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[off]Livro

26/03/2010

FUTEBOL NO PAÍS DA MÚSICA

Fonte das informações:  livrosdefutebol.com

Sinopse:

O jornalista Beto Xavier conta a história do casamento da música com o futebol. Entrevistas com jogadores e músicos, trechos de canções e uma extensa pesquisa recheiam as histórias que traçam paralelos entre as duas maiores paixões nacionais.

Leia abaixo o depoimento do jornalista Ruy Carlos Osterman sobre o livro:

Faz pouco mais de um século que o futebol se popularizou e, assim, se aproximou do que já estava havia muito tempo no domínio gostoso do povo – a música popular brasileira de origens africana e açoriana, e que logo passou a ter influências europeias. Mesmo provinda, em alguns casos, de ritmos não tão populares como a polca, a música sempre foi popular. Mas a música da elite era outra, de outro ritmo – a erudita.

Mas que estou eu a falar do que não entendo se não por gosto e admiração?! É que este livro de Beto Xavier, que faz detida e definitiva pesquisa sobre futebol no país da música, é um esforço em prol de identificar na cultura popular brasileira os seus verdadeiros traços de permanência e valor.

A música antecede em tudo o futebol, que foi uma invenção dos colégios ingleses para melhor preencher os grandes intervalos com a prática de uma formidável pelada: todos contra todos, cada um pela mínima glória de ao menos chutar ou entrever-se com o que chamavam de bola – na verdade, um objeto pequeno, arredondado, e que na sua crescente tecnologia ganhou uma cobertura de couro fechada até chegar a uma câmara de borracha cheia de ar e fechada por ventil.

Charles Miller, bem citado pelo autor na sua importância histórica, retornando da Inglaterra, trouxe duas bolas de futebol e passou a jogar o esporte em campos de críquete. Logo seus amigos de classe média aderiram à prática. Os que jogaram o primeiro futebol eram filhinhos-de-papai, mas logo o futebol se popularizou. A bola, os chutes, a correria e a alegria de jogar junto seduziram os meninos pobres e descalços das ruas adjacentes aos campos.

Deu-se então a grande inversão: o público passou a ser formado por homens e mulheres bem vestidos, enquanto os jogadores eram de camadas pobres da população. Estes tinham mais tempo para jogar e uma inata vocação.

O futebol tornou-se uma obra coletiva de encanto, arte e inigualável entretenimento. Chegou onde a música já estava com chorinhos, lundus, canções e sambas, e um se tornou dependente do outro em muitos sentidos.

A investigação de Beto Xavier destaca esses gradativos encontros e demarca um crescimento e uma importância que já bem se pode afirmar que um é também o outro.

Fazia falta um registro sério e comprometido como esse de Futebol no país da música até para reabilitar mais uma dimensão cultural desse nobre esporte, aparentemente desprovido de grandeza e significado segundo a miopia elitista de muitos intelectuais ainda aborrecidos com o que não seja uma reflexão por escrito (Ruy Carlos Ostermann, jornalista)

Sobre o autor:

BETO XAVIER nasceu poucos meses depois de o Brasil conquistar o bicampeonato mundial no Chile, no mesmo ano em que Elza Soares e Garrincha começaram um tórrido romance. Passou a infância e adolescência em Três Lagoas (MS), jogando bola e ouvindo muita música, principalmente brasileira, no rádio e no toca-discos. Em 1981, ano do primeiro título nacional do Grêmio, seu clube do coração, foi para Bauru (SP), cidade onde Pelé marcou seus primeiros gols. Lá cursou Jornalismo, trabalhou no rádio e na televisão, colaborou em jornais e revistas e apresentou vários festivais de música. Ainda na década de 1980, época da efervescência do pop rock nacional, passou algumas temporadas na capital paulista, trabalhando como comunicador e produtor de rádio. Em 1994, duas semanas após o Brasil conquistar o tetracampeonato mundial, mudou-se para Florianópolis, para trabalhar no Grupo RBS, e por lá ficou até a segunda Copa da Alemanha, em 2006. A partir daí passou a morar em Porto Alegre (RS), cidade que ama e frequenta, por questões afetivas e atávicas, desde os tempos em que ainda não havia nenhuma estrela ornamentando o escudo do tricolor gaúcho. Com 28 anos de profissão, tem em seu currículo funções como repórter esportivo, apresentador de rádio, editor de TV, redator jornalístico e produtor de eventos culturais. Futebol no país da música é seu primeiro livro.

Outras informações:

Autor: Beto Xavier

Dimensões: Altura: 24 cm • Largura: 17 cm

Informações Complementares: Páginas: 276 • ISBN: 978-85-88948-82-2 • Editora: PANDA BOOKS

Capa:

[off] Música

21/03/2010

Me cansei de falar apenas sobre futebol. Esse time do Palmeiras não me inspira nada mais. Talvez seja a sensação de impotência. Fossemos organizados realmente, como quer o promotor e a imprensa, nos reuniríamos hoje e tomaríamos uma atitude extremada, daquela que a mídia adora para rechear suas páginas de esporte. Mas não somos assim. Gostamos de futebol, amamos o Palmeiras, mas ele ultimamente nos mantém, além de na inanição, em um estado de catalepsia.

Por isso, talvez, a falta de atualização da maioria dos Blogues Palestrinos. É resultado de jogo aqui, análise tática ali, mas nada de críticas e opiniões mais aprofundadas. Somos hoje, retratos do que é nosso time: um “catadão”. Assim preciso de alguma forma manter meus fiéis leitores.

Então, vou – aos poucos – criando alternativas para a falta de inspiração do blogueiro. Aliás, fruto de um time que não inspira nada, apenas o medo do descenso. A partir de hoje, então, crio um [off] relacionado à música. Não aquela do circuito, mas uma alternativa, daquelas que o leitor, com certeza, buscará mais referências.

Dessa forma, quando o Palmeiras e o futebol não me inspirarem, ou o fizer de maneira que eu tenha raiva, posto aqui música.

Então, vamos lá. Vai ser assim:

[off] Música

Israel Kamakawiwo’ole

Cantor havaiano muito popular no seu estado (onde continua sendo mesmo depois de sua morte). Usava também o nome “Braddah IZ”.

No Havai, de onde é oriundo, sempre foi famoso não só pela música, mas pelas letras que exprimiam o amor pela sua cultura e raízes (Israel era descendente de uma linhagem pura de nativos havaianos). Também nunca ocultou a sua posição a favor da independência do Havai e de defesa dos direitos dos havaianos.

Um de seus álbuns mais famosos foi “Facing the Future”, de 1993, trabalho que o lançou para a fama mundial, onde consta o tema “Over the Rainbow/What a Wonderful World”, uma versão que mistura dois clássicos da música dos E.U.A.: “Somewhere Over the Rainbow”, do filme “O Mágico de Oz”/”O Feiticeiro de Oz”, e “What a Wonderful World”, onde apenas se ouvem a sua voz suave acompanhada pelo seu ukelele, que rapidamente se tornou um êxito mundial e que lhe rendeu vários prémios. Esta música aparece em diversos episódios de séries norte-americanas como Cold Case e E.R; também foi trilha dos filmes, Meet Joe Black (Encontro Marcado, de 1998), Finding Forrest (Encontrando Forrest, de 2000) e, mais recentemente, 50 First Dates (Como se fosse a primeira vez, de 2004).

Ao longo da sua carreira musical, Iz debateu-se com muitos problemas de saúde relacionados com o seu peso excessivo chegando a pesar 343 kg, para um corpo com 1,88m. Aos 38 anos, faleceu devido a problemas respiratórios causados pela obesidade mórbida.

Em todos os cantos do Havai, ainda se escuta a música dele, pois criou um estilo contemporâneo da música tradicional havaiana.

Busquem na internet, no youtube, mais músicas do IZ, vale a pena.

Ah! Em tempo: fora Cipullo, você e a atual diretoria são os maiores cabos eleitorais do nefasto.

Escrevam: Palmeiras brigando para não cair no Brasileirão;  Piraci e a lista negra de volta ao Verdão!