadas aos ‘menos aptos a viver e conviver socialmente’ e, nesse  momento, aquelas que não requerem vultosas quantias para serem consumidas. A prática talvez ainda seja permitida, pois é dentre as classes menos abastadas que está a mão-de-obra – ou pés-de-obra, no caso do futebol – que impulsiona o lucro; é ainda da prática cotidiana que se abastece o ‘mercado’ mundial do futebol com os ‘artistas’ da bola.

Outro fator que deve ser levando em consideração é a diferença entre um torcedor de futebol e um consumidor de espetáculos. Queira-se ou não, há uma profunda diferença entre uma partida de futebol, com a participação ativa dos aficionados durante o jogo em si, com seus rituais, cânticos etc. e um espetáculo de teatro, por exemplo, onde o espectador, como o próprio significado da palavra mostra, apenas observa ou vê qualquer ato.

Tratar o torcedor apenas como um consumidor é um profundo equívoco. Ele é mais que isso, ele é parte do espetáculo. Aliás, o torcedor é aquele que lá está independente da qualidade do que lhe é oferecido, das condições do palco, das intempéries.

No caso do torcedor, o único fator impeditivo à sua presença é o financeiro. Já o consumidor, se há a necessidade de lhe oferecer determinadas condições para que ele consuma um determinado produto, deve-se concluir que não lhe sendo oferecido o produto com a qualidade desejada ele deixará de consumi-lo, ou seja, é um ‘público’ volúvel, que poderá trocar – e o fará – um jogo de futebol por uma peça de teatro, uma sessão de cinema ou um show de ‘tecno brega’.

Pois bem, é neste ponto que chama atenção a matéria do jornal O Estado de São Paulo. Nela se dá conta que com a crise mundial os clubes de futebol da Europa – por serem aqueles que mais pagam salários, aqueles que mais recebem cotas de televisão, pois têm os maiores craques para um espetáculo de qualidade, por terem ações na bolsa de valores, por terem financiadores (mega milionários) que, ou perderam dinheiro com a crise ou viram suas fortunas se esvaírem da noite para o dia – terão que reduzir o ritmo de suas contratações, de seus investimentos, vender os artistas (coisa que já fazemos há pelo menos três décadas) para fazer caixa etc. Ou seja, a qualidade do espetáculo tende a cair abruptamente.

Assim cabe uma singela pergunta: e agora o que acontecerá? Será que os exigentes consumidores não buscarão outro espetáculo? Será que não buscarão salas climatizadas, com poltronas confortáveis e com artistas outros que não sejam somente ‘celebridades da bola‘? O parágrafo final da matéria do Estadão não deixa dúvidas de que a resposta é sim: “…Se o atual modelo de gestão não for modificado (…) a conta final pode acabar no colo – e nos bolsos – dos torcedores, que receberão apelos dos cartolas para salvar seus amados clubes.” [o grifo é meu]

Isso mesmo, os clubes recorrerão aos torcedores. Mas que torcedores? Elementar: aqueles mesmos que há pouco foram afastados dos estádios pelo processo de elitização (esse que está em curso por aqui também); processo este, que eufemisticamente é tratado, no jargão dos administradores esportivo, como profissionalismo, mercado, consumo, espetáculo etc.

Esperemos que os administradores daqui aprendam – ainda há tempo – com os equívocos e absolutizações dos de lá, pois como escreveu Schwarz – para outro contexto, é claro – “as idéias…” estão “…fora do lugar” (SCHWARZ, 2000); mas, mais que as idéias o que está fora do lugar e do contexto são as ações propostas, pois estas mais parecem baseadas no puro deslumbramento com o que é importado, em um discurso – que busca um consenso – que vem sendo construído a partir de empresas de comunicação multinacionais (a ESPN é um exemplo disso), do que no entendimento do que seja nossa realidade objetiva.

Enfim, tentar construir o ‘novo’ em nosso país – em qualquer área –, a partir de uma falsa dicotomia (entre o que é moderno e o que é arcaico), é não ter apreendido nada sobre nossa história; mas esse é um tema que merece um estudo muito mais aprofundado.

* * *

Em tempo: Em um pequeno texto (Crise nos EUA afasta o público do esporte), no Blog Jogo de Negócios, do site Terra Magazine, o publicitário Fábio Kadow, nos alerta que a crise também atingiu o mercado esportivo norte-americano, que reinventa promoções (em tempos de crise) para segurar a assistência de seus aficionados; além disso, em outro texto (Vendem-se anúncios no Super Bowl), no mesmo espaço, o autor nos mostra que os patrocinadores já estão revendo suas estratégias de patrocínio e diminuindo a expectativa de investimentos. A crise, definitivamente, atingiu o mundo dos negócios esportivos, veremos como agirão os ‘modernizadores’ brasileiros.

            Bibliografia

ALVITO, Marcos. (2007) “O esporte que vendeu sua alma”. In: Revista Piauí, 15. dez.

CHADE, Jamil. “Crise gera pânico no futebol da Inglaterra”. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/ 20081023/not_imp264854,0.php. (Consultado em 26/11/2008).

KADOW, Fábio. “Crise nos EUA afasta o público do esporte”. http://jogodenegocios.blog.terra.com.br/2008/12/01/crise-nos-eua-afasta-o-publico-do-esporte/ (consultado em 01/12/2008).

_____________ “Vendem-se anúncios no Super Bowl”. http://jogodenegocios.blog.terra.com.br/2008/12/02/17/ (consultado em 02/12/1008).

SCHWARZ, Roberto. “As idéias fora do lugar”. In: Ao vencedor as batatas: forma literária e processo social nos inícios do romance brasileiro. São Paulo: Duas Cidades. Ed. 34. 2000.

Da política e de cargos políticos

18/02/2013

Há algum tempo venho querendo retomar, com maior frequência, as atividades desse blogue. Acho que chegou o momento, porque vivemos época de efervescência política no Palmeiras – como se isso tivesse época! – e creio que devo, a bem de minha sanidade, também participar do debate.

Algumas coisas precisam ser ditas de antemão para que não pareça que estou aqui fazendo crítica pela crítica. A primeira é que esse é um espaço meu, onde coloco minhas opiniões (as assino). O intuito disso é sempre tentar ajudar, pelo debate, pelas ideias e pela crítica, o fortalecimento do Palmeiras. Quem não concordar com as opiniões tem duas saídas: 1) não ler mais; 2) criticar nos comentários (aqueles que forem feitas dentro de um limite de civilidade serão publicados). As críticas que aqui forem feitas nunca terão o objetivo de atacar ou criticar pessoas, muito menos o intuito de atrapalhar o Palmeiras.

Por fim, antes de falar a que vim, quero dizer mais duas coisas: 1) não faço parte de NENHUM GRUPO POLÍTICO no Palmeiras; 2) acertou será elogiado errou será criticado (no caso falo da direção do Palmeiras).

A primeira coisa que quero comentar aqui é que andei lendo que vários membros de um grupo político assumiram – ou assumirão – cargos na atual gestão. Sobre isso quero dizer que acho legítimo.

Um professor de sociologia me disse certa vez que governar se faz com os “amigos” (as aspas significam que amigos é no sentido figurado; os amigos aqui tem sentido de aliados). É dessa forma que enxergo a participação desses conselheiros no ‘governo’ do Paulo Nobre.

Além de serem aliados é de bom tom que quem assuma – ou assumiu -responsabilidades no mandato de PN tenha capacidade para exercer os cargos a que foram indicados. Nisso posso opinar somente sobre alguns, pois não conheço todos. Porém, os que conheço tem o que para mim são características que os avalizam para o cargo: são Palmeirenses (sim para mim isso é essencial, e sobre isso escreverei um próximo texto e será para criticar uma nomeação da atual diretoria) e são ‘do ramo’ (isso quer dizer que conhecem a área onde irão atuar). Não citarei nomes, porque não vem ao caso, o que é importante é que são pessoas dispostas a defender as cores do Palmeiras atuando junto à direção.

Por fim, como não poderia deixar de ser, tudo tem o seu porém. O porém, nesse caso, é que durante a campanha eleitoral muito se falou que Paulo Nobre era diferente, não se deixa levar pelo lado político, de barganhas, de cargos etc. A prática mostrou que não é bem assim, pois nomeou gente do grupo que o apoiou. A política é assim. Volto a dizer que as nomeações e as escolhas de Paulo Nobre são LEGÍTIMAS, o que não pode é demonizar a política – isso mesmo, demonizar a política – pois, composições, apoios, cargos, escambos etc. fazem parte da política, achando que todos são ingênuos ao ponto de acreditar que isso não ocorreria e depois fazê-lo. Isso não faz mal somente ao processo, pois cria uma falsa percepção no eleitorado que, num futuro dirá: todos são iguais mesmo; faz mal também ao ambiente político em si, pois abre a possibilidade do contra ataque político, já que se criticava isso no adversário.

No mais, quero desejar boa sorte aos amigos, alguns são amigos de bom tempo, que assumirão – ou já assumiram, os cargos. Do bom trabalho de vocês depende o futuro do Palmeiras.

Saibam que aqui serão criticados quando errarem e elogiados quando acertarem, além disso, esse é um espaço onde podem – se quiserem – também expressar a opinião de vocês.

Forza Palestra!

Por um Palmeiras forte!

30/01/2013

Como faço a cada dois anos indico alguns Palmeirenses que merecem minha confiança para a eleição de conselheiro.

Eu, como todos os outros, tenho apenas um voto, mas isso não significa que eu não possa torcer e ajudar para que tenhamos um conselho composto de gente que trabalhe pelo Palmeiras e por seu torcedor, que tenha como lema “AO Palmeiras tudo, DO Palmeiras nada”.

Nesse sábado (02/02) espero que o Palmeiras saia mais fortalecido das urnas, com um conjunto de conselheiros eleitos que seja comprometido com a grandeza de nossa coletividade. Por isso, indico Higor Bellini aos amigos. Ambos são daqueles Palmeirenses que me fazem ter orgulho de pertencer a essa coletividade, é gente que divide a arquibancada e a ideologia Palestrina com a gente.

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HIGOR BELLINI – 260

higor

Sócio do Palmeiras há quase 30 anos, freqüentador das atividades cultuais e esportivas desenvolvidas pelo clube, ou seja, conhece também o clube e não apenas o time de futebol. Como esportista, quando jovem, jogou basquete na Sociedade Esportiva Palmeiras, como atleta federado. Atualmente joga na CATEGORIA DOS Pré-VETERANOS defendendo as cores da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Como profissional é advogado.

Como torcedor, presente nos estádios, na grande maioria dos jogos, sempre apoiando e incentivando o time.

Tem como objetivo após ser eleito, buscar auxiliar o Palmeiras na reestruturação de sua organização, sem esquecer, que os sócios devem ser ouvidos e respeitados nas ações que venham a modificar e afetar a vida deles como associados do clube, razão pela qual, defende uma melhora na estrutura, atualmente oferecida, para o uso dos sócios no restaurante, piscina e prédios de quadras.

Vote por um Palmeiras dos Palmeirenses!

29/01/2013

Como faço a cada dois anos indico alguns Palmeirenses que merecem minha confiança para a eleição de conselheiro.

Eu, como todos os outros, tenho apenas um voto, mas isso não significa que eu não possa torcer e ajudar para que tenhamos um conselho composto de gente que trabalhe pelo Palmeiras e por seu torcedor, que tenha como lema “AO Palmeiras tudo, DO Palmeiras nada”.

Nesse sábado (02/02) espero que o Palmeiras saia mais fortalecido das urnas, com um conjunto de conselheiros eleitos que seja comprometido com a grandeza de nossa coletividade. Por isso, indico Diego Zupo e Sylvio Mukai aos amigos. Ambos são daqueles Palmeirenses que me fazem ter orgulho de pertencer a essa coletividade, é gente que divide a arquibancada e a ideologia Palestrina com a gente.

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DIEGO ZUPO – 575

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Mudar e melhorar o Palmeiras não é tarefa das mais fáceis. Porém, tampouco, impossível.

Um novo presidente e uma nova diretoria trará alento ao glorioso Palestra, que teve sua marca judiada nos últimos tempos. Mas isso não é tudo. Precisamos oxigenar outros setores vitais para o profissionalismo de nossa entidade; precisamos ter pessoas no Conselho Deliberativo verdadeiramente comprometidas com o Palmeiras, e só com o Palmeiras.

É inadmissível Grupos Conselheiros que colocam suas rusgas, convicções e ambições pessoais acima daquilo que o Palmeiras precisa e merece para ser ainda maior. Não se trata de críticas a nomes específicos da ala A ou B, mas daquilo que deixam de fazer para pavimentar o caminho da Sociedade Esportiva Palmeiras rumo às glórias presentes e futuras.

O Palmeiras, dentro de um cálculo minucioso, tem todas as possibilidades de se tornar o clube mais rico do Brasil até 2014 (ano do nosso glorioso Centenário). Isso só depende de uma gestão voltada para o Marketing; uma gestão que não se limite pela falta de criatividade financeira daqueles que pensam estar administrando uma mercearia e não o clube mais glorioso do país.

Foi para mudar essa forma de pensar que decidi me candidatar a vaga de Conselheiro da Sociedade Esportiva Palmeiras. Não quero ser mais um. Quero ser um que faça mais. E fazer mais significa trazer à luz dos holofotes temas e propostas que possam desobstruir os caminhos de vitórias e conquistas do Palmeiras. Que ajude um presidente de boas intenções e boas ideias a colocar em prática os planos que traçar, mas que também cobre se boas intenções e boas práticas lhe faltar.

Um clube vive de títulos, conquistas e glórias. É isso que gera novos patrocinadores, atenção da mídia, novos produtos, investimentos, novos torcedores, renda, venda de camisas e outras centenas de produtos licenciados, exposição nacional e internacional, e acima de tudo: a felicidade, orgulho e satisfação de nossa torcida. É exclusivamente por isso que desejo seu voto para ser Conselheiro.

Dia 2 de fevereiro será o dia da votação para o Conselho, você tem um compromisso comigo, eu tenho um compromisso com o Palmeiras: ostentar a nossa fibra!

Conto com você!

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SYLVIO MUKAI – 265

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É sempre difícil falar de si mesmo sem parecer arrogante ou autoindulgente, mas vou tentar. Meu nome é Sylvio Mukai, tenho 42 anos, sou advogado, formado na Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mestrado em Direito do Estado pela PUC de São Paulo, sou candidato ao Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras pela Chapa Palestra, tendo o número 265. Pretendo ser conselheiro do Palmeiras por entender que tal função permite que eu seja o canal, para que várias pessoas que querem ajudar o Palmeiras possam fazê-lo.

Não acho que ser conselheiro do Palmeiras por si só seja algo especial, o que é realmente especial é poder ajudar o time que amo, trabalhando para elaboração de políticas tão necessárias para a concretização do tão propalado profissionalismo e da modernidade do clube, que sem tais políticas são apenas palavras jogadas no vazio.

Lembrando que tais conceitos só podem ser aplicados se traduzirem as aspirações da maioria dos palmeirenses, o que implica na necessidade de lutar pela ampliação do espaço democrático dentro do clube.

E é esse o meu compromisso, lutar por um Palmeiras mais democrático, com políticas claras, pois só assim ele será realmente melhor!

Amigos, no sábado vote por um Palmeiras dos Palmeirenses!

Amanhã mais dois indicados pelo blogue.

Pelo filtro Zero!

16/01/2013

Palestrinos, não nos contentemos com o possível, vamos buscar sempre o ideial.

Venham votar conosco pela democracia sem tutela, pelo filtro zero.

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Agora Tirone?!

21/03/2012

Por conta desse evento aqui: Coisa de maluco resolvi republicar (pubicado originalmente em 22/02/2011), com novo título, o que eu já havia escrito sobre o tema.

A negociação das cotas de TV – aqui no Brasil – já passou. Estão, os dirigentes daqui, querendo ‘espanholizar’ nosso futebol. Os da Espanha tentam modificar e devolver a emoção e a competição ao seu campeonato.

Os dirigentes daqui, os colonizados e vira-latas, tentam nos usurpar o futebol…

Agora, senhor Tirone, vá chorar na cama que é quente!!!

Cotas de televisão – Republicado

Quando ouvimos vozes se levantarem contra o chamado futebol moderno, nós – os torcedores de arquibancada – entendemos muito bem do que se trata. Aqueles que apenas dizem gostar de futebol, na maioria das vezes, nos acham fora da realidade, atrasados… Utópicos.

Porém, o mercado – esse novo parâmetro de medida – que a tudo e a todos engole, paulatinamente, vem substituindo a competição, a emoção, o amor, por seu novo e único paradigma; a saber: o lucro. O esporte do povo, aquele que segundo o professor Marcos Alvito, ‘vendeu sua alma’, por aqui também – através de seus dirigentes – quer golpear de morte a seus torcedores.

Quanto se avizinha o tão sonhado dia da negociação das cotas de televisão, que pode dar aos clubes de futebol (a razão da paixão de milhares de brasileiro) a sua independência em relação a uma emissora que detinha a exclusividade nas transmissões, os submetia a sua grade de programação, e justamente pela exclusividade (monopólio), a valores menores, os dois maiores clubes do Brasil – em número de torcedores – apontam para um racha e querem negociar a sua parte (cota) em separado.

Se por detrás desse ‘racha’ temos algo além da divisão das cotas de TV saberemos mais adiante, mas nesse momento, é sobre a divisão das cotas que tratarei.

Futebol é, antes de tudo, um jogo onde a competição tem que se fazer presente. Destruir a competição é golpear de morte o futebol. O que querem Corinthians e Flamengo é, com a negociação em separado, um ‘privilégio’ que irá, a médio e longo prazo, aniquilar com a rivalidade, e, por conseguinte, com o futebol.

Na Europa, local onde nossos dirigentes sempre olham como o paradigma do futebol moderno, isso já vem ocorrendo, e isso muito se deve à forma como o dinheiro das cotas de televisão são negociadas e repartidas.

Tomemos como exemplo o campeonato espanhol, onde os direitos de transmissão são negociados separadamente.

Na Espanha, nos últimos quinze (15) anos, Real Madri e Barcelona se revezaram e ganharam o título nacional em onze (11) oportunidades. Méritos? Só se for o econômico. Para se ter uma idéia a dupla abocanha de direitos de transmissão três vezes mais que o segundo colocado em arrecadação, o Valência (€120 milhões x € 44 milhões). O Atlético de Bilbao e o Sevilha recebem € 20 milhões cada.

Podemos afirmar que isso gera uma distorção que faz com que a competição tenha um vício de origem. Ou seja, o poder econômico transformou a ‘liga das estrelas’ em um campeonato de apenas um jogo: Real e Barcelona.

Na Itália, por conta dessa mesma distorção, que faz com que Juventus, Milan e Internazionale se revezem na conquista de títulos, o Ministério dos Esportes estabeleceu que as negociações não mais podem ser individuais e criou regras claras para a distribuição dessas cotas de televisão, buscando equacionar o problema da falta de competitividade que estava aniquilando com o futebol.

Mesmo nos EUA, que temos como ótimos administradores do ‘negócio’ esporte, as distorções também acontecem. Observemos uma interessante diferença entre a liga de beisebol (MLB) e a do futebol americano (NFL).

Na liga de futebol (NFL), o mais rico esporte do mundo, as cotas de televisão são divididas de forma equânime entre todos os times, ou seja, são negociadas coletivamente. Isso faz com que mesmo times pequenos, de cidades pequenas, sempre estejam disputando em pé de igualdade com times de grandes centros e ganhando títulos. Porém, o mesmo não acontece com a liga de beisebol (MLB), onde as negociações são individuais, ou seja, na base do ‘cada um por si’, e que a cada ano vemos os mesmos chegarem às fases finais (Yankees, Cardinals, Red Sox…).

Dito isso, exemplos postos, podemos afirmar sem medo de errar que a divisão (racha) dos clubes brasileiros, criando a possibilidade de que cada um negocie individualmente as suas cotas de televisão, levará o futebol no Brasil a se transformar em algo muito próximo ao que acontece na Espanha, onde dois ou três clubes, ao monopolizarem a maior parte dos recursos do dinheiro das cotas de televisão, monopolizam também o ‘direito’ de vencer as competições.

Flamengo e Corinthians, através de seus dirigentes, tem todo o direito de buscar aquilo que consideram justo e mais lucrativo para os seus clubes. Porém, ambos devem saber que não tem o direito de jogar a história de seus clubes na lata do lixo, e justamente por serem os mais populares do Brasil, desprezar aquilo em que se fiam – os seus torcedores, as suas chamadas nações – para golpear o amor e a fidelidade a esses dois clubes, que são em última medida, baseadas na rivalidade que se alimenta da competição.

Que saibam Andrés Sanches e Patrícia Amorim que ambos estão dando um tiro de morte no já combalido futebol brasileiro. Saibam que estão dando um tiro de morte em seus próprios clubes, pois eles somente são grande devido à rivalidade. Saibam que estão dando um tiro de morte em seus próprios torcedores, pois sem competição e sem rivalidade chegará o dia em que não basta construir o campo, chegará o dia que mesmo sendo chamados eles não virão.

Em tempo: Além do exposto há também a preferência dos torcedores, que nunca são consultados. Em meu caso, e acho que falo por muitos também, torço muito para que a(s) emissora(s) que ganhe(m) os direitos de transmissão pensem nos torcedores e não nos submeta a horários ‘pornográficos’ devido a grades de programação jurássicas, espero que não fiquemos a mercê do fim de aberrações (novelas e BBB´s) esperando o início do jogo, pois no dia seguinte temos que trabalhar para ganharmos o dinheiro para o próximo ingresso.

Fonte: Manufaturando Consentimento e Major League Baseball

Feliz Natal

22/12/2011

Um natal de paz e tranquilidade a todos os amigos Palestrinos!