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Lançamento do livro “Dossiê – Unificação dos Títulos Brasileiros”

23/09/2011

O polêmico Dossiê que gerou a Unificação dos Títulos Brasileiros será lançado segunda-feira, no Museu do Futebol

O polêmico “Dossiê – Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959”, de José Carlos Peres e Odir Cunha, que conseguiu o reconhecimento dos campeões brasileiros de futebol desde 1959, será lançado na segunda-feira, 26 de setembro, a partir das 19 horas, no Museu do Futebol, no Pacaembu.

Além dos autores, confirmaram a presença os presidentes de Santos, Luis Álvaro Ribeiro, e Palmeiras, Arnaldo Tirone, além dos ex-presidentes Marcelo Teixeira e Luiz Gonzaga Belluzzo. Muitos ídolos dos dois times também estarão presentes, entre eles Ademir da Guia, César, Dudu, Leivinha, Clodoaldo, Pepe, Edu, Coutinho, Dorval e Lima.

Uma mesa redonda sobre o assunto será realizado no auditório do Museu. Estão confirmados os jornalistas e escritores Mauro Beting, Paulo Vinicius Coelho e Celso Unzelte, além de Roberto Avalonne.

Site: Dossiê do Brasileirão

Twitter: @Dossieunifica

Facebook: Dossiê – Unificação dos Títulos Brasileiros

[off]Livro

26/03/2010

FUTEBOL NO PAÍS DA MÚSICA

Fonte das informações:  livrosdefutebol.com

Sinopse:

O jornalista Beto Xavier conta a história do casamento da música com o futebol. Entrevistas com jogadores e músicos, trechos de canções e uma extensa pesquisa recheiam as histórias que traçam paralelos entre as duas maiores paixões nacionais.

Leia abaixo o depoimento do jornalista Ruy Carlos Osterman sobre o livro:

Faz pouco mais de um século que o futebol se popularizou e, assim, se aproximou do que já estava havia muito tempo no domínio gostoso do povo – a música popular brasileira de origens africana e açoriana, e que logo passou a ter influências europeias. Mesmo provinda, em alguns casos, de ritmos não tão populares como a polca, a música sempre foi popular. Mas a música da elite era outra, de outro ritmo – a erudita.

Mas que estou eu a falar do que não entendo se não por gosto e admiração?! É que este livro de Beto Xavier, que faz detida e definitiva pesquisa sobre futebol no país da música, é um esforço em prol de identificar na cultura popular brasileira os seus verdadeiros traços de permanência e valor.

A música antecede em tudo o futebol, que foi uma invenção dos colégios ingleses para melhor preencher os grandes intervalos com a prática de uma formidável pelada: todos contra todos, cada um pela mínima glória de ao menos chutar ou entrever-se com o que chamavam de bola – na verdade, um objeto pequeno, arredondado, e que na sua crescente tecnologia ganhou uma cobertura de couro fechada até chegar a uma câmara de borracha cheia de ar e fechada por ventil.

Charles Miller, bem citado pelo autor na sua importância histórica, retornando da Inglaterra, trouxe duas bolas de futebol e passou a jogar o esporte em campos de críquete. Logo seus amigos de classe média aderiram à prática. Os que jogaram o primeiro futebol eram filhinhos-de-papai, mas logo o futebol se popularizou. A bola, os chutes, a correria e a alegria de jogar junto seduziram os meninos pobres e descalços das ruas adjacentes aos campos.

Deu-se então a grande inversão: o público passou a ser formado por homens e mulheres bem vestidos, enquanto os jogadores eram de camadas pobres da população. Estes tinham mais tempo para jogar e uma inata vocação.

O futebol tornou-se uma obra coletiva de encanto, arte e inigualável entretenimento. Chegou onde a música já estava com chorinhos, lundus, canções e sambas, e um se tornou dependente do outro em muitos sentidos.

A investigação de Beto Xavier destaca esses gradativos encontros e demarca um crescimento e uma importância que já bem se pode afirmar que um é também o outro.

Fazia falta um registro sério e comprometido como esse de Futebol no país da música até para reabilitar mais uma dimensão cultural desse nobre esporte, aparentemente desprovido de grandeza e significado segundo a miopia elitista de muitos intelectuais ainda aborrecidos com o que não seja uma reflexão por escrito (Ruy Carlos Ostermann, jornalista)

Sobre o autor:

BETO XAVIER nasceu poucos meses depois de o Brasil conquistar o bicampeonato mundial no Chile, no mesmo ano em que Elza Soares e Garrincha começaram um tórrido romance. Passou a infância e adolescência em Três Lagoas (MS), jogando bola e ouvindo muita música, principalmente brasileira, no rádio e no toca-discos. Em 1981, ano do primeiro título nacional do Grêmio, seu clube do coração, foi para Bauru (SP), cidade onde Pelé marcou seus primeiros gols. Lá cursou Jornalismo, trabalhou no rádio e na televisão, colaborou em jornais e revistas e apresentou vários festivais de música. Ainda na década de 1980, época da efervescência do pop rock nacional, passou algumas temporadas na capital paulista, trabalhando como comunicador e produtor de rádio. Em 1994, duas semanas após o Brasil conquistar o tetracampeonato mundial, mudou-se para Florianópolis, para trabalhar no Grupo RBS, e por lá ficou até a segunda Copa da Alemanha, em 2006. A partir daí passou a morar em Porto Alegre (RS), cidade que ama e frequenta, por questões afetivas e atávicas, desde os tempos em que ainda não havia nenhuma estrela ornamentando o escudo do tricolor gaúcho. Com 28 anos de profissão, tem em seu currículo funções como repórter esportivo, apresentador de rádio, editor de TV, redator jornalístico e produtor de eventos culturais. Futebol no país da música é seu primeiro livro.

Outras informações:

Autor: Beto Xavier

Dimensões: Altura: 24 cm • Largura: 17 cm

Informações Complementares: Páginas: 276 • ISBN: 978-85-88948-82-2 • Editora: PANDA BOOKS

Capa: