Posts Tagged ‘Forza Palestra’

Republicando: Não vivo de vitórias, vivo o Palmeiras

19/11/2012

Um dia publiquei isso. Resume bem o que penso sobre ser Palmeirense para mim…

Me perguntaram porque irei ao jogo hoje. Acho que isso responde a pergunta…

Me reconheço como Palmeirense desde sempre, mas foi com aproximadamente 10 anos de idade que comecei a viver a Palestrinidade em sua plenitude. Como tenho 45 anos, descontados os dez primeiros de minha vida, então, são 35 anos acompanhando diuturnamente o Palmeiras.

Considerando que nasci em 1966 tinha 10 anos exatamente no último título antes da fila: 1976. Depois disso, somente fui ver o Palmeiras ganhar algo em 1993, ou seja, dezesseis anos depois; tinha eu 27 anos de idade.

Arquibancada, apenas a partir dos 23 anos de idade, quando vim morar em São Paulo, antes uma ou duas vezes por ano, em Bauru, Araraquara ou Jaú. Depois dessa fase afortunadamente o Palmeiras passa por um ciclo virtuoso: 94 (28 anos), 96 (30 anos), 98 (32 anos), 2000 (34 anos).

Em 2002 o desastre e a volta em 2003, em 2008 o último título importante.

Como percebem, em quarenta e cinco anos de vida, somente vi uma fase de glórias do Palmeiras, a da década de 90, entre os meus 25 a 35 anos, digamos. São apenas 10 anos de vitórias tendo muito boa vontade.

O que quero dizer é que não vivo de vitórias, vivo o Palmeiras. Claro que gosto de ser campeão; afinal, esse é o objetivo do jogo.

Aos que me perguntam por que estarei no estádio hoje, aí está a resposta…

Torço para um time, uma camisa, não apenas por vitórias, por times vitoriosos.

Força Palestra!!!

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DEIXEM COM A TORCIDA!

15/01/2012
 Concentração na Rua Turiassu

Ontem foi um dia histórico para a torcida do Palmeiras e para o futebol brasileiro. Ontem a torcida do Palmeiras deu uma lição do que é amor incondicional a um time de futebol, e de respeito e reverência a um de seus maiores – o último em minha opinião – ídolo.

Mais de cinco mil pessoas, isso mesmo – cinco mil pessoas – estiveram presentes na procissão em homenagem a São Marcos de Palestra Itália. Homens, mulheres; crianças, idosos… todos estavam lá para reverenciar e homenagear nosso Santo que, infelizmente, anunciou sua retirada dos campos de futebol.

Pode parecer normal, afinal muitos jogadores já encerraram a carreira e receberam bonitas e merecidas homenagens, então o porquê dessa homenagem ser diferente, por que o dia foi histórico? Simples; porque a festa não foi organizada por um clube, essa festa (procissão) foi organizada e realizada por uma torcida: a torcida da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Foi a torcida do Palmeiras que organizou o evento. Grupos políticos diversos, associações de torcedores, torcidas organizadas e ‘torcedores comuns’ (como são chamados aqueles que não se afiliam a nenhum grupo) se uniram para homenagear seu ídolo. Patrocínio só daqueles que acreditaram na organização, a direção do clube não se envolveu; então, se pode dizer que ‘nunca antes na história desse país’ existiu um evento organizado dessa forma.

Isso mostra que se a direção do Palmeiras nos der um time, não precisa ser o supra-sumo, mas um time que honre as tradições de nossa agremiação, que tenha jogadores que honrem nossa camisa, o restante a gente faz. É só não atrapalhar que a gente lota estádio, a gente empurra o time, a gente apóia os jogadores. Pena nossa direção não enxergar as coisas dessa forma.

Aos que estiveram envolvidos na organização do evento, e para aqueles que participaram da procissão, os parabéns. Saibam que vocês escreveram mais uma bonita página na já heróica história do Palmeiras.

Aos que poderiam ter colaborado e não o fizeram por vaidade ou por miopia que fique a lição: a torcida do Palmeiras não precisa de vocês!

Forza Palestra, e mais uma vez muito obrigado por tudo São Marcos.

 Dispersão já defronte ao Pacaembu

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Álbuns completos com as fotos no Facebook: [1] e [2] – O uso das imagens é livre desde que citada a fonte: Ademir A. Castellari (@DivinoBlog).

A primeira de muitas batalhas

25/10/2011

Caros amigos Palestrinos,

Fazia tempo que não ia para a cama com tamanha sensação de dever cumprido. Ontem foi assim, o sono dos justos. Hoje acordei com as esperanças renovadas.

Nem a chuva, que resolveu nos castigar – ou seria um sinal de limpeza, de que os males do Palmeiras começaram a ser lavados? – e torrencialmente caiu durante mais de meia hora, foi capaz de afastar e arrefecer o ânimo de aproximadamente 500 Palmeirenses que estiveram na Academia de Futebol para protestar e exigir eleições diretas para a presidência de nosso amado clube.

Presentes lá estiveram todo tipo de torcedor, dos chamados comuns aos organizados; dos grupos políticos internos do clube a grupos que não fazem parte da luta política interna. Representantes da chamada mídia Palestrina também lá estiveram, rádio, blogues, sites… Todos unidos no intuito de resgatar o Palmeiras das mãos daqueles que há anos estão nos apequenando.

Estivemos lá para dizer a todos, inclusive à imprensa (a Folha de SP, por exemplo, disse há uma semana que seríamos 25 pessoas), que não aceitamos mais essa situação, que queremos eleger nosso presidente, que queremos ser  a partir de agora co-partícipes de nossa história. Não que antes não fôssemos, mas nossa parte fazíamos nas arquibancadas, porém chegou a hora de nós – aqueles que realmente amam o Palmeiras – tomarmos os destinos de nosso clube em nossas mãos.

De forma pacífica estivemos na Academia de futebol junto com aproximadamente 80 conselheiros que tem o mesmo entendimento que nós, os torcedores, que Conselho Gestor é golpe, que engessamento do Estatuto por 6 anos é ditadura, que só as eleições diretas podem tirar o Palmeiras dessa trilha de atraso e retrocesso.

No final a explosão, como no momento de um gol, a boa notícia de que as propostas (Conselho Gestor e Eleições Diretas) não serão votadas em um único ‘pacote’, mas sim de forma separada, da maneira que entendíamos – e o estatuto reza.

Pouco, quase nada, mas uma primeira vitória, porque não fosse nossa mobilização teríamos que engolir mais uma manobra para a perpetuação no poder de grupos políticos que só querem se beneficiar DO Palmeiras e não lutar PELO Palmeiras.

O importante ressaltar nessa vitória foi o espírito altruísta dos que lá estiveram, de todos os homens, mulheres e grupos políticos. Ali não estava João, Pedro, José… Ali não estavam grupos políticos. Ali estavam 500 Palestrinos representando 15 milhões de torcedores, ali estavam minhas filhas, meus netos. O futuro do Palmeiras, aquele mesmo que foi idealizado por nossos fundadores, começou a ser retomado por quem de direito.

Cabe ressaltar que tudo isso somente foi possível graças a UNIÃO de todos os Palmeirenses, independente de divergências outras, que estão preocupados, mas esperançosos em fazer renascer o gigante que tentam adormecer.

Nessa primeira batalha nossa pressão surtiu efeito, outras virão, e a UNIÃO demonstrada ontem é o nosso maior trunfo. Eles (as forças do obscurantismo) não esperavam por isso, mas tiveram que nos ouvir. Os enfrentaremos em outras batalhas.

O Palmeiras ainda respira, graças à sua torcida.

Parabéns a todos que de uma forma ou de outra colaboraram para esse momento. Parabéns aos que lá estiveram. Hoje sinto meu orgulho de ser Palestrino renovado.

FORZA PALESTRA!

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1) Apesar de conhecer grande número de pessoas e grupos políticos que lá estiveram, e poder nomear muitos aqui, preferi não fazê-lo, pois o importante para além dos nomes é a instituição, é a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS.

2) Algumas fotos que consegui tirar, apesar do dilúvio, estão no meu perfil no FB (clique aqui).

Diretas Já – saiam do sofá!!!

20/10/2011

Sociedade dos Eternos Palestrinos

15/10/2011

Como eu já havia escrito aqui a união de todos os Palmeirenses se faz necessária para tentarmos modificar esse estado de imobilismo – aliás, de retrocesso – que aflige nosso amado clube. Como eu já havia dito é a união ou a derrota.

Sendo assim, publico na íntegra o manifesto do grupo Eternos Palestrinos que versa sobre o mesmo tema: a união dos Palmeirenses para sairmos desse ‘buraco’ para onde fomos empurrados.

À NAÇÃO PALMEIRENSE

A Associação dos Eternos Palestrinos é um grupo composto por sócios da Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP) e tem como principal objetivo a colaboração para o engrandecimento, profissionalização e modernização de nosso clube.

A atual realidade exige que diversas ações sejam implantadas de imediato ou que se iniciem os processos para que, em breve, outras possam se tornar realidade.

Desde a sua fundação (2010) até os dias atuais, a Associação teve tempo suficiente para conhecer minimamente a estrutura do clube através dos conselheiros eleitos, do apoio financeiro já concedido e dos contatos/reuniões realizados com ambas as gestões, já que nossa atuação é apartidária e não política. Além disso, entendemos que o diálogo é a melhor forma para encontrar soluções e caminhos seguros.

Em razão dos últimos fatos e também do que idealizamos para o futuro do nosso clube, a Associação dos Eternos Palestrinos vai atuar fortemente, em busca das metas a seguir indicadas no projeto que, certamente, só poderá ser atingido com o engajamento de todos, sócios e torcedores.

Como muitos já desconfiam, o Palmeiras vem apresentando ao longo de sua história, e principalmente nos últimos anos, uma acirrada disputa pelo poder por meio de grupos que se revezam. Há um continuísmo e um imobilismo que estão arraigados e será difícil qualquer gestão, por melhores que sejam suas intenções, conseguir mudar de forma rápida; pequenos feudos se formaram, assim, decisões nos órgãos administrativos internos, muitas vezes só têm objetivo de manutenção no poder.

Para piorar, existem aqueles que só querem tumultuar, plantam notícias, desestabilizam o elenco do time de futebol, criam atritos com a comissão técnica, e ainda se dizem palmeirenses! Isso está tornando o Palmeiras um clube cada vez menor, com prejuízos patrimoniais a todos os sócios, e desilusão aos torcedores.

Não bastassem estes focos internos, infelizmente, alguns setores da mídia, em busca de “furos” ou de promoção, aceitam e divulgam estas falsas notícias.

Estes fatos não refletem a imagem dos 13 milhões de torcedores espalhados pelo país. Por isso, é necessária a união de todos, a convergência de ideais e a aglutinação de forças.

Unidos os Eternos já demonstraram que são capazes de alterar a realidade dos fatos. Com apoio de outros grupos progressistas, com participação dos sócios do clube e dos torcedores, agregaremos um batalhão que não permitirá que vozes isoladas consigam tumultuar o clima e o ambiente do clube, nem que grupos políticos comandem o clube ao seu bel prazer.

Somos – os verdadeiros palmeirenses – milhões de pessoas que estão adormecidas deixando que vozes isoladas mantenham a situação. Uma minoria faz muito barulho, desestabiliza, e a maioria, desorganizada, fica inerte.

O Palmeiras está refém deste tipo de ação e isso não pode continuar.

Por isso, nossa luta – e esperamos de todos palmeirenses – será pelos três pontos para atuação incisiva:

1. Profissionalização dos departamentos de futebol e marketing.

O futebol moderno, envolvido em altas transações financeiras, interesses nem sempre éticos, relacionamentos com empresários profissionais, atletas cada vez mais cientes da vulnerabilidade dos clubes, interesses comerciais, cifras altíssimas de patrocínio, de televisão, etc., não pode ser administrado de forma amadora.

Não é admissível que estes setores continuem comandados por dirigentes que, por mais boa vontade e sucesso na vida profissional, trabalhem somente no tempo livre, haja vista as atividades pessoais. São áreas vitais para que o clube progrida. O melhor momento da história do Palmeiras foi quando a administração do futebol estava com a Parmalat, porque havia um executivo cuidando do futebol, isso evita gastos com contratações esdrúxulas e comissões exorbitantes, verba que poderia ser canalizada para pagamento destes profissionais.

2. Atualização do estatuto: eleições diretas para presidente e reorganização da composição do conselho deliberativo.

A eleição direta se impõe. É um princípio democrático e participativo.

Hoje só podem concorrer à presidência associados que sejam conselheiros e que tenham cumprido dois mandatos (art. 113 do estatuto). Ou seja, o universo é muito restrito e não permite qualquer renovação: o candidato terá que estar, devido às datas das eleições, no mínimo, há dez anos no Conselho.

Não se justifica que doze mil associados sejam representados por 152 conselheiros eleitos (art. 78) e mais até 148 vitalícios (art. 80) cabendo a estes todos os destinos do clube e a eleição do mandatário.

Este modelo faz com que os grupos que estão no Conselho há décadas comandem o sistema e se mantenham no poder por alianças ocasionais, com raros revezamentos que, quando ocorrem, são frutos de desavenças destes mesmos agrupamentos. Com isso, o Presidente fica refém destes grupos, pequenos ou grandes, e o Palmeiras fica em segundo plano.

Os clubes que adotaram a eleição direta estão flagrantemente em posição mais avançada que a nossa, são casos do Corinthians, Santos, Flamengo, Vasco da Gama e, paradoxalmente, em situação inversa, o São Paulo, que mudou o estatuto para permitir reeleições, a cargo do conselho e, seguramente, apresenta estagnação, ou o Cruzeiro administrado por uma mesma família há anos.

Mas os dirigentes precisam entender que não basta estar no poder. Os clubes mais bem sucedidos, em termos de mídia, de negócios e de marketing, adotaram estratégias de manter grupos de apoio ao Presidente (Santos e Corinthians), justamente pessoas ligadas às áreas sensíveis indicadas no item anterior.

Em relação ao Conselho Deliberativo, há de se repensar o papel do Conselheiro vitalício.

Embora possam integrar até metade do Conselho, não representam, necessariamente, a vontade do associado; muitos não se preocupam em resolver as questões do clube, mas sim interesses pessoais; alguns estão desatualizados desta nova forma de gerir o futebol; são os que freqüentemente estão na mídia tumultuando o ambiente; são os que, rotineiramente, conseguem se eleger para cargos da Diretoria.

Não conseguiremos modernizar o clube se não houver diminuição significativa do número de vitalícios (para não dizer a extinção num segundo momento).

Há uma contradição: se toda a concepção do estatuto é de eleição indireta, de modo que o associado seja representado, coletivamente, por meio do Conselho Deliberativo (art.77), não se sustenta a manutenção de metade do Conselho só por vitalícios.

O sócio outorga o voto para alguém representá-lo no Conselho, este voto não pode servir para que o mandatário se valha dele para indicar outro representante para o próprio Conselho e, também, para conseguir cargos na administração, exigíveis para se tornar vitalício.

Pior, para se tornar conselheiro vitalício, os requisitos exigem, além de tudo, a realização de alianças porque é necessário obter-se metade dos votos, conforme previsto no artigo 80,§1º, do estatuto. E mais, é preciso ser sócio benemérito, ou ter sido presidente, vice da Diretoria, do Conselho ou do COF (art. 80§2º, letras a e b) e, para ser sócio benemérito, é necessário, segundo o inciso I do art. 80§4º, ter 12 anos como associado e ainda: a) 3 mandatos como diretor de departamento ou 6 mandatos como diretor adjunto ou 2 como titular e dois como adjunto; b) 2 mandatos como membro do COF e c) 4 mandatos como conselheiro.

Ou seja, para se alcançar a condição de sócio benemérito e, via de conseqüência, se candidatar a conselheiro vitalício, é necessário estar nesse meio por vários períodos, já viciado com o sistema e apoiando-o em busca de atingir tais cargos e condições.

Com isso forma-se um círculo vicioso e são mantidas as pessoas ou os mesmos grupos no poder.

É preciso quebrar este elo. É preciso dar oportunidade a que o associado se manifeste e diga o que quer para o clube. Essa oportunidade não pode ser tolhida.

3. Defesa dos interesses do clube, esclarecimento da verdade ao associado e ao torcedor e responsabilização dos que atuarem contra o clube.

Como associado do clube precisamos exigir dos conselheiros e dirigentes, responsabilidade em seus atos.

Os Conselhos – Deliberativo e de Orientação e Fiscalização – atuam, às vezes, de forma política e sem técnica. Essa conduta representa sérios problemas à imagem do clube, com reflexos financeiros que atingem a todos nós sócios.

Isso é muito prejudicial à imagem do clube, ao patrimônio do sócio e a estima do torcedor.

A falta de cobrança permite que membros do COF e do CD atuem livremente, rejeitem contas, sem qualquer fundamentação.

A transparência das deliberações é a arma que os palmeirenses possuem para frear estas ações.

Cabe a todos nós fiscalizarmos e, quando verificarmos estas ocorrências, adotarmos medidas para coibir e exigir explicação, e até reparação de danos, sem prejuízo de medidas administrativas no próprio clube. Exigiremos uma atuação técnica.

Para atingir estes objetivos atuaremos, sempre em conjunto com os sócios e torcedores, e vamos:

1. Cobrar de forma permanente a diretoria por melhorias e profissionalização do clube.

2. Expor à comunidade palmeirense, rotineiramente, os principais fatos, verdades e contradições, toda vez que qualquer notícia tenha o simples interesse de desestabilizar o clube ou o time de futebol, via imprensa, redes sociais, site, comunicações eletrônicas, etc.

3. Organizar uma rede de contatos para que as idéias sejam difundidas: o interesse é de todos os palmeirenses e eles têm direito de se manifestar e acompanhar as atividades do clube e do time.
4. Instituir um boletim informativo àqueles que se cadastrarem e quiserem receber notícias.

5. Participar da mídia – séria e honesta – de forma mais agressiva, marcando presença deste pontos.

6. Aglutinar forças com os grupos progressistas.

7. Tentar instituir no Conselho Deliberativo um bloco que possa tomar medidas para a mudança desta situação e apoiar a direção – seja qual for a ideologia política – nas medidas que engrandeçam nosso clube

É hora desta maioria se manifestar. Os torcedores precisam saber o que está ocorrendo, os sócios têm que entender a responsabilidade quando do voto, e exigirem mudanças. Os grupos progressistas precisam se unir; os conselheiros com visão de futuro precisam constituir um grupo suprapartidário de apoio a estas e outras idéias.

Teremos em breve um dos melhores estádios do mundo e um clube totalmente remodelado.

Não podemos deixar que a administração do clube não acompanhe esta evolução.

Não temos a pretensão de sermos os donos da verdade, mas temos certeza que o associado do clube e o torcedor estão precisando de uma voz para representá-los.

Junte-se a essa luta que é, na verdade, do Palmeiras.

Entre em contato e dê a sua opinião através do email eternospalestrinos@gmail.com ou
contato@eternospalestrinos.com. Ou através dos telefones: (11) 3289 2014 ou (11) 7424 6931

Vamos juntos mudar o Palmeiras.

Sem Mais

Associação dos Eternos Palestrinos

Pitacos Palestrinos

10/10/2011

Sobre o jogo político, aquele que nos devolverá a grandeza ou nos empurrará, definitivamente, para o papel de coadjuvante:

I) precisamos para de olhar o passado. A história serve somente para aprendermos com ela. O futuro é o que interessa!

II) não serão os ‘ídolos’ do passado que nos farão ser grandes novamente. Paremos com traz fulano de volta, sicrano…

III) mirar o futuro significa também arejar a política do clube. Novos nomes, novas idéias…

IV) Mustafá foi nefasto ao Palmeiras, mas debitar na conta dele todos os males Palestrinos é não contribuir para avanço.

V) se a cada final de campeonato tivermos que iniciar tudo do ‘zero’ seremos sempre o time do ano que vem. Planejamento.

VI) chegou a hora de deixarmos as vaidades e diferenças de lado. A oposição precisa se unir: diretas é fator de união.

VII) existe na política dois tipos de alianças: tática e estratégicas. Nesse momento uma do primeiro tipo é necessária…

VIII) A reunião do Conselho (24/10) decidirá sobre as diretas, mas também sobre Conselho Gestor e Mudanças estatutárias.

IX) golpe de mestre das forças da conservação. Se oposição não tiver tática conjunta, as diretas serão para Inglês ver.

X) Chegou a hora em que saberemos – e decidiremos – como será o Palmeiras. Vencedor ou apenas coadjuvante…

XI) As forças de oposição: Famiglia Palestra, Fanfulla, Pró-Palmeiras, Academia… Ou se unem ou serão derrotadas: SEREMOS!

XII) Minha opinião: união ou derrota! Fim.

Com a palavra a oposição do Palmeiras.

Forza Palestra!

Palmeirenses de Tietê e região realizam grande evento

25/09/2011

Agência Palmeiras
Fernando Galuppo

Com a presença de grandes jogadores da história do Palmeiras, acontece no próximo dia 2 de outubro, o 9º Encontro dos Palmeirenses de Tietê e região, na cidade de Tietê, interior paulista. O evento será no recinto da FAIT – Centro de Exposições Luiz Uliana – a partir das 9h.

Presença confirmada de: Veloso, Cesar Sampaio, Tonhão, Edu Bala e Alexandre Rosa. O show fica por conta do sertanejo universitário Dhan e Renan, Marquito Show Man e da bateria da escola de samba Ala Show.

Haverá muita diversão para a criançada com brinquedos e sorteio de brindes. Haverá jogos de futebol entre as equipes locais do: São João x Gargalo, Diretoria x Zambianco e Convidados x ASPI.

O valor do ingresso é de R$20 com direito a salada de batatinha, sanduíche de frango desfiado, churrasco e costela no espeto. Criança até 10 anos não paga a entrada. Ingressos a venda em Tietê, Cerquilho e Laranjal Paulista.

Informações para aquisição de ingresso através do Departamento de Interior do Palmeiras: 11 – 3874 6500.

Capivari realiza encontro de palmeirenses em outubro

24/09/2011

Agência Palmeiras
Fernando Galuppo

Os palmeirenses de Capivari e região se preparam para mais um grande evento. Promovido pelo Grêmio Recreativo Aliança Alviverde, acontece a 9º edição do encontro de palmeirenses, no próximo dia 9 de outubro, a partir das 12h, no Clube da Saudade, em Capivari.

O valor do convite para participar desta grande festa é de R$35,00, com direito a uma camiseta oficial do evento e churrasco gratuito. Crianças de até 10 anos, com a camisa do Palmeiras, não pagam. No telão, os torcedores acompanharão o clássico entre Palmeiras e Santos. Ex-jogadores e música ao vivo são outras atrações da festa.

O Grêmio Recreativo Aliança Alviverde foi fundado no dia 16 de outubro de 2005. Sem visar fins lucrativos, a entidade foi criada para a união e recreação de Palmeirenses e Palestrinos.

Informações para aquisição de ingresso através do Departamento de Interior do Palmeiras: 11 – 3874 6500.

Parabéns Palmeiras!!! – Republicando

26/08/2011

Publicado por motivo dos 96 anos do Palmeiras. Agora republico pelos 97.

Várias vezes tentei me lembrar de algo – alguma data ou acontecimento – para poder, como muitos fazem, dizer ‘foi aqui que eu me descobri Palmeirense’. Juro que não me lembro de nada em especial. Talvez isso se deva a minha pouca memória histórica. É um defeito que tenho, confesso. Sou ruim até para me lembrar de acontecimentos ‘Palestrinos/futebolísticos’ recentes. Me envolvo tanto na emoção do jogo, e na paixão pelo Palmeiras, que me esqueço até quem fez gol de títulos que às vezes preciso recorrer a vídeos, livros, estatísticas, amigos.

Esquemas (3/5/2; 4/4/2 etc.) esqueçam. Para mim, ganhou tá valendo; perdeu, não vejo nem programa esportivo, pois estou com o humor em frangalhos. Há exceção para isso; me lembro – vejam como a memória volta – de várias vezes assistir vídeo-tapes na vã expectativa de reverter um placar adverso; do Barbosa marcar um gol perdido, do Zetti não tomar gol pelo vão das pernas, do jogo contra o XV de Jaú, contra a Ferroviária, o Asa ou o Ceará, serem revertidos. O que dizer então daquele único gol do Grêmio, o 1 dos 5 x 1, aquele que não deveríamos ter tomado, mas que nos custou uma classificação na libertadores? Nunca os placares e os resultados foram revertidos, mas lá estava eu torcendo por uma improvável, e impossível, virada no vídeo-tape. Só não me lembro de quando me tornei Palmeirense.

Hoje não vejo esse lapso de memória como problema; mas confesso que o fato de não me recordar ‘o dia em que me tornei Palmeirense’ me incomodou até bem pouco. Poxa, se amar um time de futebol não é nada racional, pelo contrário, é apenas coração e emoção, então, deveria eu ter – como muitos outros – um marco, um fato, um momento, em que em mim foi despertado esse amor; esse amor que carrego até hoje, e que me faz enfrentar chuva, sol; vitórias, derrotas; alegrias e tristezas; mas que a cada dia, ao invés de diminuir, aumenta e me faz, inclusive, angariar novos adeptos – ou seria converter? – como faço dia-a-dia com minhas filhas.

Indo direto ao assunto me lembro de meus 10 anos de idade, eu e meu irmão, dois anos mais novo, ganhamos uniforme completo. Nada como hoje, essa coisa oficial, o tal fardamento completo (camisa, calção e meias de marca). Pelo contrário; família pobre, morávamos no interior, os tempos eram outros, o ‘marqueting’ há época rezava que o importante era ter torcedores, não consumidores. Meu pai nos deu uma camisa branca de malha, talvez comprada em uma loja de bairro lá no interior. Branca, com a gola careca verde, calção branco de duas listras, meias brancas. O importante é que havia do lado esquerdo o escudo, o distintivo – que não era bordado, mas pintado (nem sei se já se chamava silk) – do Palmeiras. Aquele dia, é minha primeira lembrança de sair à rua, ir até o mercado do Romeu Calvo (espanhol, de uma família onde havia irmãos Corinthianos, Palmeirenses e até um torcedor da Lusa) e mostrar que ali era Palmeiras. Não que eles não soubessem, pois meu pai já havia demarcado o território, nós – eu e meu irmão – já havíamos diversas vezes também mostrado nossa Palestrinidade. Mas, é do que me recordo; eu me meu irmão, ambos, como se fôssemos gêmeos, com aquele uniforme “oficial” do Palmeiras gritando para o mundo: aqui, na família Castellari, é Palmeiras !!!

Meu irmão tem um filho, meu sobrinho Afonso. Já o convidei inúmeras vezes para vir ‘assistir’ a um jogo de seu (nosso) amado Palmeiras no estádio. Por diversos motivos ele ainda não veio; meu irmão tampouco. Eu vou insistindo.

Tenho duas filhas e a Ana (a mulher amada), todas Palestrinas. Domingo estarão todas comigo na festa da torcida. Freqüentam pouco os estádios; culpa da idade que ainda não impinge interesse ao futebol, no caso das crianças, e do medo que a maldita mídia insiste em incutir na mente dos(as) torcedores(as), no caso do coração de mãe da Ana. Isso, com mais um pouco de tempo, eu corrijo.

Nunca assisti a um jogo do Palmeiras na arquibancada junto com meu pai. Ele mora no interior, já tem certa idade; não gosta dessa cidade (um dia conto a história de quando ele veio conhecer minha casa, e quanto tempo isso durou). Tenho certeza que na arquibancada se juntaria aos nostálgicos, àqueles que criticam todo e qualquer passe errado, se juntaria àqueles que se lembrarão da(as) academia(as), dos times inesquecíveis, aqueles que não vi, não lembro…

Aliás, me lembro sim. Me lembro dele ainda jovem (eu tinha oito anos de idade!) vendo um jogo pela televisão – e tenho certeza agora que foi naquele dia que tive a noção do que é o Palmeiras – e gritando pela nossa humilde casa, ‘barbante’, ‘barbante’… Eu me lembro, mesmo pela TV, de um Morumbi calado, cheio de Corinthianos… mas, calado. Ronaldo, 1974; contra tudo, contra todos… Palmeiras Campeão! Foi meu primeiro título.

Não! Não foi naquele dia que me tornei Palmeirense, mesmo porque eu também gritei ‘barbante’, ‘barbante’… Eu me lembro disso! Também, não foi no dia em que ganhei meu primeiro manto (aquele de malha, branco, com distintivo pintado, de silk)…

Na realidade, acho que está no DNA; aliás, tenho certeza, eu nasci Palmeiras, eu sou Palestra!

Parabéns Palmeiras, parabéns Palestra.

96, 97… anos de história é para poucos.

Nós temos história!

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E vocês acham que eu iria revisar esse texto? Sem revisão, ok?

Lágrimas de quem espera um final feliz

03/06/2011

Por: Adriano Pessini

O filme “Primeiro Tempo” , de Rogério Zagallo, retrata em 47 minutos (45 minutos de tempo regulamentar + dois de acréscimos) os sentimentos que habitam atualmente os palmeirenses: uma nostalgia de tempos gloriosos e a esperança de ter uma casa nova, toda reformada, que seja o palco de novas conquistas.

As cenas começam a ser gravadas no início do dia 22 de maio do ano passado, data da última partida oficial do Palmeiras no Palestra Itália, na vitória sobre o Grêmio por 4 a 2. Ídolos como Oberdan Cattani, Evair, César Maluco, Marcos, Ademir da Guia e Valdir Joaquim de Morais compõem o clima reverencial de ídolos que lá escreveram parte de suas histórias no clube. “ O Jardim Suspenso te alçava à glória”, resume bem César em seu depoimento.

E há os relatos também daqueles que tinham no Palestra a sua segunda casa: os torcedores. Histórias de gente que nasceu, cresceu e literalmente viveu naqueles assentos de cimento que, agora destruídos, ajudaram a alicerçar uma paixão. E o de uma gauchinha especial que vai conhecer seu lar paulistano justamente no dia da despedida. E que despedida.

As luzes do estádio se apagam. As da sala de exibição se acendem, e o fim do documentário se transforma em uma catarse de lágrimas saudade, de amor e, principalmente, de alegria de um tempo maravilhoso que ficou para trás. Que comece logo o segundo tempo.

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É, enquanto portais (UOL) tentam fazer piada com coisa séria os Palestrinos homenageiam sua casa e sua história.