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E se foi Pierre…

16/08/2011

Esse texto irá tratar de algo muito caro para todo Palmeirense, falarei sobre a saída de um ídolo da torcida. Isso em outros clubes é rotina, aqui é tratado como crime lesa-torcida. Por isso, peço que antes de me achincalharem leiam o texto até o final, depois podem descer o malho.

Como eu disse, a torcida do Palmeiras tem uma dependência de ídolos que é até prejudicial. Provavelmente a falta de títulos é que faça com que aqui o passado, os ídolos sejam sempre relembrados e ex-jogadores – mesmo aqueles só com status de ídolo – sejam relembrados a cada novo fracasso. Não é à toa que o Judas30, o Valdívia e o Henrique, que atuaram na campanha vitoriosa do campeonato paulista de 2008 – último título conquistado pelo Verdão – estejam de volta. A torcida os queria, a diretoria os trouxe de volta.

Pierre é um desses casos. Vindo do Paraná, ainda com o time comandado por Caio Júnior, nunca foi um primor de técnica (desarma como ninguém, mas não dá um passe correto com mais de 2 metros de distância), mas sua entrega o fez cair nas graças da torcida. Teve proposta para sair, mas recebeu um aumento de salário, dentro da política da antiga diretoria de manter os ídolos da torcida em casa (não questiono se certa ou errada, é só uma constatação), e permaneceu. Desafortunadamente se contundiu e quando voltou o elenco já contava com um caminhão de volantes.

Felipão, pelo que estamos vendo, não o tem como uma de suas opções. Segundo informações Pierre vem treinando bem. Porém, segue sendo a última opção dentre os volantes da equipe (não faço aqui, novamente, nenhum juízo de valor, só constato).

Hoje, pelas informações, o Guerreiro (como é chamado pela torcida) está fazendo exames médicos e atuará até o final do ano (empréstimo) no Atlético Mineiro. Pensando do ponto de vista do Palmeiras e de nossas carências acho uma decisão acertada da diretoria. Me explico.

Do ponto de vista técnico não será Pierre que melhorará nosso passe, nosso posicionamento e resolverá nossa carência de gols. Nosso problema não está na cabeça de área, mas no ataque. Do ponto de vista ‘econômico’ é um salário a menos no clube que poderá ser usado para resolvermos as posições carentes. Se a diretoria contratará e corretamente é outra questão.

Além disso, um ídolo da torcida e um jogador como ele, que sempre se dedicou com garra ao clube (como vários outros), não merece ficar no ostracismo sendo a quarta ou quinta opção. É até uma questão de respeito com ele. Além disso, como estamos com essa carência de títulos e nossa torcida preza seus ídolos, poderia (isso já vem acontecendo) causar focos de descontentamento no elenco e na torcida.

Espero que ele seja muito feliz no Galo Mineiro, menos nas partidas contra a gente, e que recupere aquele futebol de pegada que o fez ser idolatrado por nossa torcida. Por enquanto é até logo e seja feliz. A vida e o Palmeiras seguem.

Convocando os Palestrinos para…

18/08/2010

Copa Sulamericana

Na quinta-feira (19/08) nosso glorioso Palmeiras tem mais uma batalha épica a travar contra tudo e contra todos. Jogaremos nossa sobrevivência na Copa Sulamericana e nossa torcida – mesmo com o placar adverso, em horário pornográfico (21h50), com frio, quiçá chuva – tem que fazer sua parte. Temos que nos fazer presentes, incentivar, empurrar o time e arrancar, mesmo que a fórceps, nossa classificação.

O adversário é um daqueles times que aparecem de tempos em tempos em nossa vida, querem fazer seu nome às custas da história gloriosa do Palmeiras, são invariavelmente despachados para o seu devido lugar, para no ano seguinte disputar um campeonato menor no cenário nacional (vide As Putinhas do Nordeste ano passado), mas precisamos fazer valer nossa força de nossa camisa e de nossa torcida, para isso é importante a nossa presença. Vale lembrar que o Pacaembu, que ainda não caiu no gosto de parte de nossa torcida, é um palco onde conquistamos muitas vitórias e inúmeros títulos; além disso, com a reforma de nosso glorioso estádio é lá que por dois anos mandaremos nossas principais partidas. Sendo assim, não há desculpa para não lotarmos o Pacaembu na quinta-feira.

Até nosso treinador, aquele que tanto queríamos comandando nossa esquadra, já fez o seu apelo. Então, vamos ou não responder ao chamado?

Jogo das Barricas – 3ª. Edição

Para economizar tempo, vai o link da chamada e as instruções para os Palestrinos que querem reparar o erro histórico de termos um dia ajudado, através de esmola, a sobrevivência de uma nefasta instituição.

III Jogo das Barricas

A reparação histórica

2010

Além disso, enfrentaremos nossos maiores rivais em uma partida de futebol, teremos churrasco, cerveja, poker; e é valendo taça.

Tsunami Verde

Eis o link da página do Tsunami Verde/2010, evento que ocorre já há alguns anos que serve para celebrarmos nossa Palestrinidade. Participem, e no dia 26 vamos colorir o mundo de verde e branco. Parabéns Palmeiras.

Página odicial do Tsunami Verde/2010

Festa de Aniversário não-oficial do Palmeiras

Tomo a liberdade de reproduzir o e-mail do amigo e Palestrino de primeiro time, Felipe Giocondo, um dos organizadores da Festa de Aniversário não-oficial do Palmeiras, que é o ponto alto das comemorações do aniversário de nosso glorioso Palestra, dando as coordenadas e convidando a nós, os torcedores – maiores responsáveis por manter a mística Palestrina viva, para comemorarmos mais o aniversário de nosso amado Palmeiras. Vai ter música, comida, bebida, transmissão do jogo do Palmeiras… Enfim, lá estaremos para comemorar a data, contar histórias das arquibancadas e, quem sabe, nos encontrarmos com algum ídolo do passado. Eis o e-mail do Giocondo:

Amigos,

Assim como fizemos no ano passado, estamos organizando a Festa de Aniversário não-oficial do Palmeiras. Os que tiveram a oportunidade de estar presente em 2009, no ‘Bar Boleiros’, se lembram que foi um evento carregado de muita Palestrinidade, música e boas vibrações.

A idéia deste ano é similar, mas em uma escala maior. Além da tradicional roda de samba (a confirmar o grupo), teremos a transmissão do jogo do Palmeiras no telão (Palmeiras X Galo, em MG), em um lugar mais amplo e, esperamos, com mais torcedores. Ano passado chegamos perto dos 200, este ano o local comporta 400 com conforto.

Estamos convidando ex-jogadores para participar novamente. No ano passado tivemos a presença de Cesar Maluco e do ex-goleiro Gilmar. Mas como as presenças nunca são 100% garantidas, optamos por não divulgar ainda. O importante é que todo Palmeirense se sinta a vontade, em um ambiente familiar e possa compartilhar com os amigos a emoção da data, e eventualmente reencontrar grandes ídolos.

Feita as devidas apresentações do evento, fica aqui o convite para que compareçam e divulguem aos amigos também. Pedimos apenas que confirme a ida no e-mail palmeiras96anos@yahoo.com.br. Queremos ter algum controle sobre o número de convidados previstos.

A festa será dia 29/08, com entrada a R$ 15. Aos que quiserem e puderem divulgar em seus blogs/sites, fica desde já o agradecimento pela colaboração. Como é um evento não-comercial, dependemos do boca a boca para divulgação. A ‘Ponto Verde’ está nos apoiando, assim como no ano passado com sorteio de produtos do Palmeiras etc, e qualquer outro auxilio para engrandecer a festa é muito bem vindo.

Confiram no link o vídeo do ano passado: http://www.youtube.com/watch?v=k3jyDo00ASc

Obrigado a todos e contamos com sua presença. A organização é de um grupo de amigos sócios do clube.

Convite

Clique na imagem para vê-la em tamanho original

Bem, vamos fazer a nossa parte. Seja para levarmos o Palmeiras à próxima fase da Copa Sulamericana; bem como, para mostrarmos ao mundo o nosso amor pelo Palmeiras.

Estão todos convocados.

Forza Palestra!!!


Verdades

16/07/2010

O jogo de ontem à noite no Pacaembu, uma de nossas casas pelos próximos dois anos, mostra claramente (claro como mil sóis, como dizia meu professor de filosofia na graduação) que no Palmeiras as verdades são sempre mais verdadeiras.

A primeira delas é que alguém, aquele que controla o clima lá pelo reino dos céus, não deve simpatizar muito com o torcedor Palmeirense. Afinal, foram quarenta dias de intervalo para a Copa do Mundo; nesse tempo houve quarenta dias de um ‘veranico’ que elevou a temperatura a níveis aceitáveis para um país tropical, quarenta dias de estiagem, nenhuma gota de chuva. Porém, foi só se reiniciar o campeonato brasileiro, foi só o Palmeiras voltar a jogar na capital de todos os paulistas para que o frio, acompanhado de uma fina garoa e – mais tarde – de uma incessante chuva, não nos deixasse esquecer que o Palmeiras estava em campo.

Outra verdade é que a nossa torcida é ‘ídolo dependente’. Jogadores tendo novamente os nomes cantados pela massa alviverde, incentivo durante os noventa minutos e aplausos até em tiros de meta e gols perdidos mostram, também claramente, que somente quando há uma intensa sintonia entre aqueles que vestem a camisa no campo e aqueles que as vestem nas arquibancadas é que a coisa dá liga no Palmeiras; é somente assim que o Palmeiras volta a ser Palmeiras, é dessa forma que retomaremos nossa trajetória de vitórias e conquistas. Ontem, lá estava Kleber apanhando, batendo e suando a camisa; ontem, lá estava a torcida que canta e vibra mostrando para seus guerreiros que não pedimos nada além de entrega, de comprometimento. A nossa parte, quando somos retribuídos em campo, nós fazemos.

Para aqueles que culpavam a torcida pelas vaias aos falsos ídolos ontem foi um dia de lição. A torcida do Palmeiras incentiva – já o fez até a jogadores medianos – aqueles que se vestem do espírito Palestrino em campo.

Outra verdade é que há no futebol figuras que transcendem o bem e o mal, o bom e o ruim. Felipão é uma delas. Ele é o ídolo no banco de reservas (ontem nos camarotes), aquele que entende o futebol em sua essência, que sabe que aqueles noventa minutos representam uma batalha, onde suor e sangue devem ser deixados no campo, sabe que o torcedor de futebol é o motivo da existência daquilo tudo que ele e seus comandados se propõe a fazer. Isso é futebol e Felipão entende disso como ninguém.

A última verdade que compreendi ontem, e que queria apontar, é que somos muitos; porém, somos uma família que se conhece, se respeita e se reconhece. Mudou a casa, mas lá estavam todos presentes, como que se tivéssemos sidos transportados automaticamente, mas nos mantivemos nos mesmos lugares que sempre estivemos. Ontem, lá estavam quase todos os amigos que conquistei nesses quase 20 anos de Palestra Itália; todos em seus postos, todos em suas mesmas posições. O que era antigamente na curva do placar – lá no Palestra, ontem foi na curva dos portões de entrada do Pacaembu. Todos, quase que sem exceção lá estavam. Por isso, não me senti um estranho naquele local, afinal mesmo que não nos queiram – criam diversas dificuldades, quem sabe para ver se alguém desiste – lá estaremos, agora no Pacaembu, daqui a dois anos em nossa nova casa. Podem escrever.