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Alô diretoria!

01/04/2013

Na linha de dar voz aos jovens Palestrinos eis mais um deles. Hoje é o Felipe Duchene manda seu recado à diretoria.

Diretoria,

Eu e todos os torcedores estamos cansado de ver o time como está, precisamos de novos jogadores com mais técnica e vontade!

A Sociedade Esportiva Palmeiras é um clube muito grande, com muita tradição, história, glórias e títulos para estar vivenciado a situação atual!

Nossa torcida, acostumada a festejar com títulos e grandes vitórias, atualmente está chorando com placares adversos como foi a goleada que sofremos do Mirassol e com partidas sofridas e ruins!

PRECISAMOS de jogadores que representam o Palmeiras dentro de campo, mostrando vontade, dedicação e que honrem a camisa com orgulho e com títulos!

Palavra das crianças I

28/03/2013

Mais um texto de um Palmeirense, esse também com treze anos, 13.  Agora o Guilherme Duchene dará o seu depoimento sobre esse momento.

O que dizer da derrota do Palmeiras para o Mirassol por 6×2?

Bom, não tenho nem palavras pra fala sobre a derrota do Palmeiras, mas vou tentar.

Com a grandeza que tem o Palmeiras, com mais de 15 milhões de torcedores, não pode tomar uma goleada assim, do jeito que foi, para o time que nem na serie B do brasileiro está.

Em 13 anos que estou vivo vi o Palmeiras ganhar um paulista e uma copa do Brasil, mais nada. O resto foi só zuacão de amigos bambis, gambá etc.

E as contratações? Ainda não vi nenhuma boa. E o que dizer da troca do Barcos por uns caras sem futuro nenhum no futebol?

E o que dizer do Paulo Nobre que enquanto o Palmeiras tava perdendo pro Mirassol estava em Londres tirando fotos com jogares?

Pra fala mal da torcida organizada ele fala no dia, na hora, mas na hora de falar do time ele não fala.

E o Valdívia que está a 100 jogos fora, o Paulo nada fala, enquanto o Palmeiras ta jogando ele se diz “machucado” e fica indo pras baladas e enchendo a cara.

Com sua grandeza o Palmeiras que estava acostumado a nos dar alegrias, nos últimos anos não está dando nenhuma QUEREMOS JOGADOR QUE HOERREM A CAMISA!!!

 

Resgatemos o Palmeiras, não para a gente, mas pelo menos para os meninos(as).

Palavra das crianças

28/03/2013

Eis o desabafo de uma criança, de um menino Palmeirense de treze (13) anos. Ou cuidamos do Palmeiras ou perderemos essas crianças:

Não sei o que acontece. Gente, perdemos de 6 X 2 do Mirassol, pelo amor de Deus, isso jamais deveria ocorrer na nossa história. Agora isso só vai ser mais um motivo de zoação para nós e vai ser uma mancha enorme na história do Palmeiras.

Realmente vocês devem tomar uma atitude. Tenho 13 anos e gostaria de ver um dia pelo menos um time como vocês viram de 92 a 99. Mas, hoje sei e tenho plena consciência de que vai demorar muitos e muitos anos para o Palmeiras voltar a vencer como era em 93, 94 e etc…

Tá ai o que eu penso.

Palmeiras o nosso sentimento nunca irá se acabar.

(Bruno Borghese)

Não preciso dizer mais nada.

O pesadelo do “ano que vem”!

18/03/2013
Por: Vinicius Borghese (@viniborghese)
Recuso-me a escrever qualquer coisa sobre o jogo, o time ou o treinador. Apenas lembrar que cobraram R$ 80 o ingresso para a torcida visitante em um dos piores estádios que existe e nossa Diretoria nada fez a respeito… segue o jogo…O que me motiva a escrever são 15 milhões de torcedores da SEP.

Somos poucos os envolvidos no clube politicamente ou que tem contatos para saber a REAL situação financeira do clube, os demais torcedores buscam informações na imprensa em geral. O que se lê é o mesmo conteúdo em palavras diferente:

A SEP NAO TEM DINHEIRO, vamos conter despesas, montar um time dentro das possibilidades e no ano seguinte… aliás este termo “ano seguinte” é o pesadelo de todo Palestrino. É a certeza de que mais um ano irá passar e nada vai acontecer.

Assistimos calado ás primeiras decisões da Diretoria, demissões, empréstimo de jogadores e a venda do ex-camisa 9. A venda do ex-9, seria um ótimo negocio desde que fosse concluído como o prometido, vai ele, vem cinco, caso o 5º não venha uma bela quantia em dinheiro e parte do passe do ex-9… não veio outro 9, nem dinheiro e não se fala mais no assunto. O resultado assistimos ontem, o ZAGUEIRO cobrando pênalti.

A política do “bom e barato” parece só funcionar para o Palmeiras, vemos clubes falidos contratarem jogadores de nível e a SEP sempre no “ano seguinte…”.

Quem vive o dia a dia do clube pode até entender e assimilar atitudes e contratações, mas somos muito maiores que isso, somos 15 milhões que não ligam para a dívida, para a obra, para o déficit do tênis, basquete ou qualquer outro esporte amador.

Somos 15 milhões que queremos um time descente, atitudes descentes, e o RESPEITO de volta!

RESPEITO com o torcedor que comparece todo jogo, organizado ou não, sendo o jogo em casa ou não. O TORCEDOR é seu MAIOR PATRIMONIO, não crie mais brigas ou intrigas:

COLOQUE UM TIME Á ALTURA DA SEP EM CAMPO!

A ficha da serie B ainda não caiu, não saiu à tabela, estamos disputando todos os campeonatos, quando só nos restar este time medíocre e a serie B… ah é verdade….”ano seguinte….”.

Nostra Forza!

É campeão!

12/07/2012

Fala muito

Vez por outra surge em nosso caminho, fruto de anos em que nossas diretorias – todas elas – insistem em prejudicar o Palmeiras, um e/ou outro minúsculo do futebol brasileiro que quer se comparar com o glorioso e gigante Palmeiras.

Anteontem foi o Sport e seu Hellcife; até ontem o Coritiba e seu Green Hell e o tal 6 x 0 para sempre. Ambos foram colocados em seus devidos lugares pelo Palmeiras e pelo futebol.

O Sport eliminamos da Libertadores; o Coritiba, fomos até a casa deles tomar o que era nosso de direito, a saber: o título da Copa do Brasil de 2012, aliás – só para a torcida do Coritiba se dar conta – o décimo título (corrigindo: décimo primeiro) nacional de expressão do Palmeiras, o que nos torna dentre todas as equipes brasileiras a mais vencedora.

Sofreremos outros vexames frente a outros minúsculos do futebol brasileiro, faz parte do processo, porém, e isso todos tem que saber, a diferença é que os minúsculos têm seu brilhareco e voltam para o ostracismo, o Palmeiras – o gigante – sempre bota as coisas no seu devido lugar, os grandes são assim, isso é uma lei imutável do futebol.

Poxa, mas porque o Ademir escreve isso em dia onde deveria comemorar e esquecer os adversários? Me explico. Andei lendo declaração de ‘torcedores’ do Coritiba desmerecendo o Palmeiras, o time do Palmeiras e a história do Palmeiras. Sei que a maioria da torcida Coxa Branca não pensava assim e sabia das dificuldades e da quase impossibilidade de nos derrotar, mas uma minoria, aquela que trata futebol como entretenimento, como diversão – os oportunistas – falaram muito, para esses um enorme chupa.

Inesquecível

Estive no jogo semifinal em Porto Alegree ontem na finalem Curitiba. Sãomuitos amigos de arquibancada que gostaria de citar nesse momento, mas poderia esquecer alguém e cometer injustiças, então, fica aqui meu agradecimento por me permitirem dividir a arquibancada com vocês, o que é um imenso prazer e um aprendizado sobre entrega, paixão e Palestrinidade.

Esse título nunca me sairá da memória. O que ele tem de especial, o que o diferencia dos outros? É que esse foi um título ganho apesar da diretoria. Elenco e comissão técnica se uniram para trazê-lo para o Palestra, a torcida abraçou a causa. Dessa forma o que o diferencia é isso: esse título é do time e da torcida, e de mais ninguém.

Então, torcedor Palestrino, comemorem, mas saibam que esse título nos coloca diante de uma tarefa das mais gigantes, aquela que os meninos não conseguiram cumprir, a saber: derrotar e eliminar nosso maior rival na libertadores do ano que vem. Ano que vem teremos Derby na Libertadores, e quando estamos diante disso crescemos e eles tremem.

Parabéns pelo título gigante, Forza Palestra, Avanti Palmeiras!

Concentração

10/07/2012

Não estranhem meu silêncio, ele se deve ao momento que é dos mais importantes.

Futebol não é entretenimento, diversão; futebol é guerra, e antes das batalhas o silêncio é o melhor conselheiro.

Pra cima deles Verdão, forza Palestra, todo dia eu sou campeão.

Na quinta nos falamos.

Fiquemos de olho

26/06/2012

Sim, podem dizer que sou adepto das teorias da conspiração. Mas, digam também que sou daqueles que sabem do que as pessoas são capazes. Porque, no fundo, todos sabemos que existe também o que se chama de MO – Modus Operandi, que é uma expressão em latim que significa “modo de operação”.

Nos últimos dias vimos movimento vindo de duas direções distintas que – com a decisão do Palmeiras em mandar o jogo da final da CdB na Arena Barueri – me fazem crer na teoria da conspiração, revirar a história e reconhecer que o inimigo é capaz de tudo, e que o MO deles aponta que são capazes de planos sórdidos para mostrar a sua força.

O roteiro é o seguinte: o presidente da CBF, José Maria Marin, ex-dedo duro da ditadura, conselheiro e diretor do SPFC, diz a todos os veículos de informação que gostaria que as finais da CdB e da Libertadores fossem jogadas no Morumbi, estádio pertencente a seu time do coração e onde ele é conselheiro. A imprensa, por seu turno, serviçal que é, faz eco e entra em uma campanha insana para que o Palmeiras marque o jogo para lá.

Os argumentos para um jogo no estádio Leonor vão desde o financeiro (lá cabe mais gente que no Pacaembu e em Barueri, e o Palmeiras – o SPFC também, pois cobra 12% da renda bruta – sairá lucrando com isso), passa pela dificuldade de acesso ao estádio de Barueri (como se o Morumbi tivesse facilidades) e chega no argumento do tamanho do Palmeiras (o clube estaria se apequenando – esse vindo do Palmeirense Antero Greco – por ter escolhido Barueri, um estádio que estaria aquém da tradição do ‘velho’ Palmeiras).

Dessa forma, marcando o jogo para Barueri – atendendo ao pedido de seus jogadores e comissão técnica, além de cultuar a sua história – o Palmeiras está ‘contrariando’ o presidente da CBF (e o SPFC) e a imprensa. Não devemos nos esquecer do presidente da FPF e vice presidente da CBF que, mesmo se dizendo Palmeirense, só faz nos afrontar (esse é um tema para um próximo post).

Pois bem. O presidente da CBF vem a São Paulo, visita seu clube do coração e o Corinthians, que está disputando a final da Libertadores. O Palmeiras não foi visitado. Pode ser que Marin fez isso para se preservar, mas é certeza que o fez para mostrar ao Palmeiras que ele está fazendo tudo errado. Logo a seguir, o Palmeiras solicita o adiamento de seu jogo contra a Ponte Preta – o Santos pedirá o adiamento de 5 ou seis jogos por ter jogadores convocados para a seleção e o Corinthians alguns por estar na final da Libertadores. Ao que parece todos terão seus pedidos atendidos na íntegra, menos o Palmeiras. Nosso pedido foi atendido parcialmente – nosso jogo foi adiado (transferido, no caso) para 24 horas depois, isso mesmo, o jogo foi adiado em 24 horas.

O zagueiro Henrique foi expulso e será julgado pelo STJD, a súmula do juiz é um atentando contra a inteligência do torcedor. Lá o árbitro do jogo relata que o expulsou porque ele foi em direção ao atleta adversário de forma acintosa, sendo que o time do Grêmio cometeu esse acinte contra o árbitro o jogo todo e não teve ninguém expulso por isso.

Pois bem, cheguei onde queria. Estou DENUNCIANDO, sem provas, mas baseado no MO dos envolvidos, que Henrique será suspenso e não jogará nenhum dos dois jogos das finais. Que o Palmeiras será prejudicado pela arbitragem lá em Curitiba – um daqueles que sabem fazer o serviço será escalado, PCO seria o ideal, mas esse daria muito na cara; então, Vuadem talvez seja o escolhido.

Senhores, saibam – muito sabem – que quem serviu à ditadura, quem já tentou nos destruir e até roubar nosso estádio (mudamos de nome por conta deles) é capaz, e muito, de prejudicar a algum clube (o Palmeiras com maior prazer, afinal somos os italianinhos) para mostrar quem manda.

Fiquemos de olho, e que nossa diretoria a qualquer sinal nessa direção tome uma atitude e denuncie. Chegou a hora de não perdermos nos bastidores.

Forza Palestra!

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revisado em 27/06 – 12:12 (hora de São Marcos).

Orgulho!

15/06/2012

Não escreverei sobre o jogo de quarta-feira no Olímpico, sobre nossa vitória, sobre a superação de nosso elenco, sobre a jornada de Felipão do nosso técnico. Tampouco falarei sobre a minha saga pessoal ou de tantos outros que lá estiveram para empurrar o time e o fizeram de maneira heróica. Tudo isso já foi dito e escrito aqui, aqui, aqui

Quero falar para a diretoria do Palmeiras, essa que tanto judia de nossa torcida, não sobre mais uma sacanagem com a torcida que, apenas dois dias após nossa heróica vitória (em campo e na arquibancada) lá no Olímpico, é presenteada com um aumento de 100% no valor dos ingressos no setor azul. Quero dizer que – como no filme – ‘basta construir o campo que eles (nós) virão’. E se não construírem não destruam (atrapalhem).

Fazia tempo que não via o Palestrino com essa expressão vencedora, de esperança, mobilizado. Fazia tempo que não via a torcida a fim de apenas apoiar o seu time e deixar de lado qualquer outro sentimento (raiva, ressentimento, disputas internas, cornetagem) que não seja o de alcançar o objetivo maior: ganharmos (isso mesmo, no coletivo – time e torcida) mais um título. E não é qualquer título é o segundo em importância dentro de nosso país.

Isso mostra a grandeza do Palmeiras que, infelizmente, nossos dirigentes ainda não perceberam, ou se perceberam fingem ignorar, ou se não ignoram tentam destruir através do pensamento pequeno, da picuinha, do jogo político mesquinho (não o da grande política, essa sim legítima). A grandeza do Palmeiras reside em sua torcida, seu maior patrimônio, não em dirigentes que só pensam em seus egos e em seus bolsos.

Mas, nem sobre isso quero falar também, esses pobres diabos que dirigem o Palmeiras não merecem nem serem citados em dias gloriosos.

O que quero falar é sobre algo singelo. O que quero falar é que hoje vi um garoto na rua, deve ter no máximo uns 13 anos de idade. Ele estava com a camisa do Palmeiras. O que há de estranho nisso, já que eu estou com a camisa do Palmeiras, que todos os dias encontramos diversas pessoas, de diversas idades, trajando o manto sagrado? A expressão, a alegria estampada nos olhos, o orgulho de trajar essa camisa. Não que o orgulho de ser Palestrino tenha desaparecido, muito pelo contrário, porém ele (o orgulho) andava meio em baixa, somente aparecendo em momentos históricos. Desde quarta-feira ele voltou a ser estampado no sorriso, nos olhos, na face de cada Palestrino.

Como eu disse no começo da semana, antes da vitória, o importante para a gente não é ganhar sempre, mas sempre estar disputando, brigando com os grandes, chegar sempre, ganhar um – perder outro – mas, repito, freqüentar o banquete dos gigantes.

Quarta-feira resgatamos um pouco desse orgulho adormecido, mostramos o peso de nossa camisa e revivemos nossos grandes momentos. Não sei se ganharemos ou perderemos na próxima quinta, se ganharemos ou perderemos um título aqui e outro acolá, o que quero é disputá-los feito gente grande – como sempre fizemos.

Que festa bonita em “porco alegre”, torcida que canta e vibra.

Forza Palestra!

Chega Felipão!

23/04/2012

Nunca achei o Felipão um estrategista, pelo contrário, seus times – via de regra – vencem na bacia das almas, jogando feio, com sistemas de jogo bastante simples.

Também não acho o atual técnico do Palmeiras ultrapassado, mesmo porque o sistema adotado por ele no Palmeiras é idêntico ao jogado pelo São Paulo – só para ficar nesse exemplo – nos três últimos títulos ganho pelo time Leonor com Muricy Ramalho no comando.

O sistema adotado por ambos podem não agradar as pessoas, porém não dá para dizer que ele não exista e que é ultrapassado.

Já me indispus com vários amigos na defesa da Felipão. Para muitos amigos meus – a maioria, diria – o Palmeiras tem que jogar com menos volantes, ser mais ofensivo, jogar bonito. Tenho uma visão diferente do futebol. Para mim pouco importa se o time joga com um, dois ou dez volantes, o importante para mim é que os que lá estão honrem a camisa que estão vestindo e que o time faça o simples: vença os jogos, ganhe um campeonato ou outro.

Para mim teríamos um time vencedor com um comandante estilo Luis Felipe Scolari. Felipão sempre primou por ser duro com os boleiros dentro de campo, mas conseguia uni-los em torno de um ideal: vencer; construindo times, famílias. Essa, para mim, a maior falha de Felipão, ou seja, naquilo que ele é bom ele falhou. Dessa forma, não há mais – em minha opinião – a necessidade de manter Felipão à frente da coordenação técnica do Palmeiras.

Não questiono o comandante do Palmeiras por seu salário, não questiono pelo time jogar feito, não o faço por conta da falta de sistema de jogo (mesmo porque ele o tem). O cobro por falhar na montagem de equipes com alma, que lutem e honrem nossas tradições. Nisso, na falta dessa família, desse time, ele falhou ontem e vem falhando desde o ano passado. Ou alguém acha que aquela derrota humilhante para o Coritiba foi normal?

Meu pai, ao final de 2009 (o ano que insiste em não acabar) me disse que aquele elenco deveria ser todo demitido, pois não se perde um campeonato daquela forma se não há ‘igrejas’ no elenco. Para ele até Marcos deveria ter saído (se vocês acham que eu sou corneta é porque não conhecem meu pai).

Pois bem, exageros de meu velho à parte, aquele elenco deveria ter sido desmontado mesmo. Mas, porque estou falando daquele elenco? Falo porque esse atual elenco tem muitos jogadores remanescentes daquele fiasco contra o Coritiba e deveria, na época, ter sido desmontado também.

Bem, minha opinião é a seguinte: que a diretoria demita o atual treinador que vem falhando naquilo que tinha de melhor, e que haja uma reformulação nesse elenco a começar pelo atual guarda metas.

É inadmissível que sempre que aconteça um momento de decisão ele falhe. Foi assim contra o SCCP na semi do ano passado, foi assim ontem por três vezes. O bom goleiro é aquele que mesmo falhando assume seu erro, dá a volta por cima e no mesmo jogo – se preciso for – vai lá e resolve a parada. Pois bem, nosso guarda metas é tudo isso ao contrário, pois ele falha e se desestabiliza, levando insegurança para o restante do time.

Estou dizendo que a culpa da eliminação é do Felipão? Sim, Felipão é o culpado por todas as nossas eliminações, porque nelas – a maioria – tem um fator determinante: a falta de comprometimento do time. Não falta de futebol, mas de comprometimento com a causa.

Estou dizendo que a culpa da eliminação é do Deola? Sim, porque como eu disse é inadmissível que um time com a história do Palmeiras, e que conta com a tal ‘escola de goleiros’, tenha em sua meta um cara que falhe constantemente, que não saiba sair do gol, que se desestabilize à primeira falha. Não, não irei chamá-lo de Horácio, pois até isso já está ficando chato.

Poxa, dirá o amigo leitor, mas só o Felipão e o Deola? Não, meu caro leitor, o time todo, mas esses dois são o que de mais representativo temos dos últimos fracassos de nossa equipe: um que falha dentro e outro que falha fora de campo. Por mim haveria, como já disse, uma reformulação total do elenco. Aliás, deveria haver uma reformulação total do Palmeiras, a começar pelos nossos dirigentes.

Por fim, na quarta-feira teremos a sequência da Copa do Brasil. Primeiro jogo no Paraná e depois um jogo aqui, pelo jeito na Arena Barueri, por pedido de nosso técnico, pois – segundo ele – o Pacaembu não é nossa casa, e os jogadores e a comissão técnica não se sentem bem lá. Sobre isso tenho a dizer o seguinte ao senhor Luis Felipe Scolari: quem não se sente bem no Pacaembu, aliás, quem não se sente bem em cancha alguma ultimamente é a torcida do Palmeiras, por conta desses jogadores e dessa comissão técnica.

Chega Felipão!

Fora Deola!

PALMEIRAS: UM FENÔMENO NO RIO

21/03/2012

Via: Buteco do Edu, do amigo @edugoldenberg

Há tempos que estou para escrever sobre o assunto que hoje me traz aqui, ao balcão. Há tempos. É testemunha disso meu irmão paulista, o fabuloso homem da barba amazônica, Fernando José Szegeri. Eu já comentei com ele, algumas vezes, em diversas oportunidades, sobre esse troço que, quero confessar, não compreendo bem. Talvez saibam dar uma explicação para o fenômeno os estudiosos do assunto, como Luiz Antonio Simas, como Bruno Ribeiro, como o próprio Fernando José Szegeri (notem que escrevi, sem qualquer peso na consciência, o nome completo desses três grandes brasileiros, amantes do futebol). Como o Ivan Soter, que não me lê mas que poderia ser provocado por um de meus poucos mas fiéis leitores (assim quero crer), Rodrigo Ferrari, o Folha Seca, que tem acesso ao Ivan como um padre à sacristia. Dito isso, em frente.

Sei que a afirmação que farei (e que é fruto de uma observação diária e que já dura anos!) incomodará a alguns de meus leitores de São Paulo. Consigo ouvir daqui os protestos dos corinthianos ClaudioFavelaJulio Vellozo eLeonor Macedo (em ordem alfabética para não ferir suscetibilidades), consigo ouvir os são-paulinos Dado e José Szegeri (pai do homem da barba amazônica) bradando contra mim, consigo ouvir a chiadeira do Gordo, santista desde criança – não dá pra citar todo mundo, pô!. Consigo, mesmo, saber que vou criar polêmica – mas o que vou lhes contar, meus poucos mas fiéis leitores, é a mais pura expressão da verdade.

Antes, pausa: terminei esse parágrafo e uma dúvida me acomete… Será mesmo, o Favela, torcedor do Corinthians? O Favela é tão apaixonado pelo futebol de várzea que, pra mim, e dentro de mim, ele é Anhangüera, apenas Anhangüera.

Todos os dias – eu disse TODOS, com a ênfase szegeriana – eu esbarro com pelo menos uma pessoa envergando, orgulhosa, a camisa do Palmeiras. E eu disse “pelo menos uma” porque às vezes – estou sendo preciso do início ao fim – eu esbarro com duas, três, quatro, cinco camisas do Palmeiras, no mesmo dia, em horários e locais diferentes.

Ontem, por exemplo, estava eu almoçando no local de sempre, numa modesta galeria comercial em Laranjeiras, quando sentou-se diante de mim um sujeito com uma camisa do Palmeiras, antiga, da Adidas, com patrocínio da Coca-Cola, um clássico! Eu estava justamente terminando de almoçar. Levantei-me, fingi que estava fazendo uma ligação e – clique! – fotografei a camisa do caboclo. Fotografia feita, vali-me das tecnologias que mal-domino e mandei o flagrante para o homem da barba amazônica (foto abaixo).

camisa do Palmeiras no Rio de Janeiro, fotografia de Eduardo Goldenberg, pelo celular

Em segundos, estrilou meu celular. Eu, com o humor preparado pelo BINA, fui eufórico:

– Fala, mano!

E ele, pela primeira vez eufórico em muitos anos:

– Escreva sobre isso! Escreva sobre isso! É chegada a hora!

Eu ia começar a responder quando ele continuou:

– Antes que eu me esqueça…

– Diga.

– Sabe se aquele cara, o Rodrigo, já emoldurou meu autógrafo?

– Não…

Ouvi uma fungada – algo como um princíprio de chôro ou mesmo um simples muxôxo – e ele continuou:

– Voltando ao assunto…

– Diga.

– Escreva, Edu! Quando eu conto ninguém acredita!

E eu, prometendo a ele que o faria, disse:

– O.K.! Pode deixar. Amanhã mesmo!

Despedimo-nos efusivamente e eis-me aqui cumprindo minha palavra (eu cumpro a palavra que empenho).

Eis o que eu queria lhes dizer sobre o Palmeiras…

No Rio de Janeiro, por razões óbvias, é fácil dar de cara com camisas do Flamengo, do Vasco, do Fluminense, do Botafogo, do América.

Mas por que razão – esta a pergunta que faço com as mãos espalmadas pedindo ajuda – a camisa do Palmeiras é onipresente na cidade do Rio?!

Aqui na Tijuca – vão tomando nota, leitores palestrinos!!!!! – o troço chega a ser vergonhoso. Não é só o Imperador, garçom do falecido RIO-BRASÍLIA, vejam aqui, que exibe, orgulhoso, a camisa do Palmeiras. Vira-e-mexe, na Tijuca, surge o alviverde imponente – e eu quase sempre disco pro Szegeri:

– Mais uma!

– É impressionante!

E ele gargalha de lá, cofiando a barba (ouço o farfalhar de sua densa barba negra).

Quando o Palmeiras joga, então, você tem a impressão, em plena Tijuca, de que está caminhando pela rua Turiassu ou descendo, animadamente, a avenida Francisco Matarazzo.

Dia desses, inclusive, eu estava dentro do 239, voltando pra casa. Era dia de jogo do Palmeiras (não me lembro qual, nem à fórceps). O ônibus parou no sinal (no farol, palestrinos), na esquina da Frei Caneca com a Marquês de Pombal, onde há um buteco de primeira, vagabundo, como devem ser os grandes butecos. E do teto do bar – creiam! – pendia uma enorme, uma gigantesca, uma impressionante bandeira do Palmeiras. Diante do balcão da espelunca, uns dez, doze, sei-lá-quantos homens vestidos a caráter bebiam e faziam algazarra, como se estivessem devastando sanduíches de pernil com cerveja numa das kombis da Turiassu e prestes a entrar no estádio. Liguei, evidentemente, pro homem da barba amazônica. Ele, gemendo:

– Mentira, Edu…

– Juro! – e fiz o som dos dois beijinhos com os indicadores em cruz, apoiando o celular entre o ombro e a orelha esquerda.

– Quando eu for ao Rio quero conhecer esse buteco!

E é assim, meus poucos mas fiéis leitores. Desconheço a razão desse fenômeno. Pois é, de fato, um fenômeno.

(agora mesmo é que serei vaiado pelos paulistas não-palestrinos)

Muito raramente – muito, muito mesmo! – encontro alguém com a camisa do Corinthians (no reveillón e no Carnaval, com a cidade invadida por turistas, vê-se mais). Guarani, Santos, Portuguesa, Ponte Preta, São Caetano, Bragantino – encontrar uma dessas é quase que impossível, mas vê-se, uma na vida e outra na morte.

O que eu NUNCA vi (com a ênfase szegeriana) – NUNCA!!!!! – foi uma camisa do São Paulo.

Campeão não sei quantas vezes, campeão disso, campeão daquilo, a camisa do São Paulo NUNCA – e digo isso com 100% de certeza – foi vista por essas plagas.

Com vocês, por favor, a palavra.

Até.

Link original:  PALMEIRAS: UM FENÔMENO NO RIO