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A primeira de muitas batalhas

25/10/2011

Caros amigos Palestrinos,

Fazia tempo que não ia para a cama com tamanha sensação de dever cumprido. Ontem foi assim, o sono dos justos. Hoje acordei com as esperanças renovadas.

Nem a chuva, que resolveu nos castigar – ou seria um sinal de limpeza, de que os males do Palmeiras começaram a ser lavados? – e torrencialmente caiu durante mais de meia hora, foi capaz de afastar e arrefecer o ânimo de aproximadamente 500 Palmeirenses que estiveram na Academia de Futebol para protestar e exigir eleições diretas para a presidência de nosso amado clube.

Presentes lá estiveram todo tipo de torcedor, dos chamados comuns aos organizados; dos grupos políticos internos do clube a grupos que não fazem parte da luta política interna. Representantes da chamada mídia Palestrina também lá estiveram, rádio, blogues, sites… Todos unidos no intuito de resgatar o Palmeiras das mãos daqueles que há anos estão nos apequenando.

Estivemos lá para dizer a todos, inclusive à imprensa (a Folha de SP, por exemplo, disse há uma semana que seríamos 25 pessoas), que não aceitamos mais essa situação, que queremos eleger nosso presidente, que queremos ser  a partir de agora co-partícipes de nossa história. Não que antes não fôssemos, mas nossa parte fazíamos nas arquibancadas, porém chegou a hora de nós – aqueles que realmente amam o Palmeiras – tomarmos os destinos de nosso clube em nossas mãos.

De forma pacífica estivemos na Academia de futebol junto com aproximadamente 80 conselheiros que tem o mesmo entendimento que nós, os torcedores, que Conselho Gestor é golpe, que engessamento do Estatuto por 6 anos é ditadura, que só as eleições diretas podem tirar o Palmeiras dessa trilha de atraso e retrocesso.

No final a explosão, como no momento de um gol, a boa notícia de que as propostas (Conselho Gestor e Eleições Diretas) não serão votadas em um único ‘pacote’, mas sim de forma separada, da maneira que entendíamos – e o estatuto reza.

Pouco, quase nada, mas uma primeira vitória, porque não fosse nossa mobilização teríamos que engolir mais uma manobra para a perpetuação no poder de grupos políticos que só querem se beneficiar DO Palmeiras e não lutar PELO Palmeiras.

O importante ressaltar nessa vitória foi o espírito altruísta dos que lá estiveram, de todos os homens, mulheres e grupos políticos. Ali não estava João, Pedro, José… Ali não estavam grupos políticos. Ali estavam 500 Palestrinos representando 15 milhões de torcedores, ali estavam minhas filhas, meus netos. O futuro do Palmeiras, aquele mesmo que foi idealizado por nossos fundadores, começou a ser retomado por quem de direito.

Cabe ressaltar que tudo isso somente foi possível graças a UNIÃO de todos os Palmeirenses, independente de divergências outras, que estão preocupados, mas esperançosos em fazer renascer o gigante que tentam adormecer.

Nessa primeira batalha nossa pressão surtiu efeito, outras virão, e a UNIÃO demonstrada ontem é o nosso maior trunfo. Eles (as forças do obscurantismo) não esperavam por isso, mas tiveram que nos ouvir. Os enfrentaremos em outras batalhas.

O Palmeiras ainda respira, graças à sua torcida.

Parabéns a todos que de uma forma ou de outra colaboraram para esse momento. Parabéns aos que lá estiveram. Hoje sinto meu orgulho de ser Palestrino renovado.

FORZA PALESTRA!

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1) Apesar de conhecer grande número de pessoas e grupos políticos que lá estiveram, e poder nomear muitos aqui, preferi não fazê-lo, pois o importante para além dos nomes é a instituição, é a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS.

2) Algumas fotos que consegui tirar, apesar do dilúvio, estão no meu perfil no FB (clique aqui).

Sociedade dos Eternos Palestrinos

15/10/2011

Como eu já havia escrito aqui a união de todos os Palmeirenses se faz necessária para tentarmos modificar esse estado de imobilismo – aliás, de retrocesso – que aflige nosso amado clube. Como eu já havia dito é a união ou a derrota.

Sendo assim, publico na íntegra o manifesto do grupo Eternos Palestrinos que versa sobre o mesmo tema: a união dos Palmeirenses para sairmos desse ‘buraco’ para onde fomos empurrados.

À NAÇÃO PALMEIRENSE

A Associação dos Eternos Palestrinos é um grupo composto por sócios da Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP) e tem como principal objetivo a colaboração para o engrandecimento, profissionalização e modernização de nosso clube.

A atual realidade exige que diversas ações sejam implantadas de imediato ou que se iniciem os processos para que, em breve, outras possam se tornar realidade.

Desde a sua fundação (2010) até os dias atuais, a Associação teve tempo suficiente para conhecer minimamente a estrutura do clube através dos conselheiros eleitos, do apoio financeiro já concedido e dos contatos/reuniões realizados com ambas as gestões, já que nossa atuação é apartidária e não política. Além disso, entendemos que o diálogo é a melhor forma para encontrar soluções e caminhos seguros.

Em razão dos últimos fatos e também do que idealizamos para o futuro do nosso clube, a Associação dos Eternos Palestrinos vai atuar fortemente, em busca das metas a seguir indicadas no projeto que, certamente, só poderá ser atingido com o engajamento de todos, sócios e torcedores.

Como muitos já desconfiam, o Palmeiras vem apresentando ao longo de sua história, e principalmente nos últimos anos, uma acirrada disputa pelo poder por meio de grupos que se revezam. Há um continuísmo e um imobilismo que estão arraigados e será difícil qualquer gestão, por melhores que sejam suas intenções, conseguir mudar de forma rápida; pequenos feudos se formaram, assim, decisões nos órgãos administrativos internos, muitas vezes só têm objetivo de manutenção no poder.

Para piorar, existem aqueles que só querem tumultuar, plantam notícias, desestabilizam o elenco do time de futebol, criam atritos com a comissão técnica, e ainda se dizem palmeirenses! Isso está tornando o Palmeiras um clube cada vez menor, com prejuízos patrimoniais a todos os sócios, e desilusão aos torcedores.

Não bastassem estes focos internos, infelizmente, alguns setores da mídia, em busca de “furos” ou de promoção, aceitam e divulgam estas falsas notícias.

Estes fatos não refletem a imagem dos 13 milhões de torcedores espalhados pelo país. Por isso, é necessária a união de todos, a convergência de ideais e a aglutinação de forças.

Unidos os Eternos já demonstraram que são capazes de alterar a realidade dos fatos. Com apoio de outros grupos progressistas, com participação dos sócios do clube e dos torcedores, agregaremos um batalhão que não permitirá que vozes isoladas consigam tumultuar o clima e o ambiente do clube, nem que grupos políticos comandem o clube ao seu bel prazer.

Somos – os verdadeiros palmeirenses – milhões de pessoas que estão adormecidas deixando que vozes isoladas mantenham a situação. Uma minoria faz muito barulho, desestabiliza, e a maioria, desorganizada, fica inerte.

O Palmeiras está refém deste tipo de ação e isso não pode continuar.

Por isso, nossa luta – e esperamos de todos palmeirenses – será pelos três pontos para atuação incisiva:

1. Profissionalização dos departamentos de futebol e marketing.

O futebol moderno, envolvido em altas transações financeiras, interesses nem sempre éticos, relacionamentos com empresários profissionais, atletas cada vez mais cientes da vulnerabilidade dos clubes, interesses comerciais, cifras altíssimas de patrocínio, de televisão, etc., não pode ser administrado de forma amadora.

Não é admissível que estes setores continuem comandados por dirigentes que, por mais boa vontade e sucesso na vida profissional, trabalhem somente no tempo livre, haja vista as atividades pessoais. São áreas vitais para que o clube progrida. O melhor momento da história do Palmeiras foi quando a administração do futebol estava com a Parmalat, porque havia um executivo cuidando do futebol, isso evita gastos com contratações esdrúxulas e comissões exorbitantes, verba que poderia ser canalizada para pagamento destes profissionais.

2. Atualização do estatuto: eleições diretas para presidente e reorganização da composição do conselho deliberativo.

A eleição direta se impõe. É um princípio democrático e participativo.

Hoje só podem concorrer à presidência associados que sejam conselheiros e que tenham cumprido dois mandatos (art. 113 do estatuto). Ou seja, o universo é muito restrito e não permite qualquer renovação: o candidato terá que estar, devido às datas das eleições, no mínimo, há dez anos no Conselho.

Não se justifica que doze mil associados sejam representados por 152 conselheiros eleitos (art. 78) e mais até 148 vitalícios (art. 80) cabendo a estes todos os destinos do clube e a eleição do mandatário.

Este modelo faz com que os grupos que estão no Conselho há décadas comandem o sistema e se mantenham no poder por alianças ocasionais, com raros revezamentos que, quando ocorrem, são frutos de desavenças destes mesmos agrupamentos. Com isso, o Presidente fica refém destes grupos, pequenos ou grandes, e o Palmeiras fica em segundo plano.

Os clubes que adotaram a eleição direta estão flagrantemente em posição mais avançada que a nossa, são casos do Corinthians, Santos, Flamengo, Vasco da Gama e, paradoxalmente, em situação inversa, o São Paulo, que mudou o estatuto para permitir reeleições, a cargo do conselho e, seguramente, apresenta estagnação, ou o Cruzeiro administrado por uma mesma família há anos.

Mas os dirigentes precisam entender que não basta estar no poder. Os clubes mais bem sucedidos, em termos de mídia, de negócios e de marketing, adotaram estratégias de manter grupos de apoio ao Presidente (Santos e Corinthians), justamente pessoas ligadas às áreas sensíveis indicadas no item anterior.

Em relação ao Conselho Deliberativo, há de se repensar o papel do Conselheiro vitalício.

Embora possam integrar até metade do Conselho, não representam, necessariamente, a vontade do associado; muitos não se preocupam em resolver as questões do clube, mas sim interesses pessoais; alguns estão desatualizados desta nova forma de gerir o futebol; são os que freqüentemente estão na mídia tumultuando o ambiente; são os que, rotineiramente, conseguem se eleger para cargos da Diretoria.

Não conseguiremos modernizar o clube se não houver diminuição significativa do número de vitalícios (para não dizer a extinção num segundo momento).

Há uma contradição: se toda a concepção do estatuto é de eleição indireta, de modo que o associado seja representado, coletivamente, por meio do Conselho Deliberativo (art.77), não se sustenta a manutenção de metade do Conselho só por vitalícios.

O sócio outorga o voto para alguém representá-lo no Conselho, este voto não pode servir para que o mandatário se valha dele para indicar outro representante para o próprio Conselho e, também, para conseguir cargos na administração, exigíveis para se tornar vitalício.

Pior, para se tornar conselheiro vitalício, os requisitos exigem, além de tudo, a realização de alianças porque é necessário obter-se metade dos votos, conforme previsto no artigo 80,§1º, do estatuto. E mais, é preciso ser sócio benemérito, ou ter sido presidente, vice da Diretoria, do Conselho ou do COF (art. 80§2º, letras a e b) e, para ser sócio benemérito, é necessário, segundo o inciso I do art. 80§4º, ter 12 anos como associado e ainda: a) 3 mandatos como diretor de departamento ou 6 mandatos como diretor adjunto ou 2 como titular e dois como adjunto; b) 2 mandatos como membro do COF e c) 4 mandatos como conselheiro.

Ou seja, para se alcançar a condição de sócio benemérito e, via de conseqüência, se candidatar a conselheiro vitalício, é necessário estar nesse meio por vários períodos, já viciado com o sistema e apoiando-o em busca de atingir tais cargos e condições.

Com isso forma-se um círculo vicioso e são mantidas as pessoas ou os mesmos grupos no poder.

É preciso quebrar este elo. É preciso dar oportunidade a que o associado se manifeste e diga o que quer para o clube. Essa oportunidade não pode ser tolhida.

3. Defesa dos interesses do clube, esclarecimento da verdade ao associado e ao torcedor e responsabilização dos que atuarem contra o clube.

Como associado do clube precisamos exigir dos conselheiros e dirigentes, responsabilidade em seus atos.

Os Conselhos – Deliberativo e de Orientação e Fiscalização – atuam, às vezes, de forma política e sem técnica. Essa conduta representa sérios problemas à imagem do clube, com reflexos financeiros que atingem a todos nós sócios.

Isso é muito prejudicial à imagem do clube, ao patrimônio do sócio e a estima do torcedor.

A falta de cobrança permite que membros do COF e do CD atuem livremente, rejeitem contas, sem qualquer fundamentação.

A transparência das deliberações é a arma que os palmeirenses possuem para frear estas ações.

Cabe a todos nós fiscalizarmos e, quando verificarmos estas ocorrências, adotarmos medidas para coibir e exigir explicação, e até reparação de danos, sem prejuízo de medidas administrativas no próprio clube. Exigiremos uma atuação técnica.

Para atingir estes objetivos atuaremos, sempre em conjunto com os sócios e torcedores, e vamos:

1. Cobrar de forma permanente a diretoria por melhorias e profissionalização do clube.

2. Expor à comunidade palmeirense, rotineiramente, os principais fatos, verdades e contradições, toda vez que qualquer notícia tenha o simples interesse de desestabilizar o clube ou o time de futebol, via imprensa, redes sociais, site, comunicações eletrônicas, etc.

3. Organizar uma rede de contatos para que as idéias sejam difundidas: o interesse é de todos os palmeirenses e eles têm direito de se manifestar e acompanhar as atividades do clube e do time.
4. Instituir um boletim informativo àqueles que se cadastrarem e quiserem receber notícias.

5. Participar da mídia – séria e honesta – de forma mais agressiva, marcando presença deste pontos.

6. Aglutinar forças com os grupos progressistas.

7. Tentar instituir no Conselho Deliberativo um bloco que possa tomar medidas para a mudança desta situação e apoiar a direção – seja qual for a ideologia política – nas medidas que engrandeçam nosso clube

É hora desta maioria se manifestar. Os torcedores precisam saber o que está ocorrendo, os sócios têm que entender a responsabilidade quando do voto, e exigirem mudanças. Os grupos progressistas precisam se unir; os conselheiros com visão de futuro precisam constituir um grupo suprapartidário de apoio a estas e outras idéias.

Teremos em breve um dos melhores estádios do mundo e um clube totalmente remodelado.

Não podemos deixar que a administração do clube não acompanhe esta evolução.

Não temos a pretensão de sermos os donos da verdade, mas temos certeza que o associado do clube e o torcedor estão precisando de uma voz para representá-los.

Junte-se a essa luta que é, na verdade, do Palmeiras.

Entre em contato e dê a sua opinião através do email eternospalestrinos@gmail.com ou
contato@eternospalestrinos.com. Ou através dos telefones: (11) 3289 2014 ou (11) 7424 6931

Vamos juntos mudar o Palmeiras.

Sem Mais

Associação dos Eternos Palestrinos

Pitacos Palestrinos

10/10/2011

Sobre o jogo político, aquele que nos devolverá a grandeza ou nos empurrará, definitivamente, para o papel de coadjuvante:

I) precisamos para de olhar o passado. A história serve somente para aprendermos com ela. O futuro é o que interessa!

II) não serão os ‘ídolos’ do passado que nos farão ser grandes novamente. Paremos com traz fulano de volta, sicrano…

III) mirar o futuro significa também arejar a política do clube. Novos nomes, novas idéias…

IV) Mustafá foi nefasto ao Palmeiras, mas debitar na conta dele todos os males Palestrinos é não contribuir para avanço.

V) se a cada final de campeonato tivermos que iniciar tudo do ‘zero’ seremos sempre o time do ano que vem. Planejamento.

VI) chegou a hora de deixarmos as vaidades e diferenças de lado. A oposição precisa se unir: diretas é fator de união.

VII) existe na política dois tipos de alianças: tática e estratégicas. Nesse momento uma do primeiro tipo é necessária…

VIII) A reunião do Conselho (24/10) decidirá sobre as diretas, mas também sobre Conselho Gestor e Mudanças estatutárias.

IX) golpe de mestre das forças da conservação. Se oposição não tiver tática conjunta, as diretas serão para Inglês ver.

X) Chegou a hora em que saberemos – e decidiremos – como será o Palmeiras. Vencedor ou apenas coadjuvante…

XI) As forças de oposição: Famiglia Palestra, Fanfulla, Pró-Palmeiras, Academia… Ou se unem ou serão derrotadas: SEREMOS!

XII) Minha opinião: união ou derrota! Fim.

Com a palavra a oposição do Palmeiras.

Forza Palestra!

Gorgonzola e afins…

22/08/2011

Coluna do jornalista e Palestrino Adriano Pessini para o Jornal Agora (20/08/2011).

Gorgonzola e afins…

Ratazana, segundo o Houaiss, pode ser a definição de um roedor, espalhado mundialmente e associado à presença do homem. Ou o sinônimo de um pessoa ladra.

Pois foi esse o termo que Roberto Frizzo, vice-presidente alviverde, utilizou em comunicado oficial do clube para definir seus parceiros. “Tratam-se de cinco ou seis ratazanas do esgoto, que insistem em querer tumultuar o ambiente do Palmeiras”, foi a frase.

No entanto, o que mais me espanta é que Frizzo sabe quem são essas pessoas _como muitos dentro do clube também_ só que não faz absolutamente nada para combatê-las, tem medo de dar nome aos ratos. O presidente Arnaldo Tirone segue a mesma linha.

No começo de julho, por exemplo, o conselheiro Gilto Avallone deu uma entrevista ao Globoesporte.com na qual dizia: “O Tirone é outro sem caráter”. Questionado por mim sobre qual medida tomaria contra tal afronta, a resposta do dirigente foi: “Nos conhecemos há 50 anos, eu o conheço bem, deixa para lá…”.

Ou seja, o presidente do clube com a quarta maior torcida do Brasil resolveu deixar para lá. Assim como a proposta de eleições diretas foi deixada para lá, tanto como a sindicância contra o próprio Avallone foi deixada para lá… Na verdade, é o Palmeiras que está sendo deixado para lá há muito tempo por causa de egos, grupinhos e pela eterna sede de poder.

E a oposição? Os medalhões de outrora se calam, como se estivessem esperando o barco afundar de vez apenas para ver para onde os ratos correriam.

Desse jeito, não vai ter queijo para todo mundo.

“Nada me tira do Palmeiras.” Essa frase dita por Felipão é um alívio para os torcedores. Já quando é dita por alguns conselheiros…

Palmeiras: eleição para o Conselho Deliberativo

07/02/2011

Bem, vamos às vacas frias!

No sábado (12) teremos eleição para o Conselho Deliberativo do Palmeiras. Como sempre o blogue – eu, claro! – indico alguns nomes aos que podem votar. Esse ano escolhi indicar três amigos que sempre estão presentes na ‘bancada’ junto com a massa que sofre e ama o Palmeiras. São três jovens, que tem compromisso com o Palmeiras… e, apenas com o Palmeiras; pois amam futebol e sabem que o Palmeiras, acima de tudo, existe pelo, e para, o futebol.

Aí vão as minha indicações:

 

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DIEGO ZUPO (178)

Candidato ao Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras, reúne tradição e vontade de inovar. É com esse perfil que o Palestrino Diego Zupo lança sua candidatura e concorre à cadeira de conselheiro, no próximo dia 12 de fevereiro. Sua motivação é apresentar a mesma garra e vibração que sempre empunhou nas arquibancadas e nas dependências do clube para fazer do Palmeiras, o grande vencedor.

Nascido no bairro de Santa Cecília, oriundo de família italiana de Polignano A Mare, um município de Puglia, província de Bari, Diego Zupo é Palmeirense desde que se conhece por gente, sócio do clube desde 1991, foi sempre um torcedor obstinado em acompanhar o Palmeiras por todos os gramados do país. Fez viagens memoráveis, e outras um tanto quanto conturbadas, sempre defendendo a cor esmeraldina com força, voz, suor e lágrimas.

Segundo Diego Zupo, hoje, o Palmeiras passa por um momento de transição, no qual será preciso mais do que experiência para carregar o fardo de manter o Palestra no topo da vitrine do futebol brasileiro e mundial. É preciso realizar um trabalho intenso e inovador para melhorar o time do presente e preparar o nosso futuro. Temos uma Arena a caminho e a comemoração de nosso centenário em 2014. São das ações adotadas hoje que dependerá o sucesso futuro.

O futebol do presente precisa estar de braços com as estratégias de marketing, com uma boa dose de ousadia e visão inovadora. Não dá mais para administrar um grande clube apenas com boa vontade e presunção, é preciso mais. É esse a mais que pretendo carregar para dentro do Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Com trabalho, perseverança, novas idéias e objetividade, é que desejo abraçar a função de Conselheiro Deliberativo e fazer do nosso Palmeiras um time cada vez mais vencedor. Conto com seu voto para fazer diferente, e fazer a diferença!

Dia 12 de fevereiro, vote Diego Zupo, 178.

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HIGOR BELLINI (167) Chapa Palestra:

Sócio do Palmeiras a mais de 25 anos, freqüentador das atividades cultuais e esportivas desenvolvidas pelo clube, ou seja, conhece também o clube e não apenas o time de futebol.

Como esportista, jogou basquete na Sociedade Esportiva Palmeiras, como atleta federado, nas categorias; MINI, PRÉ MIRIM, MIRIM, INFANTIL, INFANTO E CADETE

Atualmente joga na CATEGORIA DOS Pré-VETERANOS defendendo as cores da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Como profissional é advogado, pós graduado em direito trabalhista, direito ambiental e magistério de ensino superior; mestrado em gestão integrada saúde e meio ambiente do trabalho.

Como torcedor presente na grande maioria dos jogos, sempre apoiando e incentivando o time.

Higor Belinni – 167: Preparado para representar você no VERDÃO. E fazer um Palmeiras forte e respeitado dentro e fora dos gramados.

2010! O fim da década perdida.

16/12/2010

Por: Marco Néspoli

Final de 2010. Final da década perdida. Não tem como fazer uma retrospectiva do Palmeiras em 2010 sem analisar tudo que ocorreu nessa década e na anterior a essa. A falta de planejamento, o jogo sujo do poder, os interesses pessoais em detrimento aos interesses da instituição, tudo isso, junto ao EGO-ismo dos dirigentes, levou o clube ao ostracismo. Todos os nomes que dirigiram o Palmeiras nesse período de fracasso são os mesmos que ainda hoje tentam ‘mamar nas tetas’ do clube. Na verdade são os mesmos nomes e sobrenomes que estão no clube desde sua fundação em 1914, ora como situação – ora como oposição – como se fossem crianças mimadas brigando pra ver quem é o dono da bola.

Na década de 90 o Palmeiras chegou a finais em todos os campeonatos que disputou – Paulistão, Copa do Brasil, Rio-São Paulo, Brasileirão, Mercosul e Mundial. Essas finais foram disputadas em todos os anos, de 1992 a 2000, quando todo o planejamento era feito pela parceira. Nesse período, vitórias e derrotas memoráveis aconteceram. O título paulista de 1993 em cima do arqui-rival Corinthians (0 x 1 e 4 x 0), a eliminação nas quartas de final da Libertadores de 1995 contra o Grêmio (0 x 5 e 5 x 1),  a espetacular virada contra o Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil em 1999 e, pra finalizar, o Título da Libertadores da América em 1999.

Em 13 de Junho de 2001 o Palmeiras era eliminado nos penais, em pleno Palestra Italia, pelo Boca Juniors, nas semi finais da Taça Libertadores da América, após dois empates em 2 x 2; tinha então inicio a década perdida. Essa foi a última grande derrota do Campeão do Século XX, resquício ainda do planejamento da década anterior quando clube era administrado pela parceira. Nessa década o Palmeiras foi, apenas, duas vezes campeão. Campeão Brasileiro da série B em 2003 e Campeão Paulista em 2008. Colecionou ainda uma série de derrotas para equipes inexpressivas no cenário nacional como Paulista, Santo André, Ipatinga, Sport, Atlético GO e Goiás.

Pra finalizar a década perdida, em 2010 o Palmeiras terminou o Campeonato Paulista na 11ª colocação, atrás de equipes como Ponte Preta, Oeste, São Caetano, Portuguesa e Botafogo. Na Copa do Brasil foi eliminado pelo Atlético GO, na Copa Sulamericana foi eliminado pelo Goiás; terminou o Brasileirão na 10ª posição.

O Futuro

O torcedor do Palmeiras não aguenta mais tanto vexame e é o único que pode mudar os rumos do clube. Muitas mobilizações têm sido feitas em torno do voto direto para presidência e para isso o torcedor precisa se associar ao Palmeiras. Em janeiro de 2011 as eleições para a presidência do clube irão pegar fogo e Paulo Nobre, apesar de avisar que não é mágico, é o único candidato que tem em seu Plano de Governo a pretensão de que isso ocorra, além, é claro, de instituir a profissionalização de todos os departamentos do Palmeiras.

Torcedor, 2011 será o inicio de um ciclo vitorioso que fará o Palmeiras Campeão do Século XXI, por isso, se você deseja ajudar a hora é essa, associe-se. E você que já é sócio vote em quem quer o bem do Palmeiras e não nos que querem ser dono da bola.

Marco Néspoli é candidato ao Conselho do Palmeiras pelo grupo Fanfulla.

Para conhecer mais e debater as propostas que ele tem, entre em contato via email ou msn: nespoli@gmail.com. Siga-o também no twitter @marconespoli

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Esse é um artigo assinado. Ele não representa, necessariamente, a opinião do blogue.